Archive for 2011

Pedro Osório e "O Beijo do Sol"


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Hoje recebi um mail. Daqueles que começa por dizer que a pessoa x que está doente e pede ajuda.. Mas este é diferente. Não me pede dinheiro, nem sangue, nem transplantes, nem nada desse género.
Pede-me apenas que disponha de 4 minutos do meu tempo e ouça um música clicando num link no You Tube.
Assim fiz. Gosto de música e então por que não?
E não é que é boa e que vale a pena?!
Ah grande Pedro Osório!




" Caros amigos,
 Acabei de me estrear a fazer e montar um video. É um video-clip sobre
uma música de um disco meu que está para sair.
Coloquei-o no Youtube e, como sabem, só acima de um certo número de
visionamentos é que ele aparece nos motores de busca.

Peço-vos então que visitem este endereço http://www.youtube.com/watch?v=FyRUwKUigMo
Talvez não se aborreçam e, se tal acontecer, por favor passem aos vossos
amigos.
Aqui fica desde já o meu agradecimento.
       
Pedro Osório"

E quando achávamos que...


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 ...Língua Portuguesa só havia uma, eis senão quando:


Podemos usar o português de Portugal ou o português do Brasil, agora o só Português é que não...
Google Chrome ainda não adaptado ao tal acordo ortográfico que diz que já entrou em vigor há uns tempos.

Que rica encomenda...


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Os correios de Portugal são, de facto, uma empresa extra ordinária. 
Sim, a separação da palavra em dois tornando-a "descomposta por justaposição" é propositada. 


Ora então como é que uma encomenda que é enviada ao dia 22, correio verde (que até é mais ecológico e tudo), registado, com aviso de recepção e pelo qual se paga um balúrdio esperando que chegue ao destino antes do Natal, hoje, ao dia 26 do mesmo mês, ainda não chegou? 
Aparentemente, simples. A morada do destinatário não existe ou está incorrecta. E eu pergunto, então mas e a destinatária não saberá onde mora? Mau. Faço a confirmação via sms não vá o diabo tecê-las e a S ser tonta e não saber onde mora. Mas não. S sabe perfeitamente onde reside, pelos vistos o senhor carteiro é que não. 


Cá eu, ligo para a linha dos CTT para saber mas então porque raio a encomenda não chega ao destino. A simpatia ficou num canto, e mais me informa que até pode ser feita nova tentativa de entrega, mas alto e pára o baile que só amanhã. Hã?! Como?! Até pode ser? Só amanhã? Então porquê? Porque hoje, muito embora o governo não tenha dado ponte a ninguém, à semelhança de muito estabelecimento, os senhores carteiros hoje não trabalharam. Hã?!? Como?!? Resposta: Pois...
Mas posso dar-lhe um número para onde pode ligar para eles tentarem ver, diz a moça...


Vá lá. Ao menos um outro número para ligar. E liguei. Durante mais de uma hora que tentei o contacto telefónico com o Centro de Distribuição Postal de Sesimbra e com a estação dos CTT de Azeitão e tá quieto. Nada. Nem um olá do outro lado, nem um Last Christmas ou um fungágá para animar a malta, nada. Só toques de chamada intermináveis sem retorno algum.


Tudo bem. Amanhã segue reclamação na mesma estação onde também a amabilidade ficou a um canto no dia 22. A ver vamos se chega ao destino e não tem a tendência para se ficar pelo caminho também.


Quando é que os CTT são privatizados mesmo?

Conflito


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Hoje acordei com aquele cheiro característico de todas as manhãs de Natal que me fazem lembrar quando andava a brincar desenfreada com tudo o que o Pai Natal me havia dado na noite anterior, e era bom. Ah como era... Só tinha dois conflitos: o que comer e com que brincar.


No meio da imaginação infantil que era fértil, lá arranjava maneira dos Pin e Pons morarem em casas feitas de lego e dos peluches serem alegres monstros que lhes atazanavam a vida, e comer, isso era fácil. Na casa dos avós, era fácil, era só esticar a mão e o que viesse comia-se sem dramas nem preocupações ou chatices.


Hoje, os conflitos são outros.... O de brincar já foi posto de lado há uns anos, mas o que comer, infelizmente, não... A mesa de Natal cá em casa, por ora e felizmente, é farta em doces, em salgados, que vão desde o queijo às trouxas de ovos e bombons e isso sim, é um conflito. O que comer, quando comer? Ai e como comi a noite passada... 
Tenho o estomago em pedra. Dói-me e estou mal disposta. E agora o almoço?


Ai!, rai's partam a gula!...

Sodade


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Fica a música, a morna quente, a memória e a voz.
Valeu pela homenagem.

Xô! Fora daqui!


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Ora aí está. A declaração perfeita.
Queres ser Professor em Portugal?
Na na!! Xô! Fora daqui pá!


Esqueceu-se que no Brasil o professor de português de Portugal não pode praticar. Mas não há stress. Pode sempre ir para Angola, ou Cabo Verde, ou Moçambique. Vá lá, um qualquer daqueles que fale a mesmíssima língua porque afinal parece que vai tudo dar ao mesmo.


É um jogo fácil, fácil.
Material necessário: residir em Portugal, ser professor desempregado e um dardo. Se puder imprimir o boneco acima e colar numa parede, era fantástico.
Instruções: atirar o dardo de encontro a uma das bandeirolas.
Se calhar naquela que tem o escudo, tanto pior, casa da morte. Terá de jogar outra vez.
Se calhar numa das outras, uhuuuu!, Casa da sorte!, despeça-se do país que o viu crescer e dos entes queridos, onde investiu toda uma vida, faça as malas e prepare-se para partir!
Pense que ao menos, daqui a uns anos valentes, pode, em tom de recordação e com a bandeira portuguesa como pano de fundo, cantar como os Da Vinci no Festival da canção de '89!


Mas lá isso é solução que se dê?!?
Sim sr. Que grande tonteria... Mais uma...

Removam lá isso pá...


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É verdade que não tenho tido muito tempo para andar aqui por estas bandas, mas também, verdade seja dita que pouco ou nada de muito interessante tem sido visto por estes olhinhos e o tempo não tem sido um tipo porreiraço.


De qualquer modo, o Natal está aí à porta, as compras desta rena estão feitas, tudo mais que despachado - fora os embrulhos que ainda estou a ver se por algum milagre aparecem feitos.


Mas vá, é altura de festas de luzinhas e árvores enfeitadas e, infelizmente, de Pais Natal raquíticos espetados em varandas a querer subir para um qualquer lado e de uns panos com uma criança fita-colados nas janelas.


Ora, eu que ainda nem sequer tenho uma árvore de natal plantada cá em casa, o que sim, eu sei, já começa a ser vergonhoso, nem tenho nada contra as convicções alheias, muito pelo contrário, agora, poluição visual é que não amiguinhos.


Estas são, na minha mais humilde opinião, das coisas mais farsolas que se podem pôr à vista de todos e claro, estas são, daquelas coisas que todo o amigo do alheio poderia levar que, parece-me, ninguém se haveria de importar nada por aí além.

Passeio d'ouro


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Hoje a rua recebeu-me assim, como se de um passeio feito por ouro fosse.
Que era simpático, lá isso era, mas não. Ainda é Outono, e as folhas ainda insistem em cair de árvores semi despidas e a CM de Lisboa insiste em não limpar as ruas.


Apesar de bonito, e depois da chuvinha miúda que insistiu em cair, para pessoas desastradas e descoordenadas como eu, aquelas folharecas são um perigo escorregadio...


E ah!, para que fique bem claro, não, não me espatifei outra vez.

Sta Cruz, Timor Lorosae


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Desenho, Ruy Pacheco. Texto adaptado Ilíada, Homero


" (...) O protesto começou pelas 6h, com uma missa na igreja de Motael. Pela primeira vez, um grupo de jovens ousou pintar cartazes e ensaiar palavras de ordem. “Viva Xanana”, “Viva a resistência, “Não à integração”. Pouco depois começaram os primeiros confrontos com militares indonésios, quando os manifestantes passaram junto ao Palácio do Governo, até que, pelas 8h, o cemitério já estava rodeado por militares. Os manifestantes começam a rezar um terço junto à campa de Sebastião Gomes e ouvem-se os primeiros tiros. (...) In http://publico.pt/Mundo/vinte-anos-depois-timor-ainda-procura-as-vitimas-de-santa-cruz-1520552


Fez ontem vinte anos, televisão ligada na RTP 1, e de repente ouviam-se sirenes de alarme, tiros, gritos de aflição, passos em correria.


" E rezou-se em português, tão longe de Lisboa. " 


Em terras lusas, bem longe, arrepiámo-nos com a fuga das gentes fugidias pela noite dentro no mato circulando apinhadas num silêncio de morte.  Sentimos a revolta, a angústia, a tristeza e a morte como se do nosso povo se tratasse. As pessoas e os edifícios de Portugal, vestiram-se de branco. Cantámos e rezámos e chorámos e manifestámo-nos e, assim, num dos seus piores momentos, pelas piores razões, muitos de nós, conhecemos as gentes e as terras e parte da história de Timor Leste, hoje Timor Lorosae. 


O acontecimento foi-me caro e a outros que comigo estavam naquela altura. Fomos activos como um bando de jovens de 15 anos poderia ser naquela altura, e no fim, a consciência de que poderíamos ter feito mais não nos assolou. Aquela luta foi também a nossa, aquela indignação era partilhada por nós e quem nos dera pudéssemos ajudar mais.


Fizémos o que estava ao nosso alcance, assim como aquele povo lutou e morreu por tudo aquilo em que acreditava.


Desde 20 de Maio de 2002 que Timor Lorosae é, enfim, independente.

Carta ao Estado, parte II


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Eu juro que tenho evitado ao máximo escrever por aqui sobre as crises que assolam o nosso país e, se Deus quiser, esta há-de ser a última vez que o faço.
Evito por vários motivos, mas principalmente porque ele há coisas que me ultrapassam o espírito e, muito honestamente, me tiram do sério.
São exemplos disso a inércia e a indiferença das pessoas quando os males só tocam os outros ou a modinha do se há quem refile porque é que eu me hei-de mexer e sequer refilar. 
E isto, aborrece-me.
Chateia-me que muito do nosso povo não se mexa nem se importe com o facto de o governo, que uma maioria entre a minoria escolheu, tomar medidas extraordinariamente chocantes e as transmita com o discurso do coitadinho.
Chateia-me que a grande maioria das pessoas deste país tenha vivido 30 anos acima das suas possibilidades e que agora se lamente qual miúdo mimado a quem os pais de repente mandam trabalhar se quiser manter os vicios.

Portanto, posso-me dar ao luxo de dizer ao nosso caro Estado Português:
Que trabalho há já uns bons ou não, 17 anos, dos quais 3 a receber por baixo da mesa porque ao patrão não dava jeito que as finanças soubessem que eu por lá andava, e outros 14 a fazer os meus descontos a tempo e a horas, tanto para IRS como para a Segurança Social. Destes 14, nunca meti um dia de baixa e os dias de faltas por doença contam-se em duas mãos.

Que não gasto um tostão aos hospitais públicos, se preciso de um médico prefiro um privado que me trate e bem do que a uma maioria carniceira que não nos olha enquanto nos passa a sentença.
No entanto, despretenciosamente, ofereço do meu sangue sem receber nada em troca, àqueles centros hospitalares. Nem sequer faço usufruto das taxas moderadoras que até agora me eram oferecidas.

Que não tenho casa própria, vivo em casa da mãe. Sim, ando na casa dos 30 e não na minha. Mas se tivesse ido na conversa dos bancos talvez hoje tivesse um castelo hipotecado e quiçá constasse numa lista negra de um banco qualquer.

Que tenho um cartão de débito, uma conta ordenado e um cartão de crédito que junto fazem mais de três vezes o que ganho num mês. Os dois últimos só são usados em caso de emergência e, garanto, têm sido poucas as vezes.

Que pedi crédito ao banco, três vezes. Duas para carro, outra para obras. Sempre os paguei desse por onde desse. Nunca devi nada a ninguém.

Que o meu carro faz 10 anos para o ano que vem e o motor está como novo porque a gasolina ao preço que está, não dá para o esticanço nem para grandes viagens. O meu carro tem amolgadelas que algum descuidado lhe ofereceu e não, não tenho dinheiro para o por no bate chapas. Custou-me a pagá-lo, mas paguei-o sem nunca ficar a dever nada a ninguém.


E que enfim, na casa dos meus pais sempre se disse que quando não há dinheiro, não há vícios e nada a mais que não precisa de haver. Houve uma educação não só de poupança, mas de racionalização. Nunca viver acima das possibilidades.


E não deverias tu, o nosso estado, tu, as nossas câmaras municipais pensar da mesma forma? 
Não acham vocês, estado português, bancos nacionais, que deveriam ter educado também, as inúmeras famílias deste país a ter pensado nisto um pouco mais cedo?


Se tudo correr bem, esta é a última vez que escrevo sobre este assunto.

A solo


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Para dançar o tango, são precisos dois. Duas pessoas que, mesmo não partilhando uma mesma paixão um pelo outro, têm de saber demonstrá-la, vivê-la naquele momento onde só aqueles passos compassados e certeiros importam, onde o olhar diz tudo, e nada mais.

Na vida, é o mesmo.
Muito embora tenhamos o poder de abrir as asas e voar, mesmo conseguindo dançar um solo, sem o olhar, sem a paixão, é raro conseguir-mos o que quer que seja.

Era verdadeiramente simpático que mais gente entendesse isso e deixasse de olhar tanto para o compasso do seu passo e admirasse mais o de quem tem a seu lado...

Nunca mais...


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Hoje fiz o que há muito não fazia, ganhei coragem e fui ao médico. A um daqueles normais, sem especialidade nenhuma que não seja a clínica geral.

Hoje sentei-me por 30 minutos de espera numa daquelas salas que antecedem a câmara do senhor doutor e lembrei-me um dos motivos pelos quais me deixei destas visitas há já uns anos... Naquela sala dos horrores, numa correria desenfreada agitavam-se de forma frenética e descontrolada miúdos gritantes e trocavam-se as conversas de doenças alheias das velhotas frequentadoras habituais. E isto quando se acha que um dos ouvidos vai rebentar são uns dos motivos pelos quais me afastei daquela lide.

Palavra que estive rés-vés Campo de Ourique para me transformar num ser de outro mundo que corria todos a ferro e fogo sem dó nem piedade com um sabre de luz, mas lá uma voz me chamou para um refúgio e toda aquela agitação se tornou num pesadelo longínquo que espero não tornar a repetir tão cedo.

No fim, 25 minutos de consulta depois, e como que se uma dor de costas que vai e vem, uma dor de dentes persistente e valentes enxaquecas não me chegassem, tive de agradecer e dar o muito sincero obrigada aos deuses pela fantástica otite que descobri me ofereceram de mão beijada sem que nada lhes tivesse sido pedido.

Nunca mais torno a dizer que eu cá é raro estar doente.
Rai's partam a idade.

Chuva de quê?!...


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A noite de hoje esperava-se grande, maravilhosa, e que proporcionasse um daqueles espectáculos celestes que, mesmo não sendo assim tão raros quanto isso, são sempre bem porreiros de ser ver. Ou seriam... Pois, não sei.
Para esta noite esperava-se uma noite de estrelas cadentes. Esperava-se... Pois... Não vi nem uma. Cena fixolas.

Já há uns anos valentes que me aventurei mais um grupo de amigos de encontro à mais espectacular chuva de meteoros que se esperava ver. Passámos um frio simpático num muito concorrido Cabo Espichel, foi uma noite fantástica e que jamais esquecerei, mas de de estrelas, também, quase que nem vê-las.

O  que sei é que essas noites têm sido uma desilusão e que a dita maravilha tem ficado muito além do esperado e ate desejado.
Será que à terceira "chuvada"é de vez? Pois, não sei, mas se for para ser como estas duas últimas, alguém que me avise.

Levantar cedo...


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... E cedo erguer não dá saúde nem faz crescer. Pelo menos é isso que sinto sempre que tenho de me levantar quando ainda o dia não ameaça nascer.
Mas lá que proporciona nasceres do sol fabulosos, lá isso...

Crónica de Outono


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" Outono é bailado.

Desprendeu-se agora, do alto daquela árvore secular, a folha de Outono. Amarelecida, no tom de oiro velho que o Sol lhe deu, com um ar cansado e cheio de rugas, duma vida já vivida, vai iniciar o baile. Vem livre, em evoluções e piruetas, ao som da música da brisa suave que sopra em surdina. O tema é Ícaro e o seu sonho. É livre. Voa pelo espaço em voo efémero, na realidade dos sonhos já sonhados, que a deitam por terra e a torna escrava dos passos que passam.

Vai alto o Outono. A brisa suave é vento agora. A música já não soa em surdina. Tem tons de estridência e lamuria, sopra gritos, num arrepiar de silvos. O proscénio do céu é iluminado, em feérie de rasgados clarões intermitentes, que respondem ao ribombar dos timbales da orquestra do tempo, dos elementos. As árvores, alinhado corpo de baile, despiram já os seus fatos garridos, estão nuas agora. E, nas evoluções dos braços e dos troncos, nas flexões que o ritmo impõe, vai começar o ballet.

O Outono é a vida melancólica, mal aquecida por um Sol mais baixo que já não queima. É repouso de sonhos cansados, de ledas e doces recordações. É sossego, paz, tranquilidade, e onde o cântico final das vindimas soa como o último abencerragem da alegria.

Trivialidades de uma vida efémera, que se repete, recolhidas por esta folha de Outono que eu já sou.

As mãos que entrelaçávamos, naquele envelhecer bonito, com a confiança da vida que havíamos deixado em boas mãos, decrépitos, de sorriso parvo na cara, feitos um para o outro, incomodados com a ausência dos beijos que trocávamos às escondidas, abraçados naquele por do sol que pintava toda a paisagem de dourado.

Os rios corriam mais lentos, pintados de vermelho pelo horizonte, quando brincávamos naquela terra molhada, aquele cheiro intenso a fertilidade, mergulhados nas memórias do verão que já se esquecia, longe, dos risos abandonados naqueles areais, escondidos nas dunas do teu corpo, e os teus olhos e os meus, risonhos.

O vento que sopra frio e faz ranger os ossos, silva pelas frestas das janelas e portas, preso em meditações, naqueles longos domingos solarengos, do Sol quente que arde por dentro, que faz corar as folhas, tingidas pelo vermelho dos teus lábios, ou amarelecidas nas saudades que rasgam as nuvens baixas que passam. As andorinhas já não pairam por cima das nossas casas, e a orquestra arruma os seus instrumentos, tudo se resguarda, espera pelo frio, naquelas demoradas noites que nos encurtam os dias.

Vai alto o Outono, velho sábio, agasalhado em nós."

J & Joaquim Teixeira,1994

(O Outono não vai alto, pelo contrário, ainda se faz sentir aquela brisa de verão, mas o meu avô, meu segundo pai, faria hoje uns espantosos 96 anos. Assim como faz anos hoje que o vi e abracei e beijei pela última, embora mágica e extraordinária vez, com o coração cheio de promessas que não cumpri. O meu Joaquim Teixeira escreveu, o meu mano J colaborou. Eu publico. Porque amo. Porque sim. )

O Jardim dos outros


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Alberto João é, enfim, o Alberto João. Comparável apenas a ele próprio e a mais ninguém.
Muito já se escreveu e mais ainda se vai imprimir sobre a pouca vergonha que se passa no "Jardim" do Atlântico, pelo que não me irei prolongar muito.


Vergonhoso não é só aquele que rouba mais que o equivalente a uma nova ponte Vasco da Gama. Sem vergonha é também aquele que, mesmo assim, o irá sentar outra vez na cadeira do poder  daquele arquipélago e quem não o destitui do cargo que ocupa já há uma batelada de anos.


Fazendo a analogia, talvez palerma, mas sou da opinião que, se um cãozinho vier esgravatar no meu jardim fazendo buracos sem fundo com as unhacas bem afiadas, leva uma pantufada. O Alberto João esgravata o jardim do povo e do povo leva uma pancadinha nas costas e toca a andar para o próximo mandato e sacar mais uns cobres para si e a sua maralha.
Mas não há ninguém que lhe dê uma lambada à valente e o mande pregar em outra freguesia?! Não.


Talvez seja ignorância minha, mas então se, numa empresa de um Mundo Normal alguém que a gere dá prejuízo e gasta a olhos vistos sem dar o devido cc à casa mãe, se despede e com uma justa causa valente, ora pois então por que é que ninguém se chega à frente e destitui o sr. Alberto João do seu cargo?!

11 de Setembro


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Num mundo normal, eu não escreveria isto num dia como hoje. Quiçá me desse para falar por aqui de qualquer coisa muito mais corriqueira como a manha do vizinho, as escolhas politicas palermas que se têm estado a tomar neste país, etc., ou até sobre nada.

Mas não. Faz hoje dez anos que uma cambada achou por bem tomar de assalto uns quantos aviões e atirá-los sem mais nem ontem contra uns quantos edifícios de renome nos Estados Unidos da América.
E eu, à semelhança de tantas outras pessoas lembro-me exactamente do que estava a fazer há dez anos, com quem estava e onde estava. O que é estranho, considerando que não me recordo do que fiz há uma semana.
Assisti em directo ao segundo embate na Torre Norte do World Trade Center. Ao longo da tarde, recebi e-mails, imagens, fotos do que se ia passando na velha Nova Iorque. E chocou-me, como certamente a muitos, ver aqueles que hoje já não são, implorar pelas suas vidas acenando lenços brancos que se destacavam por entre o fumo negro, ver aqueles que acharam que saltar para a morte seria a melhor opção, ouvir o som ensurdecedor do tombar dos edifícios por entre os gritos de quem assistia em fuga. E depois, o silêncio. A poeira, as cinzas, dizem, o cheiro a morte. Impressionaram-me as despedidas telefónicas, a felicidade do reencontro de quem se julgava desaparecido, a glória do salvamento que aconteceu apenas vinte vezes. Tal como ainda hoje me emociona rever todos esses momentos...

Nova Iorque é diferente. Vive diferente, sente diferente. Tem uma batida sua, um swing só seu, talvez por ser uma mescla de todo o mundo, onde todas as culturas, todos os países, têm mais do que um representante...

E naquele dia morreram 2.749 pessoas, cinco das quais portuguesas. Cidadãos de 87 países diferentes. Muito embora o atentado e aquele dia sejam relembrados e vividos de forma diferente culturas afora, o que sentem hoje, e sentiram na altura, é certamente o mesmo.

Oxalá não me torne a lembrar de outro dia assim.

Parabéns.


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Assim eu te via nos teus quarentas com olhares de meninice.
Olhos impossíveis de desenhar, que tudo escondiam menos a alma que te doía, esse bigode farfalhudo em traços enrolados que optaste por transformar em barba uns anos mais tarde, o meu nariz era mais o teu e não esse tão rígido.
Assim eras tu aos meus olhos de filha única e nunca vou esquecer o momento em que te "vi".

Hoje farias 69 anos.
E se bem nos conheço, tal número seria alvo da minha galhofa para ti. Pelos motivos óbvios e porque para o ano entrarias nos grandes setenta. E haverias de sorrir com a minha palermice, gozarias comigo, e iríamos partilhar o olhar como só nós dois fazíamos...

Não me lembro do teu último aniversário. Talvez porque, apesar de tudo o que passámos, sempre optámos por levar a vida por garantida sem quase nunca saber aproveitar o dia presente, preocupando-nos sempre mais com o passado sem olhos no futuro, esquecendo-nos que o agora já foi há pouco e que o amanhã, não tarda é já ontem. E a vida é tão breve...

Se tivéssemos tido mais tempo, provavelmente faríamos tudo igual, diríamos e sentiríamos o mesmo. Mas criaríamos novas lembranças, novas memórias e essas, sei, nunca seriam demais.

Hoje era e será sempre o dia do teu aniversário.

E sei que já to disse antes, mas fazes-me falta, sabes? Tanto, tanto...
Parabéns Pai!

Era uma vez...


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... a Rita e a sua boneca Rafaela.

A Rita era uma miúda como tantas outras, como eu já fui, que um dia levou um dos seus maiores tesouros para um passeio, para mais uma daquelas aventuras como só elas duas sabiam viver.
Naquela tarde, por entre brincadeiras sem fim, como que se quisesse arriscar a vida a solo, a boneca Rafaela, largou a mão, acabando por se perder em mãos alheias.

E a garota chorou e berrou e chamou e correu atrás de bandidos sem rosto. Nada. E á falta de resposta, a Rita fez o que qualquer adulto faria e dirigiu-se à esquadra mais próxima, quis apresentar queixa contra aqueles que, com um casado azul vestido, tão malvadamente lhe furtaram a sua amiga de sempre, o seu maior bem.

Por momentos, os senhores policias estranharam tamanha insistência e persistência, mas para que pudessem ser enviados na cruzada que para ela era mais importante que tudo, era preciso que a sua mãe, dona do seu castelo, pudesse dar o seu aval.

E assim foi. 
Momentos após a rainha mãe depositava naqueles cavaleiros de escudo ao peito e pistola embainhada, a sua confiança, e a princesa Rita a sua esperança em como o resgate da Rafaela ia ser bem conseguido. Dormiria com toda a certeza melhor nessa noite sabendo que todas as lanternas estariam apontadas para onde quer que a boneca tivesse sido levada.

E a Rafaela continuava sem aparecer. Certamente estaria já em uma outra casa levando a felicidade a qualquer outra menina. E a Rita, triste.

Sem noticias boas para dar, aqueles cavaleiros juntaram-se e ofereceram àquela menina Rita uma outra Rafaela. Não que esta substitua a outra. De todo. A primeira será sempre a número um e todos os sonhos que com ela foram vividos serão sempre, para sempre, parte integrante de cada um.
Com esta, serão construídas novas lembranças, novas brincadeiras, espantosas aventuras, inimagináveis viagens, histórias intermináveis.

E claro, viveram felizes (não vou pôr o para sempre porque já todos sabemos que a Rafaela 2 vai acabar fisicamente numa caixa perdida algures no tempo).

É bom saber que ainda há estórias que acabam em bem e que ainda há gente de coração grande.

Até sempre


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A vida é efémera.
Não dura para sempre, todos sabemos, porém, continuamos a achar que somos invenciveis, imortais, que tudo o que é ruim só acontece aos outros.
Não nos podemos nunca esquecer que os outros somos todos nós e que devemos aproveitar cada segundo do dia da melhor forma que sabemos, como sabemos, com quem queremos e como queremos.

Hoje partiu uma pessoa que conhecia, de quem gosto.
Nem sempre a tratei bem, é certo, nem sempre com ela concordei, ainda nos rimos à gargalhada várias vezes, ainda ouvi as suas histórias, algumas das suas preocupações. E por mais desentendimentos que possamos ter tido, e tivemos vários, sei que de todas as vezes que ela me pegava nos nervos e mos torcia e moía que não era por mal. Ela era assim e pronto.

Não se vai falar dela nos telejornais, não era famosa.
O mundo não vai parar, não lhe era importante e nem fez à humanidade nada que se destacasse. 

Ela era, só ela. Única como Ser, Mulher, Amiga, Mãe. E a sua ida fará com toda a certeza o mundo de uma criança parar. O mundo de um marido abalar. O mundo de uns pais desabar. 
Por mais difícil que por ora seja, enquanto nos continuarmos a lembrar dela, enquanto o seu sorriso perdurar,...

Pegando num post de há uns tempos, convém que nos lembramos e que façamos por isso, para que um dia mais tarde não nos arrependamos:


Note to self


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Vi, li, gostei.
Hmmmm.... Tenho de me lembrar de fazer isto mais vezes.

Até que enfim!


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De acordo com o site da banda, temos novo album a sair lá para 07 de Novembro!
E ai que raio que já não era sem tempo! 
Pela amostra, quer-me cá parecer que Novembro nunca mais chega...

Não apetece...


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Quem quer que seja que decidiu que a semana deveria ter cinco dias de trabalho e só dois de descanso era estúpido ou não trabalhava. (Acredito que seja mais esta última porque se soubesse o que é dar no batente e levantar cedo cinco dias de seguida de certezinha que não tomava esse tipo de decisões assim de ânimo leve)

Palavra de honra que as segundas feiras me deixam assim... Com vontade de enfiar a cabeça na areia até à próxima sexta feira depois das 18h.

...


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O dia é de Agosto chuvoso. Esteve quente. Húmido.
Areia, mar. Praia.
Vazia de gente, vazio por dentro.

Corri. E quando achava que não conseguia mais, corri mais e mais. E gritei. E acabei por correr mais do que imaginava ser capaz.

É indescritível a sensação de liberdade que dá o correr sem parar, sem destino, sem pressa.

Não está fácil...


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Correndo o risco de desmobilizar alguém que por qualquer motivo estético pretenda fazer uso de uma coisas destas, desista.

Quem quer que seja que disse que isto é fácil de se lidar com, que passa num instante, que até nem se sente assim tanto, ou é parvo ou é mentiroso. E tenho-me de me ficar com esta última... Se não vejamos: impossibilita o mastigar durante sabe Deus quanto tempo obrigando a uma dieta liquida mesmo sem se querer (preciso de um bitoque!!), deixa o interior dos lábios em ferida (e raios como arde!!), assobiar tá quieto, sentido prático não tem nenhum já que lavar os dentes sucks com isto preso nas dentolas, o simples acto de soprar, sorrir, de cumprimentar com um simples beijo se tornou uma tarefa dolorosa e quase impossível (não, embora gostasse muito que assim fosse, não é a drama queen a falar...).

Coragem, como um muito especial alguém diria, não me está a orientar, a história do são só dois anos passa num instante, também não. Ainda só passaram dois dias, é verdade, mas a minha vontade é esquecer a pequena fortuna que paguei e dar uma outra para me tirarem esta nojice... Quem sabe pegar num corta-unhas e clic!, espatifar este arame maléfico?...

Enfim, até agora, nem a orientação médica e nem tão pouco o sentido estético estão a ajudar e, muito embora esteja a fazer o esforço para me habituar à coisa, não, não está a ser nada fácil...

Ainda no Reino Unido...


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...e no meio de tudo, haja bom humor!
Muito bom!!

Os Estrumpfes


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Sim. É a minha colecção de Estrumpfes em PVC, colhida nos anos 80 que deu lugar a muita brincadeira janota.
Sim. Para mim serão sempre Estrumpfes e não Smurfs, e o Gasganete será sempre assim chamado e não de Gargamel. Primeiro porque smurf e gargamel são nomes, vá, estúpidos e depois porque não fazem uso da língua portuguesa e daquilo que por cá já existia antes da loucura que agora se gera.

Não sou contra os estrangeirismos, atenção, muito pelo contrário, acho que sim, podem e devem ser utilizados mediante as circunstâncias.
Agora, os Estrumpfes, para quem cresceu e viveu nos anos 80 como eu e que delirava aos fins-de-semana de manhã em frente à televisão só para ver aqueles seres azuis, não pode nunca chamá-los de smurfs. 
Chamar Smurfete à Estrumpfina?! Papa Smurf ao Grande Estrumpfe?! Então??? É quase uma ofensa que raio!

Sabendo que chamar aos Estrumpfes, smurfs é e foi uma decisão comercial, aborrece-me. Porque carga de água é que havemos de gramar com um nome em inglês só porque o Brasil assim o adoptou? Rai's partam isto pá. Em todo o santo país da Europa (que diga-se é de onde aqueles personagens são oriundos, Bélgica) que os bonecos mantiveram o nome original já usado há anos.

Ora então porque é que cá por terras lusas havemos de estar, como diz o Nuno Markl, "nós curvados e de caudinha azul espetada" à mercê do que a indústria norte americana quer?!

Isto são só bonecos, é um facto. Não me devia aborrecer, é verdade. Mas não temos de comer e calar tudo aquelo que nos tentam enfiar pela goela abaixo... Nem mesmo no que à bonecada diz respeito...

Londres, 08/2011


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Londres.
Agosto de 2011.

Numa operação STOP alguém comete uma infracção. É mandado parar. É morto pela polícia. Vem-se a saber que é um gangster já conhecido lá do sitio.
Uns quantos querem explicações que só deve ser dada à família.
Outros tantos, muitos, aproveitam a deixa. Usam a desculpa que há muito esperavam, certamente.

E Londres, em Agosto de 2011, está a ferro, fogo e a saque.
Custa-me a crer que aquele país onde estive nem há um ano, posa estar como se vê em todos os jornais televisivos e impressos.

Não digam que é uma questão de etnias e emigrantes que são estes e aqueles os do costume a provocar a coisa, porque por mais que às vezes seja essa a vontade, não podemos generalizar.
E sim, sou a favor da multiculturalidade e da integração de tudo quanto é emigrante desde que esse alguém lá esteja para cumprir com as suas obrigações de cidadão.

Os repórteres insistem em chamá-los de jovens. Para mim, são bestas autênticas tenham eles 11, 21 ou 41 anos. Não interessa.
Esses anormais conseguem fazer em três noites o que uma 2ª Grande Guerra não fez em muitos sítios, têm a habilidade de destruir a vida de gente que trabalha, que se esforça, conseguem matar com total frieza quem se limita a sair com o seu carro, a roubar, como se nada fosse, miúdos feridos que regressam da escola.

Já prenderam mais de 300 palermas e estão a ficar sem espaço para mais, o PM diz que se têm idade para roubar e ferir e matar e esfolar também têm idade para serem julgados como adultos. Pois... Mas quando há uma policia que age com tamanha passividade, é de duvidar que tal venha a acontecer...

Mas, no meio da raiva contida que sinto por aquelas bestas, só posso desejar a todos os londrinos que ultrapassem esse teste e, ao resto da Europa (Portugal, França, Espanha, Itália, ...) que tal não aconteça por cá/lá, porque da maneira como as coisas estão, infelizmente, e ao que parece, já esteve mais longe...


E não. Não mas se ouviu falar do tal tipo que foi morto pela policia na tal operação STOP.

Falling Skies


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Falling Skies teve o seu Season Finale esta semana e deixa-me a querer mais. Não, ainda não vi, mas vi tudo o resto.
Sim, vale muito a pena. É, para mim, daquelas que agarra ao ecrã e te deixa a desejar que os episódios não acabem para que saibas exactamente o que é que se passa a seguir, o que é que vai acontecer e a quem, o que é que de novo vai ser descoberto e as implicações que isso terá no seu futuro.

Tem a chancela do grande Steven Spielberg e actores miúdos e graúdos que fazem (Will Patton, Noah Wyle, Maxim Knight), o deviam fazer, inveja a muitos que por aí andam.

É verdade que tem um quê de "V", mas em melhor, e claro, os ETs e os humanóides e o combate da humanidade pela sua sobrevivência.

Falling Skies, vale a pena ser visto.

Humpft. Ferrinhos...


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É isto. Diz que está quase...

Isto de ter sido pirata, caixa de óculos, pé torto (graças à famosa bota ortopédica) e agora passar a ser "ferrinhos" chateia-me. É como se aquela pintarola totó e muita geek gostasse à brava de mim, mesmo depois de adulta (e sim, é só pinta!).

Raças para isto pá. É que não me faltava mesmo mai nada...

A minha dentuça que até considero engraçadota e relativamente bem feitinha, nunca mais será a mesma.

Por cá é que era!


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Mas não... Mesmo a fingir e para uma campanha de sensibilização, foi em Vilnius, capital da Lituânia.
E por cá, com todas as bestas que temos atrás dos volantes, isto talvez fosse uma cena para resultar, mas a sério!

Era mesmo isso!


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O preço do passe social que usamos todos os dias para ir para casa depois de um dia de trabalho, aumentaram.
O IVA vai aumentar.
O IRS idem.
Os custos dos medicamentos, das consultas, da água, gás e luz, ibidem.
A Ponte 25 de Abril passou, outra vez, a ter a portagem paga no mês de Agosto.


Mas o custo das vacinas contra as doenças tropicais vai descer.


Uhuuuuu! Boa!
Era mesmo disto que o povo português estava a precisar!!

Ânimo e esperança?...


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Ontem aquele que dizem ser o presidente da nossa república postou na sua página do FB uma mensagem para todos os portugueses, ou pelo menos para todos aqueles que lhe quiserem dar alguma importância.

A mim, muito honestamente, apetece-me pedir-lhe para ler as páginas de economia que têm sido impressas ultimamente e dizer-lhe apenas uma coisa:


Ameaço de Outono


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Hoje foi assim.
É dia 1 de Agosto, está ventoso, está fresquinho, chove e há folhas de um verde fugidio enganadas caídas pelo chão.

Não é daquela chuvinha molha parvos, mas daquela que molha à valente com uma mistura inebriante do cheiro da terra molhada e as folhas amareladas pintalgadas p'lo chão escorregadio que me leva a andar com particular cuidado para não tornar mais desnorteado o meu caminhar já por si desequilibrado.

Não posso dizer que me tenham sabido mal aqueles pingunços a ameaçar Outubro, mas que diabo!, estamos a um mês e meio do final do Verão e quase que parece que o Outono quer chegar mais cedo!...

Espero que nada mais seja que um ameaço...

Only this...


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Maaaaau...


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Ora bem, ou mal, há quatro meses um condenado a 24 anos de prisão pela prática de vários crimes sai em precária. E não volta. E a policia não emite mandado de captura. Mas diz que anda à procura.

Mau.
A SIC encontrou-o em alguns dias! E entrevista-o e mostra-o em horário nobre esfregando o fracasso das forças policiais para quem o quiser sentir. 

Diz que há um mês, foi visto lá para os Algarves, mas sem o tal mandado, as ditas "autoridades" nada fizeram. 

Mau.
Então mas não era fugitivo?!
Consta que entretanto já foi emitida a ordem para capturarem o fugitivo, que continua a monte.

Mau.
Então mas não foi descoberto pela estação de tv em poucos dias?!

O agora ex-líder do gang dos "mau-mau" lá continua na sua vida, pretendendo lançar um livro dizendo que não quer morrer na cadeia e garantindo a sua inocência em tom pateta que só acredita quem quer.
Descansa, então, "xerife"! Se a nossa GNR e PJ continuar como tem andando, vais continuar a gozar dos ares algarvios ainda durante uns tempos...

Vezes dois, na Noruega


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E onde e quando menos se espera, um carro bomba explode.
Quem menos espera e confia, pode acabar morto por alguém que se faz passar por um agente da autoridade.

Foi o que aconteceu ontem, em Oslo, onde todos os anos se entrega o Nobel da Paz.

Amy


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É verdade que já não era nada que o pessoal não estivesse à espera e que mais tarde ou mais cedo tal viesse a acontecer. Quem anda de braços dados com a morte, normalmente, acaba assim... Previsível, portanto.

Mas lá que tinha um vozeirão lá isso tinha que caramba!...

Visitas...


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... ao dentista é do mais surreal, do piorio. 
Estar deitada numa cadeira muito pouco confortável, com aqueles senhores doutores de máscara e luvas a calcorrearem-me o interior da boca com aquela curiosidade estúpida, chateia-me.
Como me aborrece qualquer ida ao médico, mas a àqueles, um bocadinho mais. São mais caros, tenho de lá ir umas quantas vezes e, não consigo falar...

Senhores dentistas deste país, e de outros porque é capaz de ser igual, não façam perguntas tótós aos pacientes enquanto lhes percorrem os interiores "bocais"! Perguntas como: está confortável, está tudo bem, sente-se bem, são, na realidade desnecessárias pessoas... Entendam que o pessoal não, não se sente bem nem confortável além do que, entre baba e um hmmm hmmm, não consegue responder mai nada!...

E já agora... Senhoras recepcionistas que nos atendem no fim e nos perguntam se correu tudo bem, não perguntem... Uma visita ao dentista nunca corre bem, a boca está à banda com a anestesia e a língua não se sente, logo, a resposta que vão ouvir só vai levar a algum mal entendido e não vale a pena...

Dos melhores...


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...que há. Com toda a certeza.
Fez ontem 93 anos.
E por isso, mesmo atrasados, Parabéns!

Outra vez...


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Não me querendo repetir, até porque sobre o assunto já há por aqui posts que cheguem, em mais um dia em que a gasolina ultrapassa o €1,60 por lt, só me resta repetir aquilo com que me deparei hoje numa bomba da Galp:

" O POVO TAMBÉM GOSTA DE ANDAR DE CARRO PÁ! "

In and out


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Assim se entra.
E assim se sai.
Onde? Na Caixa Geral de Depósitos de Almada.

Ainda bem que ainda há gente com boa imaginação!

Por 10 segundos


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Lá estou eu sossogadita, estendida no areal a tentar captar "aquela" cor e pensar em nada mais que relax e férias e ai que o braço está meio dormente e vou-me virar, fazendo disto a rotina diária e eis se não quando...

De olho fechado que o sol está forte, ouço bem perto um flap fap que se não soubesse melhor diria ser um pássaro em tamanho gigante. Não ligo.

Já com o calor que aperta, levanto-me, vou à água que se quer fresquinha e de bandeira verde (Not, estava amarela) e à minha frente lá estava a fonte do flap flap...Bandeira gigante tmn espetada na areia. 

E não havia outro sitio pra pespegar essa coisa?!
Raios para isso pá.

Obrigadinha por me fazeres lembrar, por 10 segundos, que trabalho. És uma bandeirola fixe. És és...

Mas a tarde lá continuou trabalhosa... Hum... Rabiosque pra cima ou pra baixo?... :o)

Onde está


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...o Wally?!
Se não aparece na foto é porque aparentemente está nas minhas costas como alguém fez questão de mencionar hoje.

Pois é. Diz que sim.
O S. Pedro finalmente decidiu colaborar comigo oferecendo-me de mão beijada aquele calorzinho por que ansiava, aquele solinho janota que já cá fazia alguma falta para que pudesse, enfim, apelidar ao mês de Julho, Verão, mês de férias.

Esqueceu-se, no entanto, que não sou munida de mão extra strech para chegar àquele recanto do costado o suficiente para evitar uma risca, sim, à Wally.

Tenho, portanto, uma risca cor de rosa a dar pró vermelho, que raios me partam arde com'ó diabo no inferno, a meio das costas porque estranha e curiosamente a mão com o creme protector de raios UVs e outros e fornecedor de proteínas e óleos e outras tantas coisas não chegou a todo o lado que deveria.

Obrigada cara Piz Buin por não teres inventado ainda um aplicador dos teus bons cremes para as costas. 
Um clap clap clap forte e sentido para o S. Pedro!
Obrigada M. pela analogia, que me trouxe um sorriso largo!