Que rica encomenda...


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Os correios de Portugal são, de facto, uma empresa extra ordinária. 
Sim, a separação da palavra em dois tornando-a "descomposta por justaposição" é propositada. 


Ora então como é que uma encomenda que é enviada ao dia 22, correio verde (que até é mais ecológico e tudo), registado, com aviso de recepção e pelo qual se paga um balúrdio esperando que chegue ao destino antes do Natal, hoje, ao dia 26 do mesmo mês, ainda não chegou? 
Aparentemente, simples. A morada do destinatário não existe ou está incorrecta. E eu pergunto, então mas e a destinatária não saberá onde mora? Mau. Faço a confirmação via sms não vá o diabo tecê-las e a S ser tonta e não saber onde mora. Mas não. S sabe perfeitamente onde reside, pelos vistos o senhor carteiro é que não. 


Cá eu, ligo para a linha dos CTT para saber mas então porque raio a encomenda não chega ao destino. A simpatia ficou num canto, e mais me informa que até pode ser feita nova tentativa de entrega, mas alto e pára o baile que só amanhã. Hã?! Como?! Até pode ser? Só amanhã? Então porquê? Porque hoje, muito embora o governo não tenha dado ponte a ninguém, à semelhança de muito estabelecimento, os senhores carteiros hoje não trabalharam. Hã?!? Como?!? Resposta: Pois...
Mas posso dar-lhe um número para onde pode ligar para eles tentarem ver, diz a moça...


Vá lá. Ao menos um outro número para ligar. E liguei. Durante mais de uma hora que tentei o contacto telefónico com o Centro de Distribuição Postal de Sesimbra e com a estação dos CTT de Azeitão e tá quieto. Nada. Nem um olá do outro lado, nem um Last Christmas ou um fungágá para animar a malta, nada. Só toques de chamada intermináveis sem retorno algum.


Tudo bem. Amanhã segue reclamação na mesma estação onde também a amabilidade ficou a um canto no dia 22. A ver vamos se chega ao destino e não tem a tendência para se ficar pelo caminho também.


Quando é que os CTT são privatizados mesmo?

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