Não tenho passado por aqui. Nem sempre por falta de tempo, às vezes falta de vontade, sem muito para dizer, sobre mim, sobre o meu mundo normal ou sobre o mundo anormal em que fui posta.
De quando em vez,sinto-me sem estórias para contar, sem mundos de outro mundo, sem príncipes nem cavalos alados, com arcos-íris sem côr sem duendes para os descer. Sem sonhos e histórias reais que possam encantar ou deliciar.
Ultimamente não me tem apetecido escrever por aqui. Sinto a cabeça a fervilhar de ideias de contos e histórias, murmuro-as para mim sem ser capaz de as enviar para os dedos e deles, para esta folha de papel em branco. O branco é a junção de todas as cores, mas aqui ou numa folha de papel de um qualquer caderno que me acompanha, parece-me ser apenas a ausência delas.
Desde Outubro último que as folhas deste meu notebook virtual que têm sido uma espécie de in memorium, e não é isso que eu quero. Não quero que este meu canto internáutico seja um espaço onde se recorda o sem côr, a dor a memória as lembranças sejam elas boas ou más. Quero, isso sim, recordar a generosidade e partilhar momentos, o meu eu, o que vejo e o que sinto, o caricato, e o que me maça, o que me faz sorrir e rir à gargalhada. Os amigos, o amor, o desconhecido e a rua sem fim.
Ultimamente tenho vindo por aqui poucas vezes. Mas sei que o tornarei a fazer com mais frequência. Sem dúvida. Só preciso de ter um gravador das conversas internas que tenho entre o meu eu e o mim. Assim, era mais fácil...
Até o ter, tentarei fazer com que os meus dedos sejam capazes de transformar em escrita o que tenho para dizer, para contar e os tais monólogos.
Até lá...
