Archive for outubro 2010
Noites importadas
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Hoje é noite de Halloween.
Mais uma daquelas invenções importadas que, em Portugal, só servem para uma coisa. Ou duas. Máscaras à pressão e bebedeiras. E como está frio, chove, e não acho piada nenhuma a essas coisas, deixo-me ficar por casa.
Diz-se que nesta noite os espíritos retornam à terra e tentam assaltar os corpos vivos. Então, numa tentativa de dissimulação, todos se vestem de acordo com o mais creepy que sabem - embora um espírito não deva ser assim tão assustador quanto isso.
Como bons cristãos, na Europa, tal festarola pagã deverá ter sido proibida e aquilo que nos restou foi o dia a seguir, o de todos os santos, ou, dos finados e ficámos todos confinados, até há bem pouco tempo, a umas visitas aos cemitérios onde "repousam" os tais que tentam tomar conta dos corpos vivos na noite anterior.
Portanto, como por cá não há a tradição do trick or treating, como não há, aliás, qualquer tradição associada ao dia das bruxas, e como até o país está a precisar de umas distracções, que esta noite sirva para uma festança despropositada.
Pelo menos para alguns porque continua a estar frio e a chover.
Neve. Chuva. Cheias
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Caiu hoje o primeiro nevão na Serra da Estrela.
Oh páh aquilo não foi bem um nevão. Foi um nevinho, vá, misturado com alguns, vários pingos de chuva, mas que já deu para fazer o gosto a alguns aproveitadores de fins de semana prolongados.
Enquanto isso, por Lisboa, chove como não chovia há treze anos e a baixa virou prolongamento do rio Tejo, como eu nunca tinha visto. Temia-se uma desgraça parecida com a de 21 de Fevereiro na ilha da Madeira. O que é parvo porque a capital não tem o mesmo relevo que o Funchal, não tem o mesmo autarca, não tem as mesmas infrastruturas.
Em Lisboa, já aqui referi, não pode chover.
A cidade inunda, o povo fica louco, o trânsito caótico, o que é significado de muitos chapéus de chuva escavacados atirados para um recanto de um prédio qualquer, para muita banhoca não intencional prestada por um motorista atento, muito carro empoleirado sem querer.
Seja Outono ou Inverno, cair água do céu, é normal. Cairem flocos, é natural.
Enfim.
Chover cupiosamente não é uma desgraça se as cidades forem pensadas, bem estruturadas, bem construidas, bem limpas. E aqui, o S. Pedro não mete o bedelho, todos temos uma responsabilidade...
Depressões... Pfffff...
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Supostamente, dormimos mais uma hora. Ou talvez não... Até porque nos levantamos exactamente à mesma hora de um qualquer domingo, o relógio é que marca uma hora mais adiante. Dormimos as mesmas oito, nove o udez horas seguidas. Portanto, aquela afirmação é, afinal, uma estupidez.
Diz ainda que a alteração da hora para a hora de inverno traz alguma propensão para a depressão que tem como principais efeitos o sono e o cansaço. Oh diabo!... Isto é mau sinal. Ora sono e cansaço eu, e muitos outros que eu conheço, temos o ano inteiro e nada tem a ver com o inverno ou sequer com a alteração da hora. Portanto, cansaço e sono porque a hora muda é, digamos que, vá!, estúpido.
Neurologistas dizem que, por as noites cairem mais cedo, muitos portugueses vão ter alguns distúrbios devido à privação da luz solar e da sua vitamina D. Verdade. O solinho na face ao fim do dia através de uma janela de um qualquer autocarro, comboio ou transporte privado, cai sempre bem depois de um dia inteiro de trabalho fechado num escritório onde a luz não entra o dia inteiro.
A mim o que deprime são os dias de chuva e frio passados a trabalhar quando a única vontade que se tem é estar na ronha com a manta em cima do costado a comer cenas que engordam e não fazer rigorosamente nada.
A mim o que deprime são inúmeras outras coisas com que a humanidade em geral se deveria de preocupar e doesn't give a damn.
Ainda as politiquices
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Ainda na onda da política portuguesa, Cavaco Silva anunciou ontem a sua re-candidatura à Presidência da República.
E fez um discurso quase que de herói de capa e espada.
E disse para mim, umas quantas barbaridades que só profere quem não tem de facto vergonha nenhuma.
Senhor Presidente, eu faço parte da geração a que apelidou de Rasca. Faço parte da geração com muito orgulho e fui uma daquelas que contra ao seu governo se 10 anos se insurgiu em algumas manifs.
Senhor Presidente, deixe-me que lhe diga que, de Rasca a minha geração não tem rigorosamente nada.
Senhor Presidente, não acredite assim tão piamente que serviu o país e os seus cidadãos e pior!, com orgulho do seu passado político. Então?! Mas, mas mas mas.... Pois é... O povo esquece rápido não é?! Uma chatice...
Senhor Presidente, não diga que a sua influência produziu resultados positivos. Vá lá. Não se engane. Não engane o Zé. É feio, fica-lhe mal. E não é tanto pela influência que diz ter tido, é mesmo pela parte do positivo...
Senhor Presidente, com que então é em nome de Portugal inteiro que se candidata?! Lá estamos nós outra vez... Na na na! Inteiro inteirinho não é de certeza absoluta! Faça lá bem as contas... Agora, vá, menos uma. Dá quanto? Pois...
Senhor Presidente, com que então acha que sempre foi uma referência de equilibrio e de estabilidade?! Oh diaaaaaaabo!... Sempre?! Atão mas não se lembra?! Mau... Isso tá mau...
E ainda nos diz, em directo numa sala alugada pela presidência, para quem quiser ouvir, que a vida está dificil e que por isso não vai gastar mais que o necessário a fazer campanha.
Oh que raio!
Senhor professor,
Até nem era preciso gastar nada... A televisão chega a todo o lado, ainda não ouviu dizer?... Escusava até de ter gasto dinheiro do povo no aluguer da sala no CCB e no beberete que deverá ter havido de seguida na sala do lado bem escondida do jornalista traquino. Podia apenas ter anunciado da residência oficial sem lanchinho nem sandochas para ninguém.
Senhor professor...
Por mim, nem vale a pena dar-se ao trabalho.
Além disso, veja lá, com tanto esquecimento, talvez esteja altura de ir para a reforma...
Para quem quiser dar uma olhadela ao discurso, aqui fica um link:
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/discurso-de-candidatura-de-2010-experiencia-e-conhecimento-pelo-futuro-de-portugal_1462956?p=4
Category Politiquices
Toca e foge
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Ai Portugal Portugal (parte II páh!)
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Segundo a edição on line do Jornal i, a justiça portuguesa perdeu credibilidade no panorama internacional, tendo Portugal um dos piores índices de percepção de corrupção da Europa.
Eh láááááááááááááá!!!!! Alto e pára o baile!!
Quem é que se atreve a ditar tal impropério?!
Num país como o nosso onde ninguém rouba ninguém?!
Num país onde não há viv'alma que engane?
Realmente, uma vergonha tal título de primeira página...
Ainda no i, e aliás, em toda a imprensa nacional é referido que os nossos juízes fazem parte do rol daqueles que mais ganham, mas curiosamente, Portugal é também um dos países onde a famosa justiça é mais lenta.
Ora bem, consta que os senhores juizes em final de carreira ganham quatro vezes mais que o português que tenha um salário mediano (suponho que pouco acima do mínimo nacional). A essas quatro vezes mais acrescentam mais coisa menos coisa €700 para subsidio de residência, mais subs de alimentação, mais despesas de representação, mais protecção policial (em alguns casos) viatura de serviço e o respectivo motorista, claro, porque o Mercedes e o Audi que têm à porta está a ser guardado para a reforma ou a ser usado pela esposa, a gasosa que o Zé paga serve também para levar os catraios à escola. E isto tudo sempre pago pelo povo que ganha quatro vezes menos e que graam com os aumentos da gasosa e dos passes que diz são sociais.
Está certo.
O povo é parvo, logo, o povo merece.
Olha que fod@c!! E ainda se queixam que recebem mal e que ai Jesus! que ai de quem me tirar 10 ou 15% do vencimento!
Será que estas pessoas não têm olhinhos?
Eu não digo que não trabalhem e até posso eventualmente achar que nem sempre os nossos tribunais têm as condições adequadas ao bom desempenho seja de que funcionário seja. Mas que diabo! Não é deixarem prescrever casos brutais, não é a deixarem safar-se homicidas confessos, não é a darem redea de soltura a tipos apanhados em flagrante, não é a atrasarem a leitura de acordãos e sentenças que vão ter alguma credibilidade...
Senhores doutores de capa, trabalhem. Diz que em média o país só precisaria de 430 dias para resolver os casos pendentes. Vêem?! Menos de um ano!! Portanto...
Vá lá páh... Façam aquilo que não é mais que a vossa obrigação páh. E, mesmo que com o mal dos outros possamos estar bem, eh páh, não se queixem páh! Façam aquilo para que são pagos a peso de ouro com o dinheiro do José páh!
Citando,
" E o povo páh?!"
Category Politiquices
O fim anunciado do walkman
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O walkman chega ao fim trinta e tal anos depois de ter aparecido pela primeira vez no mercado...
Acabaram-se os tempos das K7, do rebobinar com um lápis (que tinha de estar meio inclinado se não não dava) ou com uma bic cristal, porque as outras não faziam o efeito.
Acabou-se o tempo das pilhas a acabar e do "comer" das fitas...
Do gravar directamente da rádio para podermos ter as nossas músicas preferidas (e no meio termos qualquer coisa como "cidadeeeeeeee", dependendo da estação gravada).
Acaba-se assim, mais um ícon, mais um simbolo de uma geração que todos os que da minha fazem parte descreverão com alguma saudade e que, para os mais petizes passará a fazer parte de um imaginário distante qual mundo obsoleto.
Mariana Rey Monteiro, 88 anos. ACTRIZ.
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Num mundo normal não deixaríamos que actrizes deste calibre passassem tão despercebidas como esta passou.
Hoje, o Teatro Português ficou mais pobre.
Hoje, Maria Rey Monteiro desapareceu.
É com pena que vejo que o mundo do teatro, que conheci bem de perto, sobreviva cada vez mais de não actores, cada vez se apoie em quem conhece quem em vez de viver do vigor das palmas, do calor do palco, do nervoso das pancadas de Molière, do fulgor da emoção final.
É com tristeza que vejo Grandes, Enormes, actores e actrizes desaparecerem dos palcos para darem com contrariedade e enfim, resignação, o seu mais que merecido lugar a quem não o merece.
Hoje é um dia triste.
Obrigada, Mariana.
Category In memorium
Life sucks
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Life sucks e a morte, para quem cá fica, é ainda pior.
Se a vida é complicada de entender, a morte, essa, é ainda pior. De facto, se ficassemos cá para sempre era uma chatice. Se a Terra já está demasiado populada hoje em dia, com a catrefada de gente que por cá passou, seria ainda pior e seriam precisas ainda mais catástrofes naturais para exterminar mais uns quantos da raça, digamos que, humana.
A vida é tramada e ver desaparecer alguém que nos é chegado faz parte dessa tramóia. Dói. Rebenta connosco. Sente-se a falta do riso, do sorriso, dos sermões, das discussões, dos conselhos, do fazer as pazes, do pedir desculpa, do abraço. Da voz...
Resta, enfim, a essência de cada um que nos deixa e que fica a fazer parte, também, do nosso ser.
E a essência de cada um, há quem diga que se mede por tudo aquilo que se fez, por aquilo que deixou para trás, pelo amor que partilhou pelas pessoas que deixou, pela quantidade de vezes que abriu o seu coração, pelos sorrisos que ofereceu. Pela vida que viveu.
Certamente que aqueles que pela minha vida passaram me fizeram crescer por um ou por outro motivo, e a eles agradeço um pouco da essência que por mim espalharam. Mas trocava tudo isso por um pouco mais de tempo, para os ter aqui mais um pouco..
Portanto, no fim, life sucks anyway.
Validades
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Num mundo normal, tudo é feito para durar, a construção é fiável e pronta para aguentar com o mais forte dos terramotos e contra as mãozinhas mais destruidoras.
Então pois que num mundo onde tudo é descartável, apetece-me praguejar:
" Irra caramba mais à sociedade do descartavel!"
Porque carga de água é que as coisas hoje em dia são feitas unica e exclusivamente para durarem o mínimo de tempo possível e apenas ate ao dia em que a garantia acaba?
Parecem programadas para amuarem num dia e de repente... Pufff!! Deixarem de funcionar! Ca nervos!
Antigamente, o que tinhamos antes de se avariar de vez tinha por ali uns ameaços. Por exemplo, uma televisão antes de se ir, demorava mais tempo a aquecer, um video engasgava-se com as fitas das nossas k7s preferidas, a torradeira não aquecia tanto, ao walkman saltava o play, etc.
Hoje em dia, tudo funciona perfeitamente até ao dia em que de facto não lhes apetece mais. Quando digo que parecem ser programas por mãozinhas externas é verdade. Como é que um leitor de mp3 hoje funciona muito bem e amanhã já não? Um esquentador hoje faz a água quentinha e amanhã já não. Hum... No mínimo estranho...
Nada do que se consegue hoje é para durar. Fartaste? Troca. Cansaste? Arranja melhor. Estragou? Deita fora, compra outro.
Hoje, tudo vem programado com data de validade...
Até nós. Sempre válidos até que se encontre melhor.
...This shoudnt happen...
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This is me.
For now, just another automaton.
And worse. A tired one... A fucking tired automaton...
Oh fuck!
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Life is what you make of it, they say.
That, I don't know, I can only imagine. But, one thing I know for sure:
It's fucking hard to live it.
Resume:
Life's a bitch.
I miss... Me.
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I miss me.
Ou seja, sinto a minha falta.
Sinto a falta do que fui, do que não sou, do que escondo ser, do que serei, do que sou.
Tenho saudades daquele abraço, daquelas palavras, daquele calor, daquele toque, daquele sentir, da troca de olhares, do silêncio cúmplice, do dar as mãos. De ser dois.
I miss me.
Tenho saudades de mim.
Da minha rebeldia menina, do meu riso escancarado, da minha liberdade, da minha sensatez e da falta dela, da minha pintura, dos meus sonhos.
A vida, eu sei, dá voltas e mais voltas que vão até ao infinito e mais além. E, mesmo que assim não o queiramos, acabamos por adiar o que nos é mais querido, quem nos é mais chegado. Talvez por acharmos que nunca é tarde, que o tempo espera e nós também. É mentira. Um dia a mais é sempre tarde demais. Ninguém espera por nós, nem sequer nós próprios...
I miss what I've delayed.
Tudo o que adiei, tudo o que não fiz e não disse.
Não que voltasse atrás em muitas das decisões que tomei. Afinal, essas decisões fazem de mim o que sou hoje. Mas será que poderia ser mais feliz que as opções tivessem sido outras? Talvez. Nunca o saberei. Não o quero saber, o que está feito, feito está.
Sempre fui mais de pensar que de agir, mais do sentimento que da acção, mas numa coisa tenho de passar a acreditar e, sobretudo, a aplicar:
Um dia a mais é sempre tarde demais...
October Rain
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Neste país, como sempre disse, não pode chover.
Entra logo tudo em parafuso, meias cidades em perfeita loucura como se fosse a primeira vez que caem umas pingas mais fortes nas cidades. Das costeiras então nem se fala.
Marés vivas? Nunca se ouviu falar. Ondas de 4 e 5 metros? Naaaaa... Isso já é um tsunami e essas coisas não se passam pelo jardim à beira mar plantado.
Há mais acidentes de carro por estradas que até nem são consideradas "pontos negros". Porquê? Porque o pessoal continua a achar que conduzir a 130 km/h num piso molhado é exactamente a mesmíssima coisa que conduzir com 40 graus e num piso que não vê um pingo há um mês.
Enfim.
Por isto, devia ser proibido chover em Portugal logo a seguir ao Verão. Há que dar tempo às câmaras municipais para limparem as sarjetas e disso o S. Pedro não se lembra. Há que dar tempo ao povo para se preparar para as enormes enchurradas, para comprar as suas galochas, os seus chapéus de chuva, os seus anoraks.
Ora bolas. Mas as pessoas só se lembram das cheias do ano passado quando as sentem outra vez na pele? Que diabo. Todos os anos é o mesmo filme. Alcântara, baixa lisboeta, Santarém, Ribeira do Porto. Há que prevenir e nem tudo pode ser da responsabilidade dos poderes autárquicos. Senhores proprietários de estabelecimentos à beira mar ou à beira rio, senhores senhorios arranjem os telhados das vossas propriedades que os vossos inquilinos vos pagam para habitar.
Não se fiem que ah e tal e o Sr. São Pedro é amiguinho porque nem sempre o é, e não façam com que a culpa das inundações a que assisti estes últimos dois dias seja dele.
Imagine..
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Ele há cada pergunta...
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Oh páh ele há com cada pergunta mais estúpida...
Típico, ou talvez não, de quem não pensa antes de falar...Daquelas que te tiram do sério, especialmente feitas em dias em que nada parece estar a correr bem e em que a paciência é escassa.
Se não vejamos:
A quem nunca foi colocada aquela questão totó após uma valente tosquiada:
- Atão?! Cortaste o cabelo?!?
Não... Foi-se com o vento...
E já com o olhinho bem fechado a entrar em fase REM e levas uma valente sacodidela:
- Tavas a dormir?!
Não não... Só a descansar a pestana...
Chegas a qualquer sitio, encontras uns amigalhaços:
- Tás cá hoje?!
Aahhh.. Deixa cá ver... Não. Avancei o tempo! Tou cá amanhã...
Contactas um familiar com quem é costume falar, vá lá, uma mãe, por exemplo. No meu caso, é particularmente estúpido, porque filhAs em casa, só há uma, filhOs, há dois:
- Tou mãe, sou eu.
- (mãe) Eu quem?
Irra! Isto não é de uma pessoa no seu perfeito juízo virar as costas e ir pregar para outra freguesia?
Aaaarrrrrggghhhh!!!
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Tão somente em tom de desabafo, às vezes apetece-me andar à estalada contra a estupidez, parvoice, má criação, má educação e hipocrisia alheia.
Palhaços no governo!
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Palhaço no governo!
Não, por estranho que pareça não estou a falar nem de José Socrates, nem de Cavaco Silva e nem tão pouco do sr. que diz anda a fazer que faz oposição, Passos Coelho.
O Brasil foi a eleições este fim de semana. Quase duzentos milhoes de gentes a votar - sim, porque lá, voar é de facto obrigatório e quem não o fizer perde uma série de beneficios (ao contrário do que acontece por cá e que se calhar, devia...).
Não ficou nada decidido ainda, isto ainda vai a uma segunda volta discutir-se entre o Partido da Terra e entre o Partido da Social Democracia Brasileira.
Mas!....
Mas, há cargos que estão já decididos!
Um deles, de deputado federal, por mais de um milhão de votos, foi para um palhaço. Tiririca. O que pelos vistos espantou muita gente, já que, alegadamente, não sabe ler ou escrever.
Ao menos a este podem chamar: Seu Palhaço!, que ninguém achará estranho nem tão pouco ficar ofendido por tal.
Já por cá já, al facto gerou celeuma entre a Mª José Nogueira Pinto e um deputado do PS. Ui! Foi um cabo dos trabalhos com meio mundo ofendido por se ter ofendido.
Por terras brasileiras, certamente que irá gerar uma autentica galhofa geral e quiçá, lá pelo meio uma palhaçada ou outra!
Talvez por cá se devessem candidatar às próximas eleições uns quantos deputados palhaços (de profissão, entenda-se). Aquela Assembleia certamente seria bem mais animada, a média de absentismo dos dignos deputados talvez descesse, encarar-se-iam os problemas deste país sepre com um sorriso na face!
Que imigrem Tiriricas para Portugal!
Deixem-nos estar...
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Oh que caraças! Cum catano! Mas ninguém pára esta gente!
Eh pá ca nervos!
Mais um alerta terrorista pela Europa fora... E a pouco mais de um mês de sair daqui...
Eu nem sou contra as ideologias dos outros, acreditem lá naquilo que quiserem acreditar, em quem quiserem acreditar, mas arranjem outra razão para andar por aí a matar gente que nada mais faz que andar por aí na sua vidinha normal do dia a dia, encontrem outros motivos um bocadinho mais válidos que a religião para aterrorizarem mais de meio mundo.
Andámos meia humanidade a ser humanos e outra metade andamos a fingir sê-lo matando sempre em nome de outrém, de um Alá, de um tal Deus, mas que nunca ninguém viu, curiosamente. Nenhum dos dois...
Que existam os mártires, as bruxas, e outros que tais, mas uma vez mortos, amiguinhos, vamos todos para o mesmo sitio... Não há cá virgens à espera nem anjos a tocar harpas e nem um santo à nossa espera para nos abrir os portões do céu... Não... Não se passa nada. Morre-se e pronto, despacham-nos para sete palmos abaixo da terra e está feito.
Deixem-se de tretas e deixem-nos viver a nossa pacatez em paz e sossego. Não nos lixem o quotidiano com mais um atentado manhoso só para matarem mais uns quantos que não têm nada a ver com os vossos pensamentos, com aquelas ideologias atrofiadas estampadas num livro e quiçá, escritas pelas mãos de algum ser que talvez apenas tenha querido contar uma história.
Deixem-nos estar na nossa vida sossegada, na nossa ignorância...
Bandas Sonoras
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Todas as vidas têm uma banda sonora.
República ou Democracia?...
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Celebra-se por estes dias o centenário da Implantação da República Portuguesa.
Convém que se diga, no entanto, que tudo começa em 1908 com o assassinato do então Rei D. Carlos em céu aberto em pleno Terreiro do Paço. Logo após, toma posse do trono D. Manuel II.
Como já naquela altura se andava à bofetada para ver quem mudava o quê mais depressa, lá se foi o Rei outra vez para dar lugar à revolta republicana.
Celebra-se por estes dias o dia em que alguém pensou em destituir a Monarquia com um fantástico, para a altura, golpe de estado.
Formosura
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A gordura é formosura.
Ora logo, ser gordo equivale a ser formoso. E o equivalente de formoso é ser elegante, gracioso, bonito, perfeito.







