Celebra-se por estes dias o centenário da Implantação da República Portuguesa.
Convém que se diga, no entanto, que tudo começa em 1908 com o assassinato do então Rei D. Carlos em céu aberto em pleno Terreiro do Paço. Logo após, toma posse do trono D. Manuel II.
Como já naquela altura se andava à bofetada para ver quem mudava o quê mais depressa, lá se foi o Rei outra vez para dar lugar à revolta republicana.
Celebra-se por estes dias o dia em que alguém pensou em destituir a Monarquia com um fantástico, para a altura, golpe de estado.
É formado governo provisório com Teófilo Braga à frente do país que, reza a história, tomou uma série de medidas importantes que tiveram efeito duradouro. Àquele se deve a igualdade de direitos no casamento, o reconhecimento do direito à greve, reformulação das leis da imprensa, entre outros.
Celebre-se então os cem anos da República Portuguesa!
Pena é que os valores pelos quais se lutou, se morreu, se tenham perdido na sua grande maioria, continua a ser de desprezar e de lamentar o ar displicente com que muitos dos jovens ditos educados deste país quando entrevistados nem sequer saibam a diferença entre república e democracia e que, pior!, as confundam.
Fica então o esclarecimento que:
República é uma forma de governo na qual um representante, normalmente designado como presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe do país.
Democracia é um regime de govermo em que o poder de tomar decisões politicas está com o povo directa ou indirectamente e por meio de representantes eleitos.
São, portanto, coisas completamente diferentes e não se pode admitir que sejam confundidas.
Comemoremos, então, o centenário da República Portuguesa!