Amour. Love. Amor. Este filme transpira amor. Este filme é amor e pouco ou nada mais há a dizer. É duro, vivido, amigo. Se o amor não é isso, não sei que será. Este filme é, fabuloso. Cheio. Vejam. Sintam. Dois actores extraordinários. E sim, por mim, Emmanuelle Riva leva com ela o oscar.
E..... Zás! Começei a corrida aos filmes! The Impossible. É impossível de se ver sem um bom maço de lenços ao lado. É impossível de se ver sem se ouvirem os soluços e os fungares de quem o assiste ao nosso lado. Aquela história, infelizmente, na tragédia é apenas mais uma. Entre tantas outras das quais nunca sequer vamos ouvir falar... E esta, com um final que, de facto, parece impossível de ter acontecido. Filme sem nada de efeitos especiais espectaculares, miúdos estrondosos, um Ewan e uma Naomi que fazem enfim, o seu papel, que não, não me parece ser de Oscar de melhor actriz.
Há ideias do catano que, de tão simples, metem nojo ao mais nojentinho que as teve. Este tipo em primeiro plano, Massoud Adibpour de seu nome, teve a brilhante ideia de pegar nuns marcadores, numas cartolinas e de nelas escrever mensagens optimistas. "Sorria!" "Buzine se ama alguém!" "O dia de hoje e espectacular!" "Seja Feliz!" São apenas alguns exemplos. Pegou nos escritos e nuns amigos e foi para umas avenidas do tipo Marquês de Pombal ou Avenida da República cá do sitio. Levantou as palavras nos braços para quem as quisesse ler, ver, reagir. E houve quem lesse, sorrisse, risse, buzinasse, quem de facto tivesse tido um dia melhor. E isso, não é só bom. É espetacular! Como é que uma cena tão simples, pode, consegue melhorar o dia de alguém?! Como é que não há mais gente a fazer o mesmo hum?! Quase que faz lembrar o Sr. da Praça Duque de Saldanha...