Archive for junho 2012
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Portugal não é só bola
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Acabou-se o Europeu de futebol, vêm aí os Jogos Olimpicos, mas, pelo meio, ainda há um Europeu de Atletismo.
Sendo esta uma modalidade onde, de facto, os portugueses ainda conseguem feitos bem janotas e dignos de valor, parece-me mais que justo um Parabéns à medalhada Sara Moreira (5000m) e aos apurados Patrícia Mamona (salto), Marco Fortes (lançamento de peso) e ao Marcos Chuva (comprimento).
Pena é que a estes atletas não sejam escritas cartas inteligentes, não sejam dedicados anúncios de 2 minutos em horário nobre, não sejam dedicadas primeiras páginas, não sejam feitas esperas com centenas de pessoas.
Lamentável é que a estes campeões não seja dado o devido valor, o reconhecimento público que merecem.
Da minha parte, aqui fica:
Obrigada também a vocês por levarem a nossa bandeira orgulhosamente em ombros mesmo que ela faça muito pouco por vos merecer.
Parabéns!
Até ao Mundial!
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A selecção Nacional está fora do Euro 2012.
Jogou com a Alemanha e perdeu.
Seguiram-se a Dinamarca e a Holanda e venceu. Veio a República Checa e manteve-se equipa.
Passou às meias finais e fez sonhar um país que de início estranhou, e que a algum custo lá entranhou uma selecção pós Queirós "dor de cotovelo".
O país sonhou e acreditou.
Jogou com a Espanha 90 minutos. Bateu-se e fez-se valer. Soube ser equipa.
Jogou mais 30 minutos. Não lutou tanto, verdade, mas soube correr atrás. Sem prejuízo.
E o povo português espalhado por todos os cantos do mundo continuava a acreditar. Porque valia a pena. Porque mesmo nos penaltis, a recordar 2004, o sonho se mantinha. A rezar a todos os santos, com o coração a bater a mil, as emoções ao rubro, a lágrima no canto do olho, as unhas já roídas, a gritar por Patrício, a gritar pela defesa e pelos dois golos, a praguejar nos falhanços.
No fim,
Faltou-nos um pouquinho de sorte, faltou o "king" e o Ricardo sem luvas, a voz do grande Perestrelo, um Rui Patrício mais inspirado, uma Espanha sem pontaria.
Mas o espírito esse, manteve-se. Temos equipa. Temos Selecção Nacional.
A todos, equipa técnica, jogadores, adeptos, parabéns.
Até ao Mundial!
Jogou com a Alemanha e perdeu.
Seguiram-se a Dinamarca e a Holanda e venceu. Veio a República Checa e manteve-se equipa.
Passou às meias finais e fez sonhar um país que de início estranhou, e que a algum custo lá entranhou uma selecção pós Queirós "dor de cotovelo".
O país sonhou e acreditou.
Jogou com a Espanha 90 minutos. Bateu-se e fez-se valer. Soube ser equipa.
Jogou mais 30 minutos. Não lutou tanto, verdade, mas soube correr atrás. Sem prejuízo.
E o povo português espalhado por todos os cantos do mundo continuava a acreditar. Porque valia a pena. Porque mesmo nos penaltis, a recordar 2004, o sonho se mantinha. A rezar a todos os santos, com o coração a bater a mil, as emoções ao rubro, a lágrima no canto do olho, as unhas já roídas, a gritar por Patrício, a gritar pela defesa e pelos dois golos, a praguejar nos falhanços.
No fim,
Faltou-nos um pouquinho de sorte, faltou o "king" e o Ricardo sem luvas, a voz do grande Perestrelo, um Rui Patrício mais inspirado, uma Espanha sem pontaria.
Mas o espírito esse, manteve-se. Temos equipa. Temos Selecção Nacional.
A todos, equipa técnica, jogadores, adeptos, parabéns.
Até ao Mundial!
Ainda a propósito do Euro 2012...
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Ainda a propósito do euro 2012 e publicidade à parte (que se ele há gente a quem não quero fazer qualquer tipo de pub é a esta companhia), este anúncio é, muito estúpido.
Então mas desde quando é que a selecção nacional representa as pessoas de um país?
Então mas ser médico ou biólogo ou carpinteiro ou trolha em Portugal só vale a pena se os jogadores da selecção jogarem bem à bola e fizerem boa figura no Euro?!
Imagino, então, que depois da derrota com a Alemanha houveram muitos de cabeça baixa com a vergonha a fazer as malas e prontos para embarcar...
Portugal não é a selecção nacional e nem se revê em vinte e três jogadores rapazinho. Nem tampouco são esses quem mudam a opinião do mundo no que ao povo português diz respeito.
Mostrar que os portugueses não são fracos e preguiçosos?! E que pelo contrário somos todos honestos, lutadores e corajosos mas só se eles ganharem jogos e marcarem golos?!
Isto para não falar dos nove séculos de história deitados para o lixo e do futuro do país para defender dentro das quatro linhas de um campo de futebol.
Oh pá tenham juízo!!
Quer-me parecer que os preguiçosos foram aqueles que pensaram neste anúncio extremamente inteligente e altamente representativo do povo povo português.
Jogo a jogo
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Acabou a primeira fase do Euro 2012. E a Selecção Portuguesa, contra à opinião de muitos velhos do Restelo, passou. Sempre com adeptos que gritaram e vibraram no estádio a fazer "A Portuguesa" ouvir-se por todos os cantos. Que incansavelmente e que mesmo em número menor se fizeram notar com as suas vozes a cantar mais alto pedindo "só mais um!".
Havia quem não acreditasse na equipa, quem não tivesse qualquer convicção na passagem aos quartos, mesmo antes da derrota não merecida frente à Alemanha. Mas a Selecção, jogou, foi equipa e bateu a Dinamarca. E depois a Holanda, ex-laranja mecânica.
A equipa conseguiu sair do grupo da morte quase ileso.
Os jogadores foram criticados pelos Manéis e pelos Carlos deste país que dão na dor de cotovelo como se de uma manobra de desestabilização se tratasse.
Pois bem. Parece que não resultou.
Quem não acreditou anda nas ruas com as malditas vuvuzelas e buzinas e cachecóis armados no pescoço e bandeiras à volta da cintura como se o amor à selecção fosse inabalável.
Agora, que venha a República Checa. E para já é só. Jogo a jogo. 50-50.


