Archive for abril 2011

Para Sempre!...


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Há amizades que duram para sempre. E sabe tão bem revisita-las...
O tempo é como que se não passasse, faz com que o há dois meses tenha sido apenas ontem.
Há pessoas extraordinárias que mesmo não estando lá todos os dias partilham o que de bom e mau se passa na nossa vida, sentem as nossas emoções, nos dizem o que precisamos ouvir no momento certo.
E a estes eu chamo amigos com A maiúsculo que estimo e guardarei para o resto da minha vida e que conto em duas mãos. Há quem considere pouco, há quem pense, só?!, mas, a mim, chegam-me estes.

Quando juntos costumamos dizer que somos um pouco como os Amigos de Alex, casamentos e funerais é connosco, mas, à falta deles (felizmente!), sabemos que a única distância é um telefonema, uma mensagem, e está tudo bem, como da última vez.

No fim, sim, estamos e estaremos lá sempre uns para os outros e isso é que importa.

Decisões


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Faz-me espécie não saber o que o futuro me reserva, não conseguir antecipar uma desilusão, uma resposta, não ter um back up plan e ter de arranjar um à última da hora e sem pensar muito sobre ele. Não conseguir controlar a ânsia que vivo em momentos que podem ser importantes, ou talvez não. É o não saber, e saber que se tudo soubesse que era tudo uma treta e a vida não prestaria porque conheceria o futuro e poderia antecipar todos os passos.
O desconhecido do caminho para a direita, esquerda ou sempre  em frente, às vezes assusta... Tomar que rota daqui por diante?

Será que damos um passo maior que as pernas e acabamos por cair no abismo?
Arrisca! Assim ao menos sempre sabemos o que perdemos! 
Ora bolas. Que teoria mais estúpida.
Isso é quase como que dizer, vais lá, se levares uma cacetada e ficares todo rebentado, levaste e ficaste, sobrevives e ao menos não morreste, mas, se nada disso acontecer é porreiro e ficamos todos contentes. Sendo a palavra chave, o mas...

Esta teoria até pode ser válida para muito boa gente, mas para mim, que já estou um bocado farta de cair e levantar, cair e levantar, já custa. 
Começo a sentir-me céptica e muito pouco believer nessas tretas...
Isso é tudo muito simpático quando temos vinte anos e temos aquela força que nada nem ninguém consegue abalar e estamos sempre no topo do mundo porque afinal de contas, somos os melhores, os maiores.

Já quando começamos a ver a vida a passar-nos por entre os dedos, quando começamos a aperceber-mo-nos que nem tudo se concretiza Daquela maneira tão especial que sonhámos, imaginámos e vivemos em sonhos, aí tudo fica bem mais complicado. E não quero com isso não quer dizer que vivemos mais ou menos que os restantes pares, tomámos foi as opções erradas nos momentos certos ou as decisões certas nos momentos errados.

Todos temos medos, é verdade. Os nossos particulares receios que não chegam a ser fobias, mas, que às vezes, andam bem lá perto. Uns do amor, do envolvimento, da desilusão, do desconhecido.
E há uns tempos eu era a primeira que dizia arrisca pah! Tens medo de quê? Ser feliz?! Segue em frente, ele há sempre quem te dê a mão! O problema é que às vezes a mão não chega...

Hoje, mesmo não deixando de sonhar e mesmo sabendo que posso perder bem mais do que posso ganhar, e mesmo entristecendo-me, já sou obrigada a pensar duas vezes...

Tramado pelo FB


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Ao senhor deputado José Lello é preciso que alguém lhe diga que às vezes é melhor estar calado. É que ele há coisas que não se explicam, acontecem e pronto. É que depois acaba por fazer figuras vá, num termo simpático, tótós.

E já agora, só para que fique esclarecido:
Politiquês (político+ês) gír: Linguagem cheia de termos políticos, frequentemente vazia e sem sentido.

Ah bom! Agora sim, isto explica muita coisa!

Feriado (fe-ri-a-do)


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Feriado (fe-ri-a-do)
adj. e s. m.
Diz-se de, ou dia de repouso por motivo religioso ou civil.

Pois é. 
Num mundo normal, não há cá crises de dinheiros e afins, e todos, especialmente o estado, apenas gastam aquilo que têm, nunca o que não têm.

Esta semana que passou, foi a semana da Páscoa, e, como sempre, e diz que por tradição, foi dada a tarde de 5ª feira a todos quanto são funcionários públicos. Ora tal medida, até poderia ser considerada se os tipos do FMI não andassem a rondar ali para os lados do Terreiro do Paço e se o país até fosse um cantinho próspero. 

Próspero não é certamente, e o dinheiro não se merece assim...

Constam terem sido aos milhões os euros perdidos numa única tarde de trabalho. Fora o que se perdeu na tal 6ª feira Santa que, subitamente, gerou milhares de crentes.

O que passará pela cabeça dos entendidos do FMI ao verem um país que conduz uma frota automóvel nova, que lota hotéis em fins-de-semana gigantes e que se dá ao luxo de tirar meio dia de folga?

Este é um país que se presta a comentários como o do deputado José Lello que diz que o Cavaco é foleiro por não ter convidado os palermas dos deputados para a festança do dia da Revolução.
Ora está certo. Mas sr. presidente, além dos senhores deputados, também não devia ter chamado os senhores dos cavaquinhos e dos ranchos folclóricos e nem dar aquele beberete às, mesmo assim, centenas de convidados. Paga o contribuinte, suponho, não importa...

Mas está certo. Enquanto uns berram na avenida para a saída do FMI, outros gritam pela liberdade querida e quiçá perdida e ainda há aqueles que voltam das tão merecidas mini-férias da Páscoa gastando o que têm e não têm.

E diz que em Junho há mais, nada de preocupações!

Enfim.
Este é afinal, o país que temos, com as gentes que temos, e há que ser feliz mesmo assim.
Eu sei que vou tentando ser.

José Afonso


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A RTP passou ontem e hoje um muito bom documentário sobre a pessoa José Afonso, o professor, o cantor, compositor com vários testemunhos de quem a si esteve próximo. 

Que pena é que neste país só nos lembramos de quem vale a pena em apenas algumas alturas do ano...
Zeca Afonso foi um grande homem e não o foi só no decorrer do 25 de Abril, tal como não o foi o Paulo de Carvalho ou o Adriano Correia de Oliveira. Zeca foi e é grande sempre.

É impossível aquela voz meio que tremida não emocionar quem o ouve. É impossível não sentir aquele tempo muitas vezes intemporal naquelas letras.

Cresci a ouvir falar do Zeca, a ouvir cantar o Zeca, a admirar os poemas do Zeca e lembro-me ter de ter sentido a sua morte prematura em 1987.
E até hoje, por diferentes que sejam os tempos, por mais música que se faça em Portugal, por mais intervenções que se tenham e se façam, ninguém consegue ter o poder que ele tinha.

É um facto. É pena.

Vinte e cinco de Abril


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Hoje é dia 25 de Abril. Dia da Liberdade.
Dia em que, há 37 anos (para cima de um tempão para muitos) o MFA tomou conta do país e o povo foi atrás.
Tocou na rádio a canção vencedora do festival da canção desse ano, "E depois do Adeus", tomaram-se posições, cantou-se "Grândola Vila Morena" e deu-se inicio à Revolução dos Cravos.
Aos militares juntou-se o povo em desfile nas rua e cantou-se e gritou-se e viveu-se a revolução de forma intensa. Sem agressões, sem lutas.

Cá por casa nunca se falou muito desse dia e nem o que se estaria a fazer, talvez por as lembranças desses dias fossem algo dolorosas, talvez por se querer esquecer o inesquecível. Mas todos soubemos sempre o significado dessa data, sempre nos foi lembrado, com pequenos gestos, pequenas frases, muita música, documentários.

Portanto, posso dizer que sim. O espírito de Abril mesmo que nem sempre tivesse sido entendido, reside aqui por estas bandas.
Pena que hoje muitos o tenham esquecido ou nem sequer saibam o que significou, além de um concerto à borla, um fogo de artifício porreiro e mais um feriado para alguns poderem fazer uma ponte.

Ora, num ano de revoluções políticas, o espírito do 25 de Abril é querido, sempre. Mas é preciso ir mais além...

Que me perdoem os críticos e os cépticos, mas parece-me que é preciso que se entendam as lutas, os ideais, é preciso união. É preciso esquecer a insatisfação própria e lembrar a necessidade comum. É preciso tudo aquilo que, neste momento, este país não tem.

Páscoa


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Pois que consta que hoje é dia de Páscoa.

Por esta altura há uns anos, passar esta altura sem ver um "Quo Vadis" ou "A Túnica" era o equivalente a passar um Natal sem ter a "Música no Coração".
Já hoje, nem faço ideia o que terá dado na tv, mas sei que nenhum dos clássicos dos anos dourados de Hollywood terá com toda a certeza passado. Salve-me a RTP Memória e o Ben Hur!...

E não é que ligue muito a esta altura que se diz festiva, aliás se não fossem as procissões a passar por estas bandas, nem tão pouco me tinha lembrado.

Há uns anos valentes, esta era a altura de comer coelhinhos e amêndoas de chocolate enquanto se assistia com emoção a um daqueles filmes épicos no quentinho da casa dos avós. Em que se respeitava e não se comia carne na 6ª feira que se queria santa.
Hoje, não. Já não há cá coelhinhos e, às amêndoas, quero-as longe.

E apesar de achar que, hoje em dia para a grande maioria das pessoas a Páscoa se resuma a isso mesmo, chocolates, não posso deixar de respeitar quem, na sua insanidade, se auto-flagela e carrega cruzes com coroas de espinhos tal como alegadamente aconteceu com Jesus Cristo.

Enfim...
Resmungando porque sinto a falta dos grandes clássicos e respeitando quem prefere os chocolates e a auto-flagelação, e a quem de facto a Páscoa diz alguma coisa, a todos vos desejo um resto de dia feliz.

Já faz um ano!...


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Este blog começou há coisa  de um ano, mais coisa menos coisa, começando por ser uma ideia apenas, de um mundo utópico, gente imaginária, de um mundo que poderia ser e não é.

Hoje, um ano e quase 1700 leituras depois, o nosso mundo mantém-se igual, com as mesmas injustiças, com guerras diferentes, mas principalmente, com os mesmos sonhos que todos, ou quase, partilhamos mas não praticamos.
Nesse primeiro post dizia que num mundo normal, imaginário e quiçá perfeito, nada do que se passa hoje em dia se passaria... Verdade. Mantenho o que digo e talvez daqui a um ano venha a repetir estas mesmas palavras.

O mundo que nos rodeia não muda só porque sim. Há que fazer por isso. Não chegam dias da terra, dias do sorriso, dias do beijo, do abraço do olhar, do diabo a quatro. Isso nada interessa se não for praticado.
O mundo normal, esse, não existe. Mas pode ser construído, pedra a pedra, desejo a desejo, momento a momento.

E porque a lucidez pode por vezes ser bem mais dolorosa que a loucura, continuarei a manifestar a minha intenção de um mundo normal, mesmo neste mundo anormal, onde todas as coisas são imperfeitas e as frustrações reais.

Espero, até daqui a um ano, sorrir mais, rir como se não houvesse amanhã, afastar as tristezas, abrir as asas, voar e seguir em frente. Enfim, continuar a viver.

Posso não parecer muito, mas...


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"Posso não parecer muito, mas sou pro a fingir que sou ninja".

Todos, na nossa maneira muito especial, em algun(s) momento(s) da vida, achamos que, somos uns ninjas e que somos capazes de aceitar tudo e de tudo aguentar.
Pois... Não é bem assim. E, por vezes descobrimos isso da pior maneira possível.
Muito embora pareçamos muito fortes, sempre com aquela carapaça posta, com aquele muro que nos obrigaram em determinado momento a montar, um abraço, um beijo, um carinho, amolecem e é só isso de que precisamos.

Esta noite, redescobri alguém especial com uma conversa também ela, especial. Alguém que me disse várias coisas e que várias coisas partilhou, talvez como nunca o tenha feito, e que me tocou com o que disse.
Talvez sejamos mais parecidas afinal do que alguma vez pensámos, é verdade.

Os muros são diferentes, mas estão cá.
As batalhas são outras, mas também as lutamos sem nunca virar as costas.
A carapaça está posta, para as mesmas defesas.

A nossa vida foi e é, certamente diferente, com lutas díspares mas que ambas esperamos ganhar.

"Posso não parecer muito, mas sou pro a fingir que sou ninja".

Passámos e passamos tanto tempo das nossas vidas a tentar esconder quem realmente somos para não sermos magoados outra vez que quando chega a altura de mostrar, chegam os medos, as complicações que sei bem serem patetas e que mesmo assim insistem em pairar e que fazemos por ultrapassar.

Ninguém é intransponível, como referi, e mo referiram, às vezes um sorriso dado porque sim vale por um milhão. Um abraço sem razão, faz um dia inteiro valer a pena. As palavras certas no momento certo, podem salvar uma vida.

A esta pessoa eu, hoje, agradeci. Pelas palavras que me ofereceu sem vergonhas, pelo respeito que me deu, pela especialidade com que abriu o seu coração perante duas pessoas que, por um ou outro ou sem nenhum motivo se haviam afastado.

Mas agradeço outra vez... E porque afinal, quando se sente, não é assim tão difícil de se dizer, Gosto de Ti.

Sorrir é sempre preferível!


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Há dias, um amigo postou no seu perfil do FB uma cena d'"A Bela e o Paparazzo" entre o Nuno Markl e a Soraia Chaves, que eu já tinha visto no filme e que já me tinha feito pensar, confesso.

Nesse take, nos seus devidos personagens, Markl conta a Soraia como numa noite no Bairro Alto estava uma rapariga tristíssima, agarrada ao telemóvel a chorar. Há um rapaz que passa e pensa, eu tenho de fazer esta rapariga sorrir. Fazendo disso o seu objectivo da noite, ele vai de encontro aos candeeiros, ele dá cambalhotas, faz o pino, ele cita sketches dos Monthy Python até que ela finalmente, sorri. Foram para casa. Passados uns dias beijaram-se. Num outro dia, despiram-se. Parecia estar ali a ter início uma coisa muito porreira entre eles, uma história de amor arrebatadora. Um dia ele acorda, olha para o lado, ela não está. Deixa um bilhete. Pede desculpa e diz que embora ele a tenha feito sorrir, o outro, fá-la chorar. A Soraia acaba dizendo, que a história é triste.

E porquê esta história?
Esse meu amigo comentou no post que a experiência lhe dizia que aquele excerto retratava a verdade.
Cá para os meus botões: Raios! Será mesmo assim?!
Até que alguém me contou um destes dias que uma namorada de longa data, ex, portanto, acabou com ele por ser, vá, digamos, muito perfeito. Que queria que ele se atrasasse num encontro, que faltasse um telefonema, que tivesse mais defeitos.

WTF?!?!
Pois é. Parece que diz que é mesmo assim.
Bolas.
Que o meu mundo é perfeitamente anormal eu já sabia, mas a confirmação de que ele há por aí tipas que preferem chorar a rir, que gostam mais da miséria da infelicidade ao descontrolar de um riso, é simplesmente, estúpido.

Para mim pra esta mesa cá do fundo podem ser uns quantos sorrisos e palermices que podem, sim, incluir alguns sketches dos Monty Python pf!
O amor, diz, é para ser vivido com um sorriso nos lábios e riso estampado na face que diabo!

A treias na Europa


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E pronto. Está feito!

Mesmo sabendo que esta é a primeira e a última vez que por estas bandas ponho um símbolo do clube da luz, é de dar os parabéns aos três que estão, com e por mérito próprio, nas meias finais da Liga Europa. 

Feito histórico, é verdade.
Todos passaram, Porto, Braga e Benfffffffffff.... (não consigo escrever o resto - já me chega lá em cima o boneco, que diabo!), um com uma vitória espaçosa, os outros, com empates do Braga e do outro, algum azar à mistura (o Braga bem que teve por ali umas oportunidades bem janotas!), algum excesso de confiança que podia ter dado para o torto.

Mas o que importa é que ao menos a bola vale ao povo deste país. Ao menos nisso, parece que somos vá, grandes.
Talvez retornemos ao que era há 40 anos... Fado, futebol e Fátima...

Parabéns aos três!

Recado a desconhecidos


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Caros colegas utentes do transporte público, vulgo de todos e onde todos temos de nos aturar uns aos outros,

É certo e sabido que a Primavera já chegou e que estas duas últimas semanas têm sido particularmente quentes. Anormalmente quentes já que parece que o Abril das águas mil há muito lá vai, sendo estupidamente substituído por Abril calores mil (por aí...).

Não obstante, e numa daquelas voltinhas que muitos de vós farão certamente ao hipermercado ao fim de semana, passem por favor naquela secção onde estão os produtos de higiene.
Sim.
Hi-gi-ene.
Hão-de haver por lá uns pequenos frasquinhos de variadíssimas marcas e feitios e cores que se apelidam de desodorizantes, ou deodorantes (conforme o supermercado) e estão disponíveis em creme, spray ou roll-on. Todos fazem o mesmo efeito, garanto.

Portanto, vá lá!... Não se acanhem. Experimentem-nos. Comprem-nos, vá! Comprem tantos quantos quiserem, ou puderem que isto agora com a crise tá dificil, eu entendo.

Mas usem, por Deus!
Usem e abusem.

Pensem que, mesmo que estejam habituados a esse vosso cheiro, nem todos o estamos e o facto de o tentarem esconder com perfumes e colónias, apenas faz com que seja, por motivos óbvios, impossível estar perto de vós.

Lá vos espero então, limpinhos e cheirosos, num transporte que nos é comum...
Até lá!

Vestes proibidas


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É impressão minha ou esta nova lei francesa é do mais racista que há?
O que é que há de tão inaceitável no uso da burca?!

A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade ficaram onde?...
Os direitos humanos andam por que bandas?...
"Egoísmo não é viver como quiser, é pedir aos outros que vivam como alguém quiser que vivam." (Oscar Wilde)

Num discurso, há uns tempos, o ainda presidente francês disse que a utilização da burca "reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade". Segundo ele, a burca "não é um sinal de religião, mas de subserviência" e não é "bem-vinda" na França.

Agora, proibe o uso da burca em lugares públicos no país. "Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade", afirmou.

Eu até sou pessoa para concordar com Sarkozy quando diz que aquela vestimenta representa uma cultura em que as mulheres são submissas, no entanto, parece ridículo o agora ataque à liberdade individual...
Nenhum governo, seja ele qual seja, tem direito algum de se intrometer nas escolhas pessoais sobre roupa ou sobre outra coisa qualquer.

Não deve ser crime usar a burca, nem em França e em nenhum país do mundo que, julgamos civilizado. Não agride a liberdade de ninguém ou não seja cada indivíduo livre para escolher o que vestir.
Hoje, o "inimigo" é a burca, mas nada garante que amanhã não seja o hábito das freiras. 

Isso não é liberdade, mas ditadura da maioria.
O que devia ser proibido é alguém ser obrigado a usar a burca...

Birras...


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Este país parece um infantário em ponto grande onde tudo e todos tem as suas manhas, manias e birras.

Ora agora a culpa é tua, ora agora a culpa é minha.
Ora agora sou independente, ora agora já não sou.
Ora agora apagas tu as luzes, ora agora apago eu e anda faço mais, ligo a rega.
Ora agora aumento eu, ora agora aumentas tu.
Ora agora ofereço eu,  ora agora tu ofereces mais.
Ora agora dou eu, ora agora tiras tu.

Enfim.

Então gentes?!
Mas vocês orientam-se?!

Enquanto se continuarem a comportar como putos mimados não há país que vos valha...

Fernando


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Oh que raios.
Nem sei que diga.

Acreditar em Portugal uma pessoa ainda vai acreditando, já no Fernando, tá difícil...

"Censorar"


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Que as perguntas dos Censos eram uma palhaçada já todos saibamos, menos o INE.

Que as perguntas dos Censos eram uma devassa da vida privada, também já todos sabíamos. Menos o INE e a comissão de protecção de dados.

Ora se todos já sabíamos que nem o INE e nem ninguém tem nada a ver com o que estávamos a fazer no passado dia 21 de Março, se ninguém tem nada a ver com quantas pessoas eu tinha em minha casa nesse dia, não se entende...

Ora se todos sabemos que o que lá está é confidencial e anónimo, porque carga de água é que o INE quer saber como eu me chamo, orientação sexual e afins?
Se os recibos verdes existem porque é que a certa altura o pessoal tem de esquecer que os usa e escolher outra opção qualquer?
Quem é que me garante a idoneidade da miúda que cá veio entregar e recolher os papéis à minha pacata residência?
É o INE ou a Comissão Nacional de Protecção de Dados?

Pois bem. Os Censos são feitos de dez em dez anos.
Eu há dez anos não me lembro de ter existido tanta algazarra, de se ter levantado tanta questão com as perguntas feitas.
Então mas dez anos não chegam para se estudar estas coisas? Lembraram-se em Janeiro que isto tinha de ser feito?! O que é que aquelas pessoas andaram a fazer? 

Será que os resultados que dali vão sair são de fiar?
Hum... Duvido...

Parabéns!


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O mau perder é tramado.
O fair play é uma cena que só existe nos filmes com certeza.

Ora bem.
O FC Porto é o novo campeão nacional e ganhou ao Benfica de forma limpa e clara, tendo sido a melhor equipa no decorrer de uma época inteira.

Proibiram-se as faixas de apoio de entrar. Feio.
Houve lambada antes do jogo, com pedradas e cenas de pancadaria. É feio.
Não contente, e com um mau perder já característico, no final, o Benfica desliga as luzes e liga a rega. É feio.
Dizerem que o FCP não tem a melhor equipa e utilizar as mesmas desculpas de sempre é, enfim, de mau perdedor.

Gostava que tivesse sido o meu Sporting, mas deu-me um gozo especial ver o FCP ganhar em pleno estádio da luz.

Parabéns ao Porto!

Querido estado,...


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Querido estado português,
Está completa a minha contribuição forçada para o teu cofre com a entrega do meu IRS.
À semelhança do Snoopy, também eu gostava de cancelar a minha subscrição e de ser removida da tua lista de contribuintes... Posso?

Afinal de contas, o que gastas comigo é, rigorosamente nada. Tens sorte que eu sou uma pessoa relativamente saudável e as vezes que eu preciso de um médico são raras. Portanto, devo concluir que é por isso que achas que eu não preciso assim tanto de um médico de família e que por esse motivo é que não me dás um. Mas temos um problema... Eu de vez em quando preciso, sim, de qualquer coisa tua e tá quieto.

Querido estado,
as relações têm de ser reciprocas, e neste momento não sinto rigorosamente nada vindo da tua parte... Pelo contrário, estás sempre a pedir mais e mais e mais.

Então e o dinheiro que te dou durante todo o ano, e que aparentemente não chega, vai para onde hum? Para o carro de luxo com que andas, para os teus cuidados de saúde de primeira, para as viagens em executiva? Pois... 
Para que saibas, o meu carro tem já onze anos acabados de fazer (não esquecer o cartão único de circulação, vulgo de parabéns, que também já está pago hã?!), eu vou para o centro de saúde às sete da manhã para ter cuidados de segunda, e viagens?!, essas, quando as faço, é em terceira...

E mesmo assim achas-te no direito de chegar a meio do ano  seguinte e ainda cobrar-me mais qualquer coisa. Assim, não funcionamos, o que é uma maçada.

Portanto, vá lá, retira-me da tua lista e não se fala mais nisso. Pode ser assim? Sem ressentimentos e cada um segue a sua vidinha. Que tal? Que me dizes?

E não, não vou ficar a aguardar uma resposta em breve, porque de ti já se sabe...
Atenciosamente.