Há dias, um amigo postou no seu perfil do FB uma cena d'"A Bela e o Paparazzo" entre o Nuno Markl e a Soraia Chaves, que eu já tinha visto no filme e que já me tinha feito pensar, confesso.
Nesse take, nos seus devidos personagens, Markl conta a Soraia como numa noite no Bairro Alto estava uma rapariga tristíssima, agarrada ao telemóvel a chorar. Há um rapaz que passa e pensa, eu tenho de fazer esta rapariga sorrir. Fazendo disso o seu objectivo da noite, ele vai de encontro aos candeeiros, ele dá cambalhotas, faz o pino, ele cita sketches dos Monthy Python até que ela finalmente, sorri. Foram para casa. Passados uns dias beijaram-se. Num outro dia, despiram-se. Parecia estar ali a ter início uma coisa muito porreira entre eles, uma história de amor arrebatadora. Um dia ele acorda, olha para o lado, ela não está. Deixa um bilhete. Pede desculpa e diz que embora ele a tenha feito sorrir, o outro, fá-la chorar. A Soraia acaba dizendo, que a história é triste.
E porquê esta história?
Esse meu amigo comentou no post que a experiência lhe dizia que aquele excerto retratava a verdade.
Cá para os meus botões: Raios! Será mesmo assim?!
Até que alguém me contou um destes dias que uma namorada de longa data, ex, portanto, acabou com ele por ser, vá, digamos, muito perfeito. Que queria que ele se atrasasse num encontro, que faltasse um telefonema, que tivesse mais defeitos.
WTF?!?!
Pois é. Parece que diz que é mesmo assim.
Bolas.
Que o meu mundo é perfeitamente anormal eu já sabia, mas a confirmação de que ele há por aí tipas que preferem chorar a rir, que gostam mais da miséria da infelicidade ao descontrolar de um riso, é simplesmente, estúpido.
Para mim pra esta mesa cá do fundo podem ser uns quantos sorrisos e palermices que podem, sim, incluir alguns sketches dos Monty Python pf!
O amor, diz, é para ser vivido com um sorriso nos lábios e riso estampado na face que diabo!