Archive for maio 2011

Parar.


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É sempre bom de se olhar, de se ouvir, de se sentir.
A sua calma revolta, o seu som inconstante, traz para bem perto de mim quem um dia partiu para outras viagens, outras paragens.
Traz-me à memória tudo o que de bom passámos, tudo o que de mau fomos obrigados a viver, traz-me a vossa presença que sinto com particular emoção. 

E enfim, faz-me sentir bem. Como que se, naquele momento, pudesse existir eu e apenas eu e nada do que de errado há no mundo anormal em que vivo me pudesse alcançar para me atingir e me ferir...

Porque não vivo num mundo normal e porque, aqui, é tudo bem diferente do que gostaria que fosse, porque por estas bandas as voltas que dou parecem tiradas de uma voltinha em carrinhos de choque numa feira manhosa:
É bom parar de quando em vez a minha loucura.
É bom parar de quando em vez e em nada pensar.
Libertar o espírito, libertar a mente, ser una e parar. Só ouvir...

Nojento


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Andou a rondar em noticia de primeira linha a agressão a uma moça de 13 anos que umas bestas filmaram e que com todo o gosto postaram no FB.
Sim. Bestas. Pior, mas falha-me a palavra.

Não nos enganemos. Agressões físicas, psicológicas entre miúdos de escola, sempre houveram, porém, o que faz com que agora sejam diferentes é a visibilidade que têm nas tão famosas redes sociais, you tubes e afins do mesmo género.

Como é que se pode pedir a putos mal criados por pais piores ainda que não tenham esse tipo de atitudes lamentáveis, reprováveis e outros áveis que tal?
Como é que se pode pedir a putos mal criados que não conhecem mais que a violência que procedam de forma diferente?
Educando-os. Fazendo-os "pagar" por cada cabelo arrancado, por cada palavra mal dita.

Agressões sempre existiram e todos nós num momento ou em outro fomos vitimas de tal. Uns souberam-se defender melhor que outros, uns passaram por cima, outros ainda criaram barreiras protectoras a todo o custo e acabaram por sobreviver.

Cenas de pancadaria, em determinada altura, todos vimos, todos assistimos. Agora, ponham a mão na consciência e pensem quantas dessas vezes saíram do vosso lugar para ajudar, defender quem não o consegue fazer sozinho? 
Pois é...

É muito bom que nos sintamos enojados, repugnados pelas imagens das agressões físicas e verbais àquela miúda e a outros tantos garotos, mas lembrem-se que podem ajudar, com um gesto apenas... Uma palavra. Uma acção.

E não são só os miúdos que são espancados... Esses é que têm, por ora, acesso às ditas novas tecnologias. Um dia destes é um puto a filmar um velhote a ser agredido com os by standers olhando, comentando, sem nada fazer.

Falar, comentar, criticar, é muito bom que se o faça, mas falta ainda tanta coisa por fazer, por reparar...

Por €44...


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Olha agora...


É que nem tão pouco vale a pena uma imagem, e, se não fosse pela verdadeira estupidez da coisa, nem sequer aqui constaria esse link.

Alter eu


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A verdade é que não me orgulho de muito do que fiz, de muito do que disse, de muito do que por dizer ficou.

A verdade é que não tenho prazer em revisitar alguns dos meus momentos que considero hoje terem sido do pior que o Deus me livre...

Nem sempre fui uma pessoa agradável, sociável, é verdade. Assim como também nem sempre foram agradáveis comigo. Talvez a máxima do comportamento que gera comportamento, se aplicasse, não sei.

Talvez até aquele outro ser que mal criei tivesse existido enquanto defesa de todo um historial que insistia em fazer parte de mim.

Quase como que um alter ego. O dark side of the force, mas pior. Aquela super máscara que a determinada altura me fizeram crer e acreditar que estava colada em mim e por mais força que fizesse para a tirar, não conseguia.

O coração, esse, acredito que esteve cá sempre, mais ou menos duro, mas esteve cá sempre assim como a emoção, a comoção, ao contrário da razão.
Hoje, sei que sou uma pessoa diferente do que era há uns anos.
A vida mudou. O mundo mudou-me. As minhas pessoas, mudaram-me. Mas principalmente, eu mudei, por mim. Porque me estava a corroer, devagar sem que de tal me apercebesse.

Portanto, e mesmo que eu tenha aprendido com os meus erros, com as minhas falhas, não me recordem por favor os defeitos que eu sei que já não tenho... 
Mesmo que me ria, magoa revisitar o passado, mas acima de tudo, magoa saber que magoei quem me é querido.

Banido


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Honestidade?! Hum, hum...


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Querida Vizinha, ...


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Cara vizinha do 1º andar cujo nome tenho alguma dificuldade em me lembrar,
desde já aqui deixo publicamente o meu agradecimento e o meu pedido de desculpas, sim, vá, algo tardio.

Lamento as pragas que lhe roguei, os nomes feios que pensei em lhe chamar por antecipação e quando, por  ignorância, julguei que todo aquele milho que estranhamente aparecia estendido aqui na rua todos os dias, por volta das 5 da manhã , tinha como propósito alimentar desalmadamente aqueles bicos de pássaros que todos os dias me faziam sentir como num terrífico filme de Hitchcock.

Afinal de contas, como recentemente descobri, aquela paparoca teria como intenção erradicar a reprodução de tal malvada e nojenta espécie que faz do nosso prédio, das nossas árvores, um pombal a céu aberto.

Cara vizinha, deixe-me que lhe dê os meus parabéns, porque, aparentemente resultou. Tirando aqueles que em acto da mais tremenda estupidez se atiram, qual suicídio, para debaixo de uma roda de uma viatura qualquer, nota-se, de facto, um decréscimo naquela população, que, sem tanto arrulhar, finalmente me deixa dormir aos fins de semana para lá das 7 da manhã e não me assusta com os seus voos picados contra os estores de minhas janelas.

Portanto, e uma vez mais, querida vizinha, o meu obrigada.

PS: Aquela será, muito provavelmente, a primeira e a última fotografia desses bichos que por aqui ponho.

Hã? Como?! Milagre?!


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Em Portugal, Fátima, 13 de Maio de 2011, gritou-se milagre quando se avistou no céu um "estranho" anel em redor do sol:


Não fosse o local, a hora, o vídeo de João Paulo II que passava na altura e a histeria em massa não se tinha sequer proporcionado. E o mais provável é que ninguém tivesse tão pouco reparado, da mesma forma que, certamente, em outros locais daquela mesma cidade, ninguém topou que o astro estava com um ar engalanado e vá, diferente.

Vá lá...
Embora as televisões e os jornais vos queiram fazer crer que não existe qualquer explicação para o vestir de gala do sol ontem por volta do meio dia e meia, diz que afinal de contas até há uma explicação para a coisa:


Bzzzzzzzzzzz.....


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Já cá canta o calor!

Ainda não é bem aquele calor abrasador que obriga à sombra da árvore permitindo que ainda se consiga estar relativamente bem ao solinho de patonga estendida sem se fazer rigorosamente nada. São aqueles fins de tarde com a mine à frente e uma boa petiscadela regada com uma conversa que faz um momento que se quer guardar.

Chegaram as mangas curtas, as primeiras correrias à praia, as filas de trânsito de quem não gosta da margem sul durante meio ano mas que ao primeiro raio de sol se entranha pelas bandas da água e do quanto mais perto da areia eu estacionar melhor que eu quero é apanhar um escaldão e mostrar a cor encarnada na pele o mais depressa possível.

Com as noites quentes chegam ainda as lambadas bem pregadas. Sempre que se está a pregar o olho, já naquela fase do mais para lá do que para cá, lá se ouve um altamente irritante: bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz pertencente a uma daquelas melgas desejantes de sacar da palhinha e provar o sanguinho e marcar o território com uma esplendorosa borbulha, normalmente nos sitios mais parvos e que não lembram ao diabo. E sim, segue-se a sinfonia, bzzzzzzz, lambada para a matar ou vá, afastar para que o festim seja feito num outro corpanzil qualquer.

Ora bolas.
O calor, o solinho, o pé na areia, é tudo muito bom, mas será possível acabarem com os bichos voadores que emitem sons e que aumentados têm um aspecto asqueroso?... Dava jeito...

Fringe


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A mente de J.J. Abrams é extraordinariamente extraordinária conseguindo com a sua genialidade prender-nos a cada semana que passa no mundo Fringe.

Por entre universos paralelos e viagens ao futuro, agora no season finale diz que um deles, afinal nunca existiu.
Raios para isto!
E a próxima season é só daqui a uns meses.

Mensagens


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Diz que viver no passado não é uma coisa simpática, que devemos viver com os olhos postos no amanhã.
Mas ele ainda há mensagens que nos fazem lembrar o quão importante o nosso povo foi, e é, mesmo que tal implique um ah e tal e não me ajudas então toma lá que a gente também já te ajudou e agora é a tu vez e sim, estou a esfregar-to na cara.

Esta é uma boa mensagem, carregada de factos do passado, alguns dos quais já ninguém se lembrava e que importam não esquecer, mesmo que em função deles não vivamos.

Ainda há bofetadas que se conseguem dar sem mãos, mesmo que, na sua grande maioria das vezes, o pessoal se esteja a borrifar para isso. Afinal, o que importa é o hoje, o amanhã, mas sem o ontem, não somos ninguém...