Nojento


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Andou a rondar em noticia de primeira linha a agressão a uma moça de 13 anos que umas bestas filmaram e que com todo o gosto postaram no FB.
Sim. Bestas. Pior, mas falha-me a palavra.

Não nos enganemos. Agressões físicas, psicológicas entre miúdos de escola, sempre houveram, porém, o que faz com que agora sejam diferentes é a visibilidade que têm nas tão famosas redes sociais, you tubes e afins do mesmo género.

Como é que se pode pedir a putos mal criados por pais piores ainda que não tenham esse tipo de atitudes lamentáveis, reprováveis e outros áveis que tal?
Como é que se pode pedir a putos mal criados que não conhecem mais que a violência que procedam de forma diferente?
Educando-os. Fazendo-os "pagar" por cada cabelo arrancado, por cada palavra mal dita.

Agressões sempre existiram e todos nós num momento ou em outro fomos vitimas de tal. Uns souberam-se defender melhor que outros, uns passaram por cima, outros ainda criaram barreiras protectoras a todo o custo e acabaram por sobreviver.

Cenas de pancadaria, em determinada altura, todos vimos, todos assistimos. Agora, ponham a mão na consciência e pensem quantas dessas vezes saíram do vosso lugar para ajudar, defender quem não o consegue fazer sozinho? 
Pois é...

É muito bom que nos sintamos enojados, repugnados pelas imagens das agressões físicas e verbais àquela miúda e a outros tantos garotos, mas lembrem-se que podem ajudar, com um gesto apenas... Uma palavra. Uma acção.

E não são só os miúdos que são espancados... Esses é que têm, por ora, acesso às ditas novas tecnologias. Um dia destes é um puto a filmar um velhote a ser agredido com os by standers olhando, comentando, sem nada fazer.

Falar, comentar, criticar, é muito bom que se o faça, mas falta ainda tanta coisa por fazer, por reparar...

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