Archive for fevereiro 2011

O rescaldo


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E pronto. Está feito!

Lá se passou uma noite até às quase  da manhã a ver os Oscars e, muito sinceramente, fiquei a desejar mais. Além de um grande momento de abertura, de uma f word no discurso de agradecimento da melhor actriz secundária e de um Kirk Douglas bem expedito, houve ali qualquer coisa que ficou a faltar. Talvez um Colin Firth dançante como diz que lhe apetecia, um melhor filme que não fosse, talvez, o Discurso do Rei.

E não é que esse filme não fosse o melhor, mas não era o melhor entre os melhores, não na minha opinião e não quando estavam a concurso filmes como A Rede Social, O Cisne Negro e Inception. Mas verdade seja dita que entre as opções, não era fácil.
Não houveram surpresas. E talvez tivesse sido interessante que as tivessem havido. Talvez um Javier Bardem a ganhar, por exemplo. Biutiful é poderoso com aquela interpretação. Talvez um Geoffrey Rush vencedor já que é ele quem acaba por ser a espinha dorsal do Rei.

Enfim.
Faltou a esta noite o thrill. A emoção de gente como a de Julia Roberts quando ganhou melhor actriz com Erin Brockovich, como a de Tom Hanks quando venceu com Philadelphia, a de Roberto Beningni com A vida é bela ou a de Adrian Brody com o seu excelente Pianista, fez lá falta.
Sentiram-se a falta a momentos que aquecessem a noite e a tornasse de morna em quente.

Mas valeu. Apesar de tudo, valeu.
E como diz que para o ano há mais, esperemos que tenhamos mais e melhor cinema que este ano que passou, o que seria fantástico!

Até lá, bons filmes!

É hoje


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E pronto.
Chegou a noite dos Oscars!
Está tudo a postos. Candidatos a melhor filme vistos e alguns revistos, candidatos a melhores actor actriz também.

Não me parece que vão haver grandes surpresas, afinal Natalie Portman está melhor que nunca, Colin Firth idém e o Discurso do Rei parece-me ser o único capaz de destronar o Cisne Negro.

Não sou cinéfila, gosto apenas de assistir a bons filmes, de testemunhar bom cinema e este ano foi um grande ano em filmes. Todos são bons, excelentes, mesmo aqueles com pinta a alternativos como o Winters Bone e o Blue Valentine. Portanto, a ver vamos.

Faltam umas horas ainda, e, recordando Billy Crystal em 1990...

It's a wonderful night for Oscar! Oscar! Oscar! Who will win?

Coitadinho?!


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Homem da cela 28, cadeia de Paços de Ferreira, Portugal. Um homem gordo, só de cuecas, uma tatuagem que lhe ocupa as costas todas, um bocado a dar para o apático. Sentado na cama de uma cela imunda. No chão, há fezes, restos de comida, chinelos, pratos de papel.

Este tal homem, ou amostra de tal, está preso na prisão de Paços de Ferreira, a viver à conta do contribuinte que se esmifra, com comida na mesa que não lhe custa a ganhar, com roupa lavada que não lhe custa lavar, com um tecto que não lhe custa pagar.

“Não limpa nada?”, pergunta um homem, de voz potente, capacete e viseira (e de certeza que uma mola no nariz que não dá para ver). Então dá ordem ao recluso para se virar para a janela com as mãos atrás das costas, abre a cela, aponta a pistola taser e dispara.

As autoridades acham que aquela besta é um coitadinho porque levou com um taser no costado e que o agente do GISP é que agiu mal e que devia ter estado quieto porque diz que há sempre outras maneiras de se resolverem estes conflitos.
Coitadinho?!?! Fod@-se!!

Atão aquele animal empesta tudo e todos com a sua presença e com o seu fedor imundo ao ponto de os outros reclusos se imporem em greve de fome e ele é que é o coitadinho lá do sitio só porque levou com um taser que nem deixa sequela nenhuma?!

Raios. Devo mesmo estar a morar num mundo ao contrário.

Uma boa semana


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Num meu mundo, ele há semanas assim.
Há dias, em que tudo parece estar a apontar par determinado sitio e onde tudo, pessoalmente, parece que nos corre bem!
Esta semana foi uma semana de reencontros. De pessoas que julguei nunca mais ver na vida. De gente que pensei já nem sequer se lembrarem de alguns dos momentos mais  patetas, de alguns dos melhores momentos que fazem parte de mim, que me fizeram. E que recordámos, e que rimos à desgarrada só de neles pensar. 

Numa altura em que não havia acesso à internet e em que ter um computador era um sonho distante, em que telemóveis eram coisas de filmes de ficção, foi fácil perder-se o contacto. Porque os números fixos deixaram de existir, porque as vidas levaram simplesmente rumos diferentes que acabaram por se distanciar à medida que os anos iam passando.

E por tudo isso e mais, esta semana que passou, foi para mim uma boa semana.

Alergias


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Quando era miúda tinha, de tempos a tempos, na parte de trás dos joelhos umas borbulhas extremamente irritantes que coçava de tal maneira que conseguia por tudo em carne viva. Como era só de tempos a tempos, toca de médico comigo.

Resultado: Aha! Isso são umas alergias mas não sabemos muito bem ao quê. Vamos picá-la e fazer uns testes com umas cores e cenas estranhas.
Resultado: Hum... Deve ser alérgica ao pó, morangos, chocolates e frutos secos. 

Ora bolas. Ao pó e aos frutos secos ainda vá, uma impedia-me de fazer limpezas a outra de comer uma coisa à qual eu já não achava muita piada. Já aos chocolates e morangos... Oh diabo, isso é que era pior! Enquanto miúda que era, como se já não me bastassem aquelas borbulhas altamente irritantes, ainda tinha de lidar com a falta que os chocolates e os morangos me faziam. Mas...
Life's tough, get over it.

Resultado: Qual alergia qual carapuça, as borbulhas mantiveram-se até bem perto da adolescência. (e sem que se saiba até hoje o que era ou o que foi)

Hoje em dia, não há cá nada de alergias manhosas e, gosto de pensar que até sou uma pessoa saudávelzinha, porém, era simpático que houvesse um detector de pessoas estúpidas. Uns tais de testes, que fossem às cores tanto se me faz, mas que me impedissem de chegar tão perto de pessoas assim e as travasse antes que pudessem entrar em contacto comigo. Não é que as borbulhas que me tiravam do sério voltem, mas o tipo de comichão que me dá é outro e quase tão impossível de aturar.

Portanto, aqui fica o alerta.
Por favor, se é uma pessoa estúpida, fique longe. Sou alérgica.

Gerações


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De há uns anos a esta parte que tem havido uma necessidade de se nomear as gerações de forma a não se alinharem com as mesmas características indivíduos de épocas diferentes. Até há algum tempo, quando se fazia tal referência acabava-se por generalizar comportamentos e características, independente da época em que viveram.
Já hoje, é inaceitável imaginar o comportamento de uma pessoa, independente da era que tenha vivido.

Talvez por isso, de há uns tempos a esta parte exista a necessidade de se apelidarem as várias gerações por um nome em específico. Não, não sou socióloga, mas não posso deixar de notar agora, quando cada vez mais se fala de uma tal geração à rasca, quando eu própria faço parte da apelidada geração rasca, depois de ter nascido no decorrer do que se chamava geração X.
Que raio que isto é muita geração... De todas as três, e por motivos óbvios, revejo-me apenas naquela de que faço alegadamente parte, e percebo, a última.

Já a chamada de geração à rasca, honestamente, não entendo e não percebo. Que tal ser a geração do conformismo, do deixa andar, do deixa ficar que alguém há-de tratar por mim hum?! Embora possa ser "crucificada" por alguns por pensar assim, também sei que os tempos são SEMPRE difíceis e que só se safa quem não se está sempre a chorar para que lhe dêem alguma coisa...

Obviamente que eu não sou a favor do estado em que estão as coisas, mas criar-se a ideia de que as dificuldades, a precariedade e as más condições de trabalho são exclusivas desta geração, aborrece-me. Fala-se em direitos, mas no fim, prevalece a atitude da borla e da fuga a tudo o que são deveres...

" Os contextos mudam.
Vivemos à rasca, é verdade, mas nunca se viajou tanto como agora, nunca se consumiu tanto como agora. E após várias gerações a viverem em sérias dificuldades, o facto é que não soubemos lidar bem com a melhoria da qualidade de vida. Assim que houve uma melhoria, habituámo-nos a ir comer fora, a ir passar férias e a comprar um par de calças de dezenas de contos para cada dia da semana e a ter uma televisão em cada divisão da casa. Acho muito bem, até porque as exigências têm que ser cada vez mais altas."

O que muitas vezes não sabemos é distinguir o que é importante do que é acessório...

Façamos então parte da geração X, da rasca ou da à rasca, o importante é que se lute sim, se exija sim, se faça sim, se distinga sim, que se viva, se respeite.

Use it.


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Please.
Bitte.
S'il vous plaît.
Por favor.

Não me façam perguntas que têm respostas mais que óbvias. Pensem (ahã...) se realmente querem ouvir o que daquelas advém.

Não me compliquem uma questão que pode ser simples, porque, se o pode ser, regra geral, é porque o é.

(Num mundo normal, as pessoas não são transparentes nem see through muito à semelhança das nossas. Mas num mundo normal, utilizam o cérebro para pensar dando-se ao trabalho de falar apenas quando acham que o devem fazer sem as diarreias verbais que por aqui muitas vezes se ouvem.)

Ca nervos!


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Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa lá muito paciente.
Quem me conhece sabe que, regra geral, não sou de deixar para amanhã aquilo que posso fazer hoje (a não ser que me dê prá preguiça e aí o caso muda de figura).
Quem me conhece sabe que não sou de engonhar as cenas, é tudo a despachar e toca a andar e rápido que, como diz o povo, atrás vem gente.

Por isso, talvez, costume dizer que não fui feita para filas da segurança social nem das finanças, nem tão pouco para as do supermercado de esquina ou das papelarias ou cafés do bairro.

Eu até acho piada às conversas que se podem ter nas caixas dos mercados, nas cusquices que os vizinhos partilham enquanto procuram aqueles trocos numa carteira que parece ter não ter fundo, que queira afastar um pouco daquela solidão que se sente, eh pá tudo bem, mas desde que não esteja ninguém à espera... Raios e coriscos. Há-que pensar na pessoa que está atrás de nós e que até é capaz de estar com alguma pressa...

Eu sei, eu sei... Assim na galhofa o tempo passa mais depressa. Mas guardem-se, por favor para quando não estiver ninguém atrás... Quando estiverem nas caixas para pagar, tenham o cartão ou os trocos à mão.
Garanto - Não custa rigorosamente nada, é rápido e indolor!

WPP


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Por norma, as fotos que vão a concurso no World Press Photo são, no mínimo, fabulosas, como que se falassem connosco quer sejam a cores ou a preto e branco.
Não são precisas palavras para as descrever, sejam elas das guerras que se continuam a fazer, sejam da destruição que o ser humano insiste em cometer, seja das paisagens mais inacreditáveis que este planeta continua a ter, sejam retratos de pessoas anónimas que falam só através do olhar.

A fotografia vencedora do WPP deste ano é uma daquelas para onde  não conseguimos olhar durante muito tempo.

É de uma miúda de 18 anos, como tantas outras, Bibi Aisha. Só que esta, vivia no Afeganistão, de origem árabe, casou-se aos 16 anos, foi vítima de maus tratos do marido apoiado pelo próprio pai e tinha o nariz e as orelhas cortadas. Tinha porque felizmente, aquela rapariga de força inacreditável, conseguiu fugir depois de ser desprezada e abandonada pela própria família tendo sido resgatada por militares norte-americanos que a levaram para um refúgio de mulheres em Cabul.

E foi aí que a foto que este ano foi galardoada foi tirada.
Foi aí que ficou registado aquele olhar.
Foi aí que ficou registada mais uma história de coragem que se deu a conhecer ao mundo.

A fotografia que muitos consideram chocante, afinal, não o é. O que é chocante, é que continuem a existir no mundo pessoas que suportam, apoiam e permitem tais actos de atrocidade.

Cristão ou Muçulmano. Hoje, tanto faz.


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Quer seja Homem ou Mulher, Cristão ou Muçulmano, hoje, nada disso interessa. O que é realmente importante é que o povo Egípcio mostrou ao mundo o que é sua resistência, a sua força.

E ao décimo oitavo dia de protestos, de manifestações, contestações, de lutas e guerrilhas, de pilhagens e revolução, o governo ditatorial de  trinta de anos de Hosni Mubarak chegou, finalmente, ao fim.

Esperemos que a cautela e a coragem demonstrada pelos Egípcios e que a prudência política dos militares se mantenham como elementos portadores de esperança para que toda a luta e sofrimento não caiam em saco roto.

Esperemos que essa inspiração ditada pelo povo Tunisino, chegue também ela à Argélia, Iemen e até à própria Tunísia.
E quiçá, a democracia não chega ao mundo árabe? Inshallah!

Augustas


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Diz-se que a nossa sociedade é uma sociedade cruel.
Diz-se que hoje em dia os idosos deixaram de fazer parte das famílias.
Diz-se que a solidão hoje, é uma coisa normal.

Escrevi por aqui há uns dias que a velhotes não resisto, e por isso, e mais, a notícia de se ter descoberto uma senhora idosa que morreu sozinha, em sua casa, nove anos depois, é  assustador.

É terrífica a ideia de viver numa sociedade em que ninguém se preocupa com nada nem ninguém, é terrível a ideia de ser um fardo na vida de alguém, é insustentável a ideia de pensar que esta organização em que vivemos consegue ser tão desonesta e hipócrita e, tão, tão mal agradecida.

Quando se desprezam aqueles que nos criaram, aqueles que muitas vezes deles abdicaram em prol de quem lhes era mais querido, só podemos concluir que fazemos parte de um Mundo Realmente Muito Anormal e de uma sociedade cada vez mais amorfa que tem demasiadas pontas soltas.

Triste é que no caso da Dona Augusta, apenas uma, uma, pessoa se tenha preocupado com o seu bem estar. E que várias pessoas apareçam sem dar a cara alegando ser familiares.

Triste e repugnante é saber que existem no mundo milhões de pessoas aprisionadas em suas casas que podem ter o final da Dona Augusta, outros tantos milhões como aqueles que agora correm atrás de uma suposta herança, e apenas uns poucos como a vizinha que se preocupou e se esforçou e que fez tudo por tudo por pura amizade.

Triste e revoltante é ter um estado que de social não tem rigorosamente nada e que alega  ter tido bom senso e um sentido de zelo no tratamento da situação que culminou na descoberta da idosa.

Isto é uma parte do nosso mundo. Onde tudo vai ficar exactamente na mesma, onde as consciências vão pesar mas nada fazer e onde as Augustas só vão ser lembradas e defendidas enquanto a comunicação social falar do caso, onde o estado vai, mais uma vez, sair impune da canalhice que cometeu.

Isto envergonha-me. Repugna-me e enoja-me.

Desvios


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Check.
Afinal, changes aint gonna happen.

Boa.
Era mesmo disso que eu estava a precisar.

Magias


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Ele ainda há gestos, pessoas que nos conseguem, estupidamente, surpreender, no nosso mundo.
Enquanto que num mundo normal, tal seria visto como super normal, por cá, olhamos de lado, desconfiamos, olhamos de soslaio,fazemos de conta que não é nada connosco.

Quem diz que não evita o desconhecido que por si chama no meio de uma rua qualquer, infelizmente, não diz verdade...

Hoje fui surpreendida por uma senhora, já com os seus 80 anos, figura frágil, cara contadora de estórias, olhos doces, que se fazia acompanhar de um pedaço de papel já gasto. Parou ao pé de mim, estendeu-me a mão e aquele papel. 
Estando eu à porta  de um café ao lado de uma farmácia, primeiro pensamento em fracções de segundo: olho, não olho, evito ou não,  já me vai pedir qualquer coisa. Raios. E eu a doces velhinhos que me pedem dinheiro e comida e atenção eu não resisto...

A senhora de voz doce surpreende e só quer saber quanto gastou em compras na moeda antiga... Estupidifico. Reformulo. Confirmo. Escudos?! Respondo, 960$00.
Pimba. Estalada na cara. E daquela invisível e bem dada. Bem feito. 
Despede-se com um seja feliz, mais um super e humilde agradecimento e um desejo sentido de bom ano.
Raios. Sentimento de culpa.

Há dias, alguém que me é próximo ao descer uma rua, deparou-se com uma das figuras da cidade de Almada. Daquelas que já são conhecidas por todos pelas suas excentricidades e a quem já ninguém liga nenhuma, enfim, em todas as cidades existem. Rapazola bem apessoado, louro, olho azul, matulão, adivinha-se ser de um outro país. Sentado no passeio maio que atrapalhado, chama, pede ajuda.

E lá vem aquele primeiro pensamento das fracções de segundo: olho, não olho, evito ou não, já me vai pedir qualquer coisa. Raios.
Mas lá vai. A ajuda afinal era para desapertar uma daquelas pulseiras tipo as que se trazem de Salvador da Bahia... Estava apertada e com uma mão só a tarefa é quase impossível. Vai... Siga... Nova estalada...

O rapazinho agradece, a pessoa sorri, vira costas, continua a sua vida descendo a rua. Segundos adiante ouve passos em correria e aquela voz com sotaque: Senhora! Senhora! Ela pára. 
O estrangeiro estende os braços com as mãos em concha como que se guardasse ali um dos seus maiores tesouros e o quisesse partilhar com quem, para variar, o ajudou.

Abre as mãos, dá um pequeno sopro como que para a magia acontecer, e diz:
- Para si...

E o nosso mundo, ali, naquele segundo, foi, por momentos, um Mundo Normal.

Duelos


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Irra.
As guerras publicitárias entre hipermercados estão ao rubro!

Porque é que aqueles tipos das cantiguinhas e dos descontões e dos cartões e das promoções e outros que tantos ões não se moderam pura e simplesmente?!

Uma pessoa até entende que se queiram conquistar novos clientes, mas a verdade é, o povo vai onde é mais barato, ou mais perto consoante o grau de preguiça e/ou necessidade, não é por ter uma cantilena que custa milhares e que fica no ouvido nem tão pouco por ter cartões que diz que dão descontos fabulosos.

Com estas guerrinhas de palavras e tanta palermice verbal pergunto-me se de facto os grandes grupos económicos por trás dessas marcas estarão, de facto, tão preocupados com o consumidor final como com eles próprios...

Era tão mais simpático ouvir um: Thank you! Come again! (mesmo com um sotaque meio manhoso!)

Ela existe!


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Uhuuuuuuuuuuuu!
Afinal a Super Avozinha existe!!

Porque só num mundo anormal como o nosso é que uma senhora, sim, idosa, sim, dos seus 70 anos, impede um roubo a uma joalharia enquanto os jovens ficam impávidos e serenos a assistir à cena.

Tudo se passou no Reino Unido onde uma série de gandulos tentavam, não se entende bem se à paulada, palermas!, roubar uma daquelas lojas cheias de ouros e pratas e pedras daquelas que diz serem preciosas. 
Eis se não quando uma velhota vê a cena, desata a correr e com a sua mala de mão consegue espanta-los a todos. Os rapazolas fogem, a septuagenária continua a sua perseguição e derruba uns que ainda tentatvam subir numa moto.
Chega a polícia, tudo acaba em bem e as pedras e as cenas douradas e prateadas lá continuam no mesmo sitio.

E voltamos ao mesmo. Isto num Mundo Normal, era ao contrário... Jovens à cacetada aos ladrões e os velhinhos a assistir.

Já no nosso mundo...
A Super Avozinha, afinal não é uma figura de ficção... Ela existe!

Genial!


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Isto é genial!
Bendito seja o tão actual mundo do Sapo Cocas e da sua eterna quase namorada Miss Piggy, das piadas do Fozzy, do tolinho Gonzooooo e do meu preferido Gualter!

Este mundo dos muppets é inesquecível, fabuloso, genial e é bom, tão bom de recordar!

Sorrisos oferecem-se!


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Ontem, dia 04 de Fevereiro celebrou-se em Portugal, via rádio, o Dia do Sorriso.

Ora mas por que raio, perguntam num mundo normal, é preciso um dia do sorriso?! Atão mas aquela gente não ri, não sorri, todos os dias por tudo e por nada?! Espantoso...

E nós, aqui no nosso mundinho anormal, respondemos: Hum?! Hã?! Sorriso?! Que é isso?!
É verdade. No nosso mundo está-se sempre tão atarefado a dizer mal disto e daquilo e daquel'outro, sempre a criticar tudo e todos, que é muito raro lembrar-mo-nos de sorrir. De o esboçar sequer.

Ontem, às 8 e às 9 da manhã e outra vez às 18 horas, mais de 300 rádios nacionais, à semelhança do que já havia sido feito no Brasil, juntaram-se, e ao som de Don't worry be happy do Bobby McFerrin desafiaram muitos que estavam nas imensas filas de trânsito, muitos daqueles que estavam já no seu posto de trabalho, a que sorrissem. Simplesmente porque sim. Partilhassem um sorriso com um desconhecido qualquer, com um amigo, fosse com quem fosse.

Embora o vídeo que aqui ponha seja do resultado da iniciativa nas ruas de S. Paulo no Brasil, pelas imagens recolhidas pelas câmaras de televisão espalhadas um pouco pelas ruas e estradas do nosso Portugal muitos rostos mantiveram-se sisudos, mas houveram outros tantos que que se transformaram quase como se não estivessem habituados a exercitar aqueles músculos. E só por isso valeu a pena.

Repitam-se mais iniciativas do género por favor! Porque este nosso mundo está a precisar redescobrir essa fina arte.

Foi bom. De ver e sentir. E de sorrir!