Ca nervos!


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Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa lá muito paciente.
Quem me conhece sabe que, regra geral, não sou de deixar para amanhã aquilo que posso fazer hoje (a não ser que me dê prá preguiça e aí o caso muda de figura).
Quem me conhece sabe que não sou de engonhar as cenas, é tudo a despachar e toca a andar e rápido que, como diz o povo, atrás vem gente.

Por isso, talvez, costume dizer que não fui feita para filas da segurança social nem das finanças, nem tão pouco para as do supermercado de esquina ou das papelarias ou cafés do bairro.

Eu até acho piada às conversas que se podem ter nas caixas dos mercados, nas cusquices que os vizinhos partilham enquanto procuram aqueles trocos numa carteira que parece ter não ter fundo, que queira afastar um pouco daquela solidão que se sente, eh pá tudo bem, mas desde que não esteja ninguém à espera... Raios e coriscos. Há-que pensar na pessoa que está atrás de nós e que até é capaz de estar com alguma pressa...

Eu sei, eu sei... Assim na galhofa o tempo passa mais depressa. Mas guardem-se, por favor para quando não estiver ninguém atrás... Quando estiverem nas caixas para pagar, tenham o cartão ou os trocos à mão.
Garanto - Não custa rigorosamente nada, é rápido e indolor!

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