Archive for março 2012

Hoje não. Todos os dias são o teu dia.


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Para mim hoje, não é o teu dia porque todos os dias são O teu dia.
Porque este és tu. Aquele de quem me lembro.
Aquele com quem falo todos os dias e que todos os dias me abraça na sua maneira única. 
A ti, não há nada que não tenha dito já, embora muito tenha ficado por dizer.
Saudade, essa, é muita. Do que foi e não foi, do que dissemos e não dissemos, do que partilhámos e não partilhámos, das nossas parvoíces, risos palermas, discussões, da última palavra, do teu suspiro, da tua voz que não consigo recordar, do te chamar, Pai...
Bastar-me-ia que aqui estivesses, porque te amo para sempre, porque te sinto a falta com uma imensidão que não consigo descrever, porque me fazes falta cá dentro no vazio que deixaste cedo demais.
Quem dera pudesse deixar agora este computador, ir ao teu sofá, ver-te por lá coberto p'la nuvem de fumo do teu cigarro, dar-te aquele beijo na careca e deixar de sentir este nó na garganta... Não estás lá...


As pessoas insistem em dar um dia ao Pai, à Mãe, aos avós, às crianças e afins, quando os seus dias devem ser todos os dias. Talvez também por isso não lhes seja dado o devido valor enquanto partilham a sua vida com a nossa e apenas sintamos quando partem e é sempre cedo demais.

Se levássemos todos os dias como se lhes pertencessem, se as palavras abundassem, se os olhos falassem, se o amor gritasse mais alto, talvez essa necessidade da sociedade não existisse... Mas apercebe-mo-nos disso sempre, sempre, tarde demais...


Quem dera nos tivéssemos aproveitado mais... 
Mas mesmo assim, Pai, todos os dias são o teu dia para mim.

Às vezes...


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Na maioria das vezes, os sacos de papel em que transportamos as compras que fazemos têm apenas essa função, transportar com facilidade sem que exista qualquer outra intenção por trás. Em outras, temos mensagens que nos arrancam um sorriso de saudade, de lembrança, de desejo... Que nos deixam a pensar no que é, no que poderia ter sido, no que será...


" O sabor dos teus beijos. Uma boa conversa. Fluir. Abandonar-me na minha galáxia paralela. Perder-me entre a multidão de uma grande cidade. Sentir o frio da montanha. Respirar fundo. A pureza da amizade verdadeira. Falhar, errar e saber corrigir. Tocar-te. Consegui desfrutar do presente de forma prolongada. Saber perdoar. Um banho em alto mar. Sentir-me minúscula na imensidão. Fazer-me gigante nas tuas carícias. Dormir no deserto. Contemplar a fogueira do teu corpo. Os sonhos silvestres. Canalizar o medo. Rir até chorar. A luz e a escuridão. Viajar sem ter dia de regresso. Voltar a casa e...? "

Era mesmo disto que o TIbas precisava...


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Pois é TIbas... 
Já sentias a falta de uma boa amolgadela, de uns riscos à valentão nesse pêlo não era? Bem que me pareceu tu um dia destes choramingares a esse respeito...
Que te sentias infeliz, que já não eras o mesmo, que lá porque és velhote em idade não aparentavas, que precisavas de uns riscos para pareceres o que és, um carro de rua pouco ou nada dado a garagens.
Ora pois toma lá que é para não seres esperto!
Gostas dessa riscalhada que te enfiaram no pára-choques até à tinta base?! Espero que sim. Vais viver com ela até ao fim dos teus dias que eu para as tuas operações plásticas, nem mais um tusto. Nicles. Zero. Hás-de andar a passear-te com a vergonha desse novo look até ao abate.
Na na na! Não me venhas cá com cenas de luta e pancadaria faz favor. Se tens uma face nova e meio à banda foi porque a deste alguém. Ou vais agora dizer-me que temos patifes capazes de te fazer isso?!? Vá, conta-me quem foi o canalha que te pôs nesses preparos! 
Podes ser velhote mas és meu que diabo! Podia ter-te defendido!...


Raios te partam óh FDP que te roçaste à força no meu TIbas!!! A tua sorte, amiguinho desconhecido, é o Meu TIbas não falar e não ser dotado de câmaras e cenas maléficas...
Deus queira que te façam o mesmo mas, vá!, em triplo!!