Archive for 2010

Dois mil e dez


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E está feito.
Consta que o ano de 2010 acaba hoje.
Num mundo normal, no meu mundo, os fins dos anos não se festejam porque não faz nenhuma razão de ser. Festejam-se todos os dias porque todos os dias são bons de serem vividos, e vivem-se, e sentem-se.

No nosso mundo é preciso que passem 365 dias para que se faça uma festarola de arromba, fogo de artificio e canas para apanhar e bebedeiras e cenas.
Enfim, que festeje então quem é  de festejar e se deixe ficar quem não é dessas cenas porque amanhã é só mais um dia, que se quer seja especial como todos os dias.

Acabam os doze meses de 2010 e o mundo mantém-se na mesma. Mas tivemos acontecimentos. Se não vejamos:

Houve um vulcão na Islândia de nome não pronunciável que transtornou meio mundo;
Foram finalmente aprovados os casamentos entre pessoas do mesmo sexo;
Uma visita papal,
Um século de república portuguesa;
Uma greve geral que de geral teve pouco;
Uma professora de Mirandela mais expedita,
Foi eleita uma Presidenta no Brasil, a primeira se Deus quiser de uma data delas (como diz que Deus é do Brasil, com um bocadinho de sorte é mesmo a primeira de muitas;
Uma cimeira da NATO que quase não contou com Berlusconi mas que conseguiu dar conta do trânsito em Lisboa e que ainda ofereceu uma ou outra ponte ao fabuloso funcionário público;
Trinta e três mineiros que andaram na "brincadeira" do quarto escuro (como ouvi dizer hoje de manhã) mas que lá se safaram da coisa uma data de tempo depois;
Lá a Espanha conseguiu ser campeã do mundo num campeonato recheado de um Portugal fraquinho, fraquinho, e de vuvuzelas insuportáveis;
E porque há o fair play, houve um Benfica campeão.

E isto tudo, crises à parte.
E houve, e há, o meu blogue.
Que continuará, quiçá, por algum tempo ainda.

E que venha o novo dia de amanhã, então. O tal de Ano da Graça de 2011.
Amor e saúdinha e que consigamos todos alcançar os nossos objectivos, ultrapassando-nos, superando-nos, sempre acompanhados de quem nos faz mais falta, da Família e dos Amigos.

E como este é o último post do último mês de 2010...
Até para o ano

Não há-de ser nada!


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Ora está certo.
A gasolina vai aumentar uns bons três cêntimos esta noite. Vai aumentar já para a semana outra vez por causa do IVA. 
A nova Lei do Financiamento dos Partidos prevê que as multas poderão ser inscritas como despesas e, no limite, serem subsidiadas pelo Estado (pelo contribuinte, portanto. Por nós.)

Então...
Se foram levantados em média cerca de €78 por cabeça nas caixas ATM só na semana que antecedeu o Natal.
Se os saldos estão a render mais que o que rendiam no mesmo período do ano passado.
Se os carros já aqui disse, esgotaram em muito bom concessionário.
O Algarve está cheio para o Ano Novo.
Os centros comerciais andam a abarrotar...

(é porque deve haver dinheiro para pagar o aumento da gasosa, da luz, dos passes sociais, e até as multas dos senhores deputados!)

Portugal é o país onde, para o povo, está tudo bem... O povo queixa-se, mas cala-se e lá continua na sua jornada mais preocupado com as questões tolas de sempre.
A vida continua calma, e, aparentemente, relativamente próspera.

Portugal, para variar, faz tudo mal. Mas depois, e sem saber muito bem como, lá se vai safando.

Como se diz por cá, não há de ser nada! Isso resolve-se!... Ou talvez não...

Absorvendo...


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Sim.
É verdade. Sinto-me como um pedaço de papel absorvente. Daqueles de cozinha, dos cheirosos, tanto se me faz.

Sinto-me na fase da engorda e, convenhamos, que isto depois dos trinta é bem mais difícil de se perder de que quando tinha os meus vinte e pouco. Oh diabo... Isto que demorou tão pouco tempo a "ensopar" vai demorar certamente a desaparecer...

Raios partam a vontade inegável de comer os patetas dos doces e os palermas dos fritos tão estupidamente característicos desta altura do ano.

Irra. 
Num mundo normal uma tipa pode comer tudo quanto lhe apetece.



Véspera de Natal


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É véspera de natal.
Mais uma.

Num mundo normal, o Natal é como nos christmas carrols que ouvimos nos filmes antigos e é tudo bonito cheio de paz e alegria e amor.

No nosso mundo, no meu mundo, o natal de há uns anos a esta parte que não é assim tão feliz, tão contente. Há muito que não tem nada a ver com os filmes publicitários, que não se pode comparar com aquelas noites quase fantásticas de filmes de Hollywood.

É triste. Porque faltam cá pessoas que brilham e que me fazem falta para me sentir gente. Porque o cheiro da casa não é o mesmo, aliás, a casa não é a mesma, a árvore enfeitada não é a mesma, os enfeites mudaram. Eu mudei. Todos mudámos. Os risos e os sorrisos que antes se espelhavam desapareceram. Agora, há discussões, há palavras que não se dizem para não magoar, há pesos que se carregam, mágoas que se têm há muito mas que se guardam, lágrimas que se tentam conter, sentimentos que se esquecem, se fingem, se escondem.
Quando um sorriso devia bastar...

Enfim, será mais uma consoada, mais um dia.

P.S.Quando é que é dia 2 de Janeiro que nunca mais chega?!

No Trindade... Fomos três


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Um ponto de encontro que foi o de sempre, um fim de tarde bastante diferente, uma noite melhor ainda.

Boa comida, bom vinho, excelente companhia. Faltou apenas a boa música... Mas essa, fize-mo-la nós três.

No nosso mundo, nem sempre arranjamos o tempo para nos juntarmos com aqueles com quem passamos mais de metade dos nossos dias, mas, quando o conseguimos, o resultado, o que advém desse encontro é, de facto, para guardar.

Da-mo-nos a conhecer a quem nos quer conhecer um pouco melhor, mostramos o que raramente mostramos, somos nós e deixamos cair a máscara e segredos que normalmente resguardamos.

Discutem-se ideias, chegam-se a conclusões, fazem-se perguntas às quais respondemos com gosto, descobre-se o que não se sabia, partilha-se um tempo, um espaço, que se vai recordar. Se já se gostava, fica-se a gostar mais um pouco.

Quiçá se torne a repetir.
Oxalá!...

A natureza faz destas coisas...


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Lake Erie, Ohio, EUA

Em Dezembro é a vaga de frio e neve que assola o hemisfério norte. Aeroportos fechados, chuvas torrenciais, inundações, nevões, temperaturas excessivamente negativas, mesmo para a época.
E, independentemente disso, não se importando com a obra humana, a natureza mesmo assim, consegue ser grandiosa...

Crises?!


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Alguém me consegue explicar onde é que anda a crise?
Não percebo...

Num mundo normal, crises não existem, a "riqueza" é distribuida igualmente por todos e não há cá cenas de pensões de cento e poucos euros, nem ordenados minimos.

Este ano, no nosso mundo, diz que as vendas de automóveis, só este mês, cresceram quase 20%... Espantoso. Não há dinheiro para comer, há uma corrida aos centros comunitários, aos bancos de alimentação. Mas não há carros nos stands para venda. Esrão esgotados.

Todos os dias, os centros comerciais estão cheios de gente armada em Pai Natal com inúmeros sacos bem recheados de pacotes embrulhados nas mãos...

A gasolina só este mês de Dezembro, já aumentou umas tantas vezes, inexplicavelmente... Talvez por isso, nas estradas, se note o aumento de tráfego, e não, não é de autocarros colectivos.

Ora bolas. Não há dinheiro para comer, mas há-o para se comprarem carros novos, para se andar com eles, para se fazerem compras até mais não.
Que não se tire ao tuga a ilusão de que se é melhor que os outros, mesmo que seja só de aparência.
Quando é que as pessoas do nosso mundo vão aprender a viver apenas daquilo que podem ter, e esquecer as ilusões de cartões de crédito, as maravilhas que as credoras "oferecem"?

Enfim...
Acho que a crise só se dá na minha conta bancária e na daqueles que me estão próximos...


Menos cinema...


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Mais uma perca que vai fazer falta ao cinema internacional.
Mais um que desaparece este ano. Blake Edwards, genial.

A Pantera Cor de Rosa fica hoje mais triste, Hollywood perde um pouco do seu glamour.

E assim acontece...


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http://www.acontece.net/2/olhar.htm

Carlos Pinto Coelho partiu esta noite para outras aventuras, outras desventuras onde, oxalá, seja menos injustiçado do que foi por este nosso mundo.

A melhor forma de lembrar quem nos deixa é através da sua obra, através de tudo quanto nos deixa, seja palpável ou não.
Não foi só um grande jornalista, era também um apaixonado pela fotografia. O que aqui deixo é apenas um exemplo...


E assim, infelizmente, acontece...

Está feito!


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Num mundo normal, as prendas que tao generosamente se querem oferecer, trocam-se, não se compram. Pensam-se. Significam sempre qualquer coisa.

No nosso mundo, na maioria das vezes, os presentes compram-se por se comprar. Oferecem-se porque sim.

Eu não.
Gosto de pensar no que vou dar e a quem vou dar.
E portanto,
Por ora esta rena está despachada.
Por ora, esta rena não tem de gastar nem mais um cêntimo em prendas para dar daqui a uma semana e meia.

I see you...


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I see you...
And hear you...

Ora bolas.
Isto hoje é pior que viver em 1984 numa obra do George Orwell.
Ao menos o livro sabiamos que era livro e que é uma estória e que dali não passa.

Num mundo normal não há cá nada de câmaras nem escutas nem gravações, cada um respeita o outro e nada disso é preciso.
Já no nosso mundo, onde quase ninguém respeita quase nada nem ninguém, diz que é preciso que exista um big brother watching over us.

Eu pessoalmente não tenho nada a esconder. Filmem o que quiserem, quando quiserem. Ouçam o que vos apetecer, sempre que vos apetecer, muito embora o que tenha para dizer, regra geral, diga.

Mas há uma coisa que prezo bastante, e que se chama...:
Pri-va-ci-da-de.
Privacidade e não publicidade. De privado. Não de público.
E com a minha privacidade, com os meus momentos que são meus e não pertencem a mais ninguém, eh pah, não mexam.
Não me enviem cartas de entidades a quem nunca na vida nunca dei qualquer dado,
Não me telefonem bancos e credoras com quem nunca tive qualquer contacto,
Se não quero o fornecimento de uns tais dados pessoais, não preencho uma tal de cruzinha em impressos a dizer que autorizo.

Pede-se respeito pela vida pública, pela sociedade, criam-se leis de protecção de dados pessoais, geram-se comissões das quais não mais se ouve falar. Tenta-se impor um limite à curiosidade humana, ao abuso.
Mas que raio de limite é esse, para que diabo é que isso importa se temos empresas que filmam tudo quanto lá dentro se passa, que gravam todas as conversas telefónicas que se têm?

Fuck.

Vivá liberdade pah!...

Parabéns!


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Parabéns, pois então!, à Jessica Augusto pela sua vitória e por se ter tornado na primeira portuguesa a conquistar o ouro num Europeu de corta-mato.

Statements


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Desta vez não ponho cá qualquer imagem bonitinha, colorida, engraçada, espectacular.

Não, não é para marcar um statement, mas ele há cenas que me chateiam.

Tenho por norma, antes de cada post de marcar a ideia com uma imagem, uma foto, um boneco, whatever, mas de respeitar a fonte. Ou seja, não utilizo rigorosamente nada que vá buscar a um qualquer outro blog com que me depare.

Infelizmente, tenho reparado, numa pastinha chamada estatistica que há alguns visitantes de outros pontos do globo, Brasil, Singapura, África do Sul, por exemplo. Por mais que fique lisonjeada com tantas visitas supostamente interessada naquilo que escrevo, e embora em um daqueles países se fale e se escreva a lingua de Camões (mais ou menos adaptado), não posso deixar de acreditar que a maioria dos visitantes estrangeiros não venham aqui para mais que seja para literalmente, sacar bonecos.

Embora eu saiba que a net é um lugar mais que público, sem regras ou "cavalheirismos", vou continuar a fazer uso de imagens disponiveis na net para quem quer que seja as copie, evitando os blogues pessoais.

Gostaria que o fizessem comigo.

Num domingo de chuva...


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Mais um Domingo de chuva, mais uma sessão de cinema caseiro.
Desta vez, arrisquei num filme de que já tinha ouvido falar muito bem e mal. Questionei quem viu. Mas, como sou adepta de ter as minhas próprias opiniões, decidi ver.

E então?...

Scott Pilgrim vs. the World é.... Diferente. 
Oh pah mas é muito bom!
Sem preciosismos, sem ser pretencioso, não querendo ser mais do que é, sem brilhos maléficos "hollywoodescos", consegue, mesmo assim, um resultado, vá!, espectacular!

Se a vontade for assistir a um filme, digamos que , esquisito :o), vejam.

P.S.: A banda sonora também não fica nada atrás.

:o)


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Porque sim.
Simplesmente porque às vezes é assim.
Basicamente, porque me apetece!


Pesos


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Como já aqui deverei ter feito referência, num mundo normal, não existem problemas, ninguém os tem , ou se se os existem, não são assim apelidados porque nem tão pouco têm relevância, importância. Por lá são simples pedras no caminho às quais se dá uma leve pantufada para desaparecerem.

No nosso, cada um tem os seus problemas mais ou menos graves aos olhos de quem os sente e de quem os vive, mais ou menos intensamente. Mas verdade seja, que, às vezes, há sempre uma certa tendência para os fazermos bem maiores do que são na realidade, há a tendência para o dramatismo, para o exagero.
Soluções existem sempre. Podem ser difíceis, quiçá quase imposíveis de alcançar. Mas são sempre possíveis. Sempre, mesmo que não gostemos do desfecho final.

E temos a tendência para os partilhar com quem mais próximo está de nós. Verdade... E o peso que outrora residia numas só costas passa a estar bem distribuido por dois, ou mais.
Mas só conseguimos carregar até uma certa dose. A certa altura, custa. Custa carregar o peso do mundo nas costas.

Dói porque, quando gostamos, recebemos as palavras dolorosas de peito aberto.
Dói porque, quando gostamos, ao partilhar, aquele problema passa a ser nosso também...

Por aqui estarei sempre que qualquer divisão queira comigo ser feita. O mundo pesa, é verdade, mas a Amizade, essa, pesa muito mais.

Oxalá, todos quantos foram partilhados comigo sejam resolvidos da melhor forma possível.



Talvez...


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Mudanças? Alterações?
Será desta?!

Hum... Quiçá estejam bem mais perto do que se imaginam...

Inverdades.


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Odeio a mentira.
Porque a mentira tem a perna curta.
Porque se apanha mais depressa a um mentiroso que a um coxo.
Porque pura e simplesmente, mentir é: feio.
Porque não há puto pachorra nem para aquela que se julga piedosa, para aquela que o é só por ser, para qualquer que ela seja, do tipo que se entender.
Porque uma mentira nunca é só uma, tem as suas ramificações, sempre.

Porque é preferível uma verdade por mais que magoe que aquela mentira que se pensou em dizer sirva que objectivo sirva.

Porque com a verdade me podem enganar na mesma, porque a com a verdade que dói, lambo a ferida e sigo em frente, já com a mentira... Não. Obrigam-me a "viver" numa ilusão criada estúpidamente, que não é minha.

Num mundo normal, a mentira não existe...

Aqui...


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Ao contrário do que se passa num mundo normal, a loucura que fazemos deste mundo anormal finge que tudo isto é normal.
Aqui a vida não pára e o tempo continua a acelerar constantemente pedindo pressa. Sempre.
Aqui o mundo gira rápido demais e mesmo assim continuamos a esperar por ele, e o mundo continua a esperar por nós.
Aqui, o mundo continua à espera que tenhamos a apetecência de fazer por ele tudo aquilo que devemos, mas que não temos para dar, ou simplesmente não nos apetece, por ora fazê-lo.

Aqui, sei bem que a vida não dura para sempre, sei que não tenho tempo para perder. 
Aqui, sei que a vida é cada vez mais rara e que não deveria desperdiçar qualquer segundo que me é dado, nem mais um segundo.
Aqui, falta e continua a faltar aquele clic, continua a faltar que este seja o primeiro dia do resto dos dias.
Aqui, adiar o que parece invitável tem sido a régua por onde a grande maioria de nós se tem regido.
Aqui, não falta o desejo, apenas o objectivo.

Aqui, pergunto:
Onde é que o mundo parou?
Onde é ficou o dia de ontem e para onde vai o amanhã?
Porque é que esquecemos assim tão rápido?
Porque é que não conseguimos pegar nas asas e voar de uma vez para sempre?
Porque é que nos mantemos ausentes disto a que se apelida vida e insistimos em continuar na cidade fantasma que criámos?

Aqui, não tenho a resposta para nem uma destas perguntas.
Aqui, como diz a música, tento saber de cor cada lugar meu, entender o rumo da vida, esquecer a mágoa, guardar apenas o que é bom de guardar.
Aqui, sei que a vida mudou o meu sentido, ou a vida que eu vivi fez mudar o seu sentido levando-me para longe de mim. 
Aqui, eu sei que nem sempre o tempo cuida de qualquer dor e que ela fica, acumulando-se com a anterior que ainda não se curou.

Aqui, neste mundo anormal que finge que tudo isto é normal, sem sonhos sem vidas perfeitas, com mágoas que magoam mas não matam, com horizontes à minha espera, um dia destes, de certeza, eu vou descobrir...
Eu sei que sim...

Feriado?!


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Num mundo normal, é estritamente proibido o trabalho a um feriado. Ninguém faz puto. não se mexe uma palha.

Já no nosso, nada disso. É uma tortura. O levantar cedo por si só já o é, mas ao menos temos a companhia de outros tantos tugas e, acabamos por não nos sentirmos tão sós e tristes na nossa jornada.
E sim, hoje é feriado e sim, não partilhei a desgraça do deitar tarde e do cedo erguer com outras tantas pessoas.
Estou a trabalhar e não, não me apetece. A única coisa que agora agora me apetecia era estar na minha cama na companhia sempre prazeirosa do Mr. Johnny Pestana, ou no sofá tipo Homer Simpson a babar-me e a fazer aaaaarrrgggg...

Num mundo normal, é estritamente proibido o trabalho a um feriado e ponto final.
Já no nosso...

Raios.
Este dia nunca mais acaba.

Teletransporta-me Scotty!


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Num mundo normal, é normal, e muito curriqueiro o teletransporte.
Nós por cá, nem com tecnologias como as do Star Trek nem do Stargate Atlantis e afins, conseguimos ter acesso àquele meio de transporte que, palavra de honra, muita falta de vez em quando me faz.

Sei bem quantas vezes já pedi por um estalar de dedos que me desmaterializasse, quantas vezes desejei a reconfiguração atómica deste corpanzil e ter um botãozinho no casaco onde pudesse carregar de vez em quando e dizer como quem não quer a coisa e qual capitão Kirk: "Beem me up Scotty!"

Ora bolas.
Transportar-me para qualquer sitio que me apetecesse, de forma instantânea, sem precisar de calcorrear uma distância estúpida, sem precisar de levar com filas e empurrões de gente palerma, simplesmente desaparecer, era, realmente, o ideal.
Agora agora, por exemplo, pegava na minha matéria e ia até ali às Fidji dar um mergulho, levar com o sol e o calor e voltava daqui a umas horinhas. Mas naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Ainda não houve nenhum raio de um cientista que se lembrasse de como se faz esta coisa de teletransporte.

Resta-me então, sempre que me chatear, continuar a dar uns passos atrás, bater com a porta, ou ainda continuar a gramar com o transporte público, com o abuso do espaço alheio que muitos insistem em manter...

Dolce far niente


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A Rede Social.

Mais um filme que vi neste fim de semana de frio e chuva em que o dolce far niente imperou cá por estes lados. Porque no nosso mundo, às vezes não é preciso uma doença que nos atira para a cama, às vezes o que é mesmo preciso é tirar-mos um tempo para nós e fazê-lo render, mesmo que seja, lá está, não fazendo nada e gostando do não fazer nada.


E foi isso que fiz. Nada. Ou antes, peguei no aquecimento, na manta, mantimentos pró estomago, no computador e vamo lá!

Posso dizer que The Social Network foi um daqueles filmes que me entusiasmou quando saiu. E depois o entusiasmo esmoreceu nem sei bem porquê.
Mas decidi arriscar e uma coisa garanto - foi bem arriscado! Não decepcionou. Muito pelo contrário, muito bom. 

http://soshable.com/the-social-network-humanizes-mark-zuckerberg/

Arrisquei ainda no Eat, Pray, Love.
Não, não li o livro. Quando o vi ser publicitado há uns tempos no programa da Oprah, fiquei com alguma curiosidade, confesso. Porque acho piada a aventuras viajantes, independentemente do motivo que leva a que uma viagem seja feita. Mas como por cá há livros que demoram eternidades a serem traduzidos e publicados, a película acabou por tornar-se a opção mais viável.

E pronto. É mais um filme que se vê, que fica, mas não se absorve. Não é para a vida, que não é, mas é mais um.

Simon's Cat


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O Gato do Simon.
Ou,
Simon's Cat.

Mais uma simples ideia para uns desenhos que resulta. E muito bem.

Malvadezes e Minions!


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Está frio. E por isso decidi ficar-me pelo quentinho e ter uma saturday night in e ver uns filmes que há uns tempos andava para ver. Começei pelo Despicable Me, porque gosto de filmes de animação, porque já tinha a curiosidade aguçada precisamente por não ser mais um da fábrica da Dreamworks. E este, não desiludiu, não foi excepção. Gostei. Bastante.

Todos temos um sonho.
E Gru, como muitos de nós, queria ser astronauta e sonhava em ir à lua. Se concretiza ou não, eu sei, mas não digo. Apenas digo que vale a pena acompanhar a jornada deste personagem de sotaque esquisito, dos seus pequenos e patetas cúmplices amarelos e do "muito geek" Vector vestido no seu warm up suit.

Chamem-me piegas mas este filme é uma ternura.

(E mais não digo se não começo a contar o filme todo e era uma chatice!)

Está a chegar!


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Lisboa é uma cidade especial e pode ser equiparada facilmente a uma Londres, Copenhaga, Paris (embora cada uma tenha o seu encanto muito característico, muito especial).

Lisboa é: simplesmente Lisboa, com a sua luz, o seu cheiro invernoso que se mistura com o das castanhas assadas, com os tocadores de acordeão, com os pregões de quem vende.

Embora não o faça muitas vezes, é sempre com gosto que deambulo pelas ruas da baixa pombalina, pela beira rio, pelo castelo e descubro, sempre que por lá passo, em cada esquina, em cada rua sempre novas coisas, novas gentes.
E agora, a cidade do mundo, enche-se de frio, de luzes, cria-se o Natal e puxa em mim o espírito das festas. E ganha um novo encanto. Que encanta.

O Natal está a chegar e não, o espírito natalício não acha muita piada ao pairar sobre mim nesta altura...

Esta época do ano, enfim, já me disse mais, é verdade, mas as luzes que agora invadem as ruas e avenidas talvez ajudem a que, por momentos, me sinta capaz de cantarolar um jingle bells, de aspirar nos outros pela tão apregoada boa vontade que deveria durar todo o ano.

Que venha então o dia 25 de Dezembro.
Que venham também mais passeios e mais descobertas lisboetas.

Fez-se luz!


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Na na na na na!
Cuidado Sr. Lâmpada!
Sabia que, ao ligar essa ficha eléctrica, aliás, só por ter essa tomada na sua parede, paga à EDP uns alegados custos de interesse geral que ninguém sabe muito bem o que são e uma taxa de audiovisual que só serve para encher uns bolsos alheios?
Pois é.

A Defesa do Consumidor lançou uma petição on line a qual aconselho vivamente a que assine.
Vá!
Vá lá mexa-se!
Está à espera do quê?
Caso não saiba, Sr. Luzinhas, porque nem sempre se pode ser, vá!, iluminado, cá vai:

http://www.deco.proteste.pt/servicos-basicos/contra-extras-na-electricidade-junte-se-a-nos-s626501.html

Baladas e destinos


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"Disseram-me um dia Rita, põe-te em guarda..."
Desde criança que o meu pai me cantarolava na sua voz muito própria, a Balada da Rita do Sérgio Godinho. Talvez como forma de me preparar, à sua maneira especial de ser, para o que a vida me haveria de presentear com..

"Aviso-te a vida é dura, põe-te em guarda..."
Vá-se lá saber porquê, mas verdade seja, que ficou. Não me assenta que nem uma luva, não inteiramente nesta fase da minha vida, mas sim, houveram momentos em que até os acordes iniciais arrepiavam de tão verdadeiros.

"Cerra os dois punhos e andou, põe-te em guarda..."
 Até ao dia daqueles wake up calls que parecem impossíveis e que, diga-se chegam na altura que, mais tarde, descobrimos ter sido a perfeita. Mudam-me, fazem-me crescer. Em alturas do passado fizeram-me ver que a vida não se resumia de todo a um conto de fadas, casas e vidas perfeitas.

"Eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura..."
Atiro-me várias vezes ao chão com as decisões que tomo. Mas esforço-me, levanto-me. E tento seguir em frente esforçando-me por não olhar para trás. O passado lá vai, lá vai não funciona sempre e comigo não foi, e não é excepção. Errei, muito. Asneiras? Tive a minha quota parte, sim. Não faço delas a minha bandeira, tento não errar, não ser injusta, mas com isso tento aprender e, enfim, a vida continua. A estrada está lá para ser seguida.

"E ainda aqui está quem falou."
Serei sempre eu, apesar de tudo. Porque os meus valores não mudaram. Porque não dependo das três Moiras, Senhoras do Destino, para tecerem o meu fado. Dependo apenas de mim. 
Serei sempre eu, também da forma como todos aqueles que rodeiam me ajudaram a ser, a ver, a pensar, a viver.

"(...) mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão..."

De pé!


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Aha!
A resposta a esta eu sei! Eu sei, eu sei!!
Sou eu.
Porque mesmo depois de ter tido um dia de cão, aqui estou, de pé.

Suicide Bunny


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É bom descobrir que no nosso mundo cheio de complicações ainda existem pessoas capazes de ideias simples e, mesmo assim, fantásticas!
Suicide Bunny - The cute guy has issues

Fanatismos


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Gosto muito pouco de fanatismos, de gente fanática.
Ou, em boa verdade, não gosto mesmo nada.

Tira-me do sério aquela faceta do know it all que, regra geral essas pessoas têm, além do que, como diz o Linus, estão sempre prontos para argumentar e, normalmente com cenas que, na minha cabeça, normalmente, não fazem sentido nenhum. E não há puto pachorra para os aturar!

Fanatismo religioso, sindical, clubístico, politico, ambientalista e afins.
Todos eles acabam, de uma forma ou de outra, por interferir na nossa pacatez do dia a dia e, quando um desses me surge qual pedra no sapato, a palavra de ordem é: vai bugiar, passear ao bilhar grande, ver se eu tou na esquina e tantas outras expressões do género.

Guerras, greves, palestras infindáveis, sermões, terrorismos.

E isto, também, a propósito da greve geral que o tuga fez ontem para ficar no quentinho do lar e a estoirar o subsídio de Natal nos centros comerciais que, consta, estavam à pinha.

Para mim, greve seja ela geral ou não, quando é psra ser feita, é para se estar à porta do local do trabalho em silêncio fúnebre manifestando assim, a insatisfação de cada um.
Para o comum do português que aderiu, uma greve é como uma ponte. Mais um dia para o lazer, menos um dia no ordenado. Lisboa a meio da semana parecia Lisboa a um sábado de manhã. 

Apesar de achar que tenho o direito e razões para tal, ontem, não fiz greve, no entanto, por receio de ser afectada por tal, não fui trabalhar, é verdade.
E claro, como sempre, perdi o filme do fanatismo lá à porta. Qual fileira cerrada, um bando de gaiatos, pretendia impedir a entrada a quem quisesse entrar. Ao que consta, bofetões e empurrões e palavras mais acesas. (que raio! perco estes filmes todos que diabo!) Assim que aparece a televisão, o fanatismo que afinal não devia ser assim tanto, desaparece e os ânimos acalmam.

À noite sabemos que houveram colegas a apedrejar fura greves, patrões a atropelar empregados.
À noite, os sindicalistas reinvidicam 3 milhoes de grevistas para si.
À noite, os politicos dizem, naaaaaaaaaaaaaaa!, foram só 29% que aderiram porque isto se fossem os vossos 3 milhões, o país parava, e diz que não parou.

À noite, é última notícia nos telejornais que a Coreia do Norte decidiu, porque sim, bombardear uma ilha que há muito disputa com a Coreia do Sul.

À noite, o povo que reclama os direitos e se esquece das obrigações está em casa no quentinho a pensar que ainda falta esta e aquela prenda para pessoas que deixaram de significar alguma coisa há muito. E gastou-se o que se tem e o que não se tem.

E assim se vê o fanatismo de muitos. Só se o é quando dá jeito.

Drs. Sorrisos :o)


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Eu não sou de ver a TVI. Nem os seu jornais nacionais, nem as suas reportagens nem tão pouco os seus shows de realidades à pressão. Mas hoje, sobreavisada, vi. Uma tal de grande reportagem sobre os Drs. Palhaços.

Há-de convir que, conhecendo a "operação", tendo um irmão que se apelida Dr. Cinho do Céu, e que faz parte daquele mundo, fiquei meio que decepcionada. Não com o trabalho extraordinário que já sabia aquela ONG pratica, mas com a reportagem em si. Souberam a pouco aqueles sorriros sinceros nos olhares das crianças, souberam a pouco estórias de coragem como as da Beatriz, e dos seus pais, e do Dr. Pipoca. Fiquei espectante, com sede de mais reportagem.

Verdade seja que quando o trabalho desenvolvido é Grande, não é preciso ser-se uma excelente repórter (que não o era), não é necessário muito tempo de antena (que não deram), bastam as boas acções, os olhares sorridentes, as músicas cantadas. Tudo que se partilha a troco de nada.

As pessoas que compõem a Operação Nariz Vermelho fazem, e é preciso que fique assente, um grande, enorme, gigante trabalho. Porque, como se disse, pessoas para chorar, para partilhar a dor, há muitas, pessoas para sorrir e partilhar risos, dessas, há poucas.

Parabéns, então, aos artistas que a rir, levam o seu trabalho muito a sério.

Cimeiras e condicionamentos e crise


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Cimeiras e condicionamentos de trânsito e as malfadadas crises dão origem a quê?

A uma visita relâmpago do Barack Obama, ao abandono do Berlusconi em pleno aeroporto, a uns apertos de mãos em passadeira vermelha (à excepção do Berlusconi que ficou retido no aeroporto!), a umas prendas trocadas do tipo souvenirs chiques, e, espantosamente em dias de crise: pontes para a função pública. Talvez por isto é que o Berlusconi tenha chegado atrasado - uns quantos aviões ficaram espalhados na pista.

Enfim.
Italianos à parte, cimeiras de alto cariz internacional e Portugal, dão-se particularmente bem, ou não fossem as pessoas que povoam este país grandes adeptos de folgas e pontes e feriados.
Se não, vejamos: escolas e faculdades fechadas, tribunais a assegurar apenas os serviços minímos (ou seja só o desgraçado é que vai trabalhar), finanças e seguranças sociais fechadas, etc.
Estradas cortadas para que o comum dos mortais, que não presta o dito serviço público, tenha as maiores dificuldades em ir trabalhar, caso assim o queira, na sua viatura privada.

E ainda diz que vivemos em crise e que produzimos pouco...

Eu trabalho numa empresa que se diz privada e ando de transporets públicos por uma questão prática, portanto, as pontes e os cortes de trânsito a mim pouco ou nada me afectaram, assim como em nada me transtorna a visita do Sr. Barack Obama e de uns tantos outros chefes de estado. Tenho mais que fazer, e muito embora admire a postura daquele, o meu mundo não pára, à semelhança de outros, porque ele anda por terras lusas.

É de lamentar que, num país que tanto se queixa da crise e da falta de dinheiro para isto, para aquilo e para aquel'outro, que tanto se lamenta da sua alegada má sorte, aprecie uma boa ponte (não remunerada) e se mantenha em casa a ver a chuva cair, num centro comercial a fazer compras com dinheiros que não tem ou às portas do Parque das Nações a ver passar chefes de estado em carros de luxo e que têm muito mais no bolso do que algumas vez sonharão em ver numa vida inteira.

Mas, como diria o presidente dos Estados Unidos da América, e mantendo a veia optimista que ultimamente se faz sentir,
Yes we can (ultrapassar a crise mesmo com pontes e greves e afins)!

PS: Sim, o Sílvio Berlusconi chegou à cimeira são e salvo. Só um pouco atrasado o que custou ao país um quase incidente diplomático. Mas está tudo bem. Diz que o Sílvio é um porreiraço e que já está tudo para trás do costado!

Por curiosidade...


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Num mundo normal, quando chove não se passa nada, não há desgraça alguma, as ruas são alegres e transformam-se com a imensidão de cores que, de repente, invade as ruas.

Já no nosso mundo, no nosso país, triste por natureza, num dia cinzento e encharcado como foi o dia de hoje, encostem-se a uma parede, sentem-se no interior de um café e experimentem tirar uns minutos para observar quem passa apressado com o seu chapéu de chuva aberto.

Parem. Olhem. Reparem.
Quantos desses guardas-chuva são, afinal, coloridos?

Não, não falo de cores manhosas tipo pastéis, aqueles brancos que são mais sujos que outra coisa ou sequer daqueles vermelhos a fugir mais para o preto e nem dos verdes manhosos da cor da relva em pleno inverno. Isto para não mencionar os chapéus dos senhores, tradicionalmente pretos por natureza.

Falo daqueles de cores bem garridas, daqueles amarelos e laranjas potentosos, dos azuis cueca que se destacam estupidamente, daqueles verde alface, que, no final, fazem a diferença e conseguem tranformar uma paisagem triste e enfadonha numa um bocadinho mais alegre alcançando a diferença.

Quantos destes contam?...

Sorrir...


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Num mundo normal, risos oferecessem-se.

No nosso mundo...
Era simpático que tivéssemos sempre alguém por trás de nós que nos puxasse um sorriso. Que nos oferecesse uma gargalhada bem dada.

A vida seria bem melhor, sem que ligássemos a stresses maléficos e que andássemos sempre bem dispostos, sem amuos patetas e estúpidos e que são, afinal, insignificantes porque a razão do amuo, da chateação, afinal de contas, não vale a pena. Há-que tentar esquecer, então, com todas as nossas forças, todos aqueles motivos que nos tiram do sério e que nos fazem duvidar de nós próprios. Há que fazer por isso, mesmo sabendo o quão difícil isso é.

O que vale a pena é tentar viver a vida da melhor forma possível, rodeados de quem achamos nos faz bem, acompanhados daquelas tais pessoas que nos agarram e nos dão por dar, sem interesse algum, aquele sorriso sincero.

No nosso mundo, era porreiro que sentissemos mais vezes a presença daqueles que, can always make us smile.

I'm Back!...


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Cá está. A minha foto. Tirada a vários metros de altura do histórico cenário que é a cidade de Londres.
Estou de volta há dois dias e tenho estado a pensar no que escrever por aqui. Não sou grande contadora de estórias, e nem sempre sei descrever da melhor maneira os sentimentos que senti e vivi e vi.

Sei dizer que gostei e que quatro dias é muito pouco para se ver e sentir tanta coisa.
Sei dizer que o frio era cortante (e que me valeu um valente cieiro e algo mais), que as pessoas me espantaram pela sua educação e civismo, pela sua simpatia inesperada e de todo sisuda. Que por todo lado havia sempre alguém disposto a ajudar e sempre com um sorriso espelhado na face.
Sei dizer que foi bom e inesperado o encontro com tantos portugueses.

Foi excelente a experiência e terei de a repetir, mas, nessa outra vez, levo o sol comigo, se não se importam! Choveu. Choveu em três dos quatro dias. Apanhei a valente molha, andei com os pés encharcados, espirrei várias vezes e os arrepios tomaram conta de mim por variadíssimas vezes. Mas, foi boa a experiência e terei de a repetir.

Terei de a repetir para que, dessa vez possa sentir mais a cidade e as suas gentes. Para que me possa sentar num daqueles bancos de jardim dedicados e experimentar o ar do campo na cidade e o seu silêncio. Para que possa ver todas as exposições de arte que desta vez não tive a oportunidade de ver. Para que possa passear-me pelas movimentadas ruas e vibrar com a música que paira no ar.

Houveram surpresas boas e uma decepcionante. Bom foi descobrir o tecto da cidade da magnífica roda gigante, que apelidei, sem querer, de Golden Eye (sem qualquer inspiração Bondesca, diga-se). Bom foi redescobrir Gaugin numa fantástica Tate Gallery junto ao Tamisa. Bom foi descobrir em cada esquina um teatro com posters tamanho gigante. Decepcionante foi descobrir que a London Bridge é, afinal, pintada de um tal azul cueca e não daquelas cores fabulosas que se vêem nos postais. Estranha é toda aquela rede de metro que desisti de tentar entender ainda antes de a conhecer.

Enfim.
Picadilly, Trafalgar, Buckingham, Hyde Park, Chinatown, Camden Town, Baker Street, Carnaby, carroceis vintage, Big Ben, cabines telefónicas, Westminster, Thames, London Bridge,...

Pena tenho de não me saber exprimir melhor, de não ser poeta ou escritora para conseguir descrever o sentimento da mesma forma que cá está dentro.

Foi excelente a experiência e terei de a repetir.

O Senhor da Praça Duque de Saldanha


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O Senhor do Adeus deixou o Saldanha.
Despediu-se da praça pela última vez a semana passada.

Este video que encontrei num outro blog acho que diz tudo sem que seja preciso eu alongar-me em mais palavras.

Irá fazer falta aos transeuntes da cidade de Lisboa.

Almost there!


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Quase.. Quase quase por terras de Sua Majestade!
Amanhã, por volta desta hora, se tudo correr bem, estarei a sobrevoar terras francesas e quase a chegar ao destino final.

Devo confessar que não conheço Londres. Talvez uma gaffe sim, mas todos os sitios têm uma hora exacta para serem visitados, e sim, talvez tenha chegado essa altura e seja a ideal. Porque não foi planeada, aconteceu porque sim.

Lá vou eu, pronta para a seca no aeroporto, pronta pra ser olhada de lado quando mostrar o passaporte (porque eu quero mais um carimbo!), pronta para a estafa que vai ser o dia de amanhã, mas entusiasmada, espectante, com o país que é desconhecido, com a cultura que me é estranha, mas que talvez se entranhe, pronta para aproveitar até ao último minuto. Desejosa de me passear no West End, de andar nos mais variados jardins, de chegar até Piccadilly, de descobrir a rede do metro, de ouvir aquele sotaque esquisito.

Sim, coube tudo na mala, peúgos, camisolas e camisolinhas, calças e calçonitas, cachecol e gorro e luvas porque diz que o frio mora para aquelas bandas.

E, não tarda mesmo nada, e considerando que até uma máquina fotográfica me coube na maleta!, a próxima fotografia a postar será minha, sem filtros e sem cores adicionais.
Será a minha fotografia, vista por mim, com o meu olhar.

Em Londres.

Travel light. Hã?!...


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Num mundo normal, é extritamente proibido andar ao soco com malas de viagem que parecem sempre pequenas demais para a quantidade estúpida de coisas que lá queremos pôr dentro. As pessoas são racionais e a máxima do travel light é sempre aplicada.

Já no meu mundo, a informação acima tem de ser rectificada. Queremos não!, precisamos. Porque tudo o que lá enfiamos é de necessidade básica mesmo que depois acabemos por não usar. O que quer dizer que, além de constipada, estou em sofrimento porque nada me cabe dentro da única mala que sou obrigada a levar.

Se estivesse de partida para um lugar soalheiro, caloroso, nada de mal, caberia tudo. Agora sair do fresquinho e ir para o frio valente, é tramado. Põe-se uma camisola, um par de calças e um cachecol e puff! Acabou-se o espaço. Como contornar o tamanho de uma mala de viagem e os 20kg a que me obrigam?!

Bem... Lá vou eu começar a inventar esquemas, dobra aqui, dobra melhor acolá, ah e tal e posso passar sem isto, mas sem aquilo não. E há que que deixar algum espaço para uma ou outra souvenir, para a lembrança que não se pode esquecer, para os essenciais e os I can't live without que devo ser obrigada a trazer!

Afinal de contas, mala mais vazia ou menos cheia, vai valer a pena e daqui a uns dias a foto que aqui estará será da, espero, maravilhosa city of London!