Gosto muito pouco de fanatismos, de gente fanática.
Ou, em boa verdade, não gosto mesmo nada.
Tira-me do sério aquela faceta do know it all que, regra geral essas pessoas têm, além do que, como diz o Linus, estão sempre prontos para argumentar e, normalmente com cenas que, na minha cabeça, normalmente, não fazem sentido nenhum. E não há puto pachorra para os aturar!
Fanatismo religioso, sindical, clubístico, politico, ambientalista e afins.
Todos eles acabam, de uma forma ou de outra, por interferir na nossa pacatez do dia a dia e, quando um desses me surge qual pedra no sapato, a palavra de ordem é: vai bugiar, passear ao bilhar grande, ver se eu tou na esquina e tantas outras expressões do género.
Guerras, greves, palestras infindáveis, sermões, terrorismos.
E isto, também, a propósito da greve geral que o tuga fez ontem para ficar no quentinho do lar e a estoirar o subsídio de Natal nos centros comerciais que, consta, estavam à pinha.
Para mim, greve seja ela geral ou não, quando é psra ser feita, é para se estar à porta do local do trabalho em silêncio fúnebre manifestando assim, a insatisfação de cada um.
Para o comum do português que aderiu, uma greve é como uma ponte. Mais um dia para o lazer, menos um dia no ordenado. Lisboa a meio da semana parecia Lisboa a um sábado de manhã.
Apesar de achar que tenho o direito e razões para tal, ontem, não fiz greve, no entanto, por receio de ser afectada por tal, não fui trabalhar, é verdade.
E claro, como sempre, perdi o filme do fanatismo lá à porta. Qual fileira cerrada, um bando de gaiatos, pretendia impedir a entrada a quem quisesse entrar. Ao que consta, bofetões e empurrões e palavras mais acesas. (que raio! perco estes filmes todos que diabo!) Assim que aparece a televisão, o fanatismo que afinal não devia ser assim tanto, desaparece e os ânimos acalmam.
À noite sabemos que houveram colegas a apedrejar fura greves, patrões a atropelar empregados.
À noite, os sindicalistas reinvidicam 3 milhoes de grevistas para si.
À noite, os politicos dizem, naaaaaaaaaaaaaaa!, foram só 29% que aderiram porque isto se fossem os vossos 3 milhões, o país parava, e diz que não parou.
À noite, é última notícia nos telejornais que a Coreia do Norte decidiu, porque sim, bombardear uma ilha que há muito disputa com a Coreia do Sul.
À noite, o povo que reclama os direitos e se esquece das obrigações está em casa no quentinho a pensar que ainda falta esta e aquela prenda para pessoas que deixaram de significar alguma coisa há muito. E gastou-se o que se tem e o que não se tem.
E assim se vê o fanatismo de muitos. Só se o é quando dá jeito.

Deixo à porta qualquer discussão sobre a greve.
O que quero comentar é mesmo o cartoon. É que tendo em conta essa descrição eu sou sem dúvida alguma "a good fanatic".
:o) Confere sim sr! És sem dúvida alguma " a very good fanatic"! E esses, os que argumentam e sabem argumentar, os que sabem reconhecer que existem outras hipóteses, em nada me incomodam!
Lendo o teu post a descrição de tais pessoas foi muito menos simpática, sendo que por mim tudo bem, estou aberto à discussão :P
Na na! Há os good e os very bad. E os insuportáveis. E são estes dois últimos que se encaixam na categoria - não gosto mesmo nada de gente fanática.
O good, como diz o Linus, é aquele que está sempre pronto para um bom argumento, logo, não é fanático a 100%. Aqueles que o são, nem a uma boa discussão estão abertos! ;)