Vírus, uma visita inesperada


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Para começar, é preciso que se diga e que fique registado que eu não sou uma pessoa de ficar com doenças. Aliás, nem os germes e os vírus querem nada comigo. Normalmente. Regra geral. É um costume, vão na sua vidinha, param, vêem-me e, claro está, fogem a sete pés.

Acho que sou uma daquelas que pode dizer que tem uma saúde de ferro, que não está doente há uma catrefada de anos.
E eu bem que tento... Ah como tento! Eu bem que me abraço a que está viroso talvez porque não me lembre da sensação de me ter passado um camião por cima, do que é ter uma garganta inflamada, de lábios a rachar de tão secos, de ter uma narina entupida ou quiçá, até as duas, de espirrar constantemente, dos olhinhos lacrimejantes a toda a hora.

Pois... Agora já me lembro, muito obrigada.

Houve por aí um germe ranhoso (no sentido literal) que disse: Aha! É mesmo contigo que eu quero estar!!
E cá está. A multiplicar-se. O estúpido.

Muito obrigada por teres chegado a três dias de uma viagem. És um fixe.

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