Uma coisa estranha aconteceu hoje...
Como todos os domingos, tenho o ritual de comprar o jornal Público e o Diário de Notícias e sentar-me em cima da cama, bem refastelada e lê-los.
Mas eis que hoje, nada mais de importante se deve ter passado no mundo já que tanto um como outro estavam replectos de noticías sobre o Mundial 2010 que começa na África do Sul daqui a uns dias.
Eh pah eu até gosto da bola e da nossa selecção, mas assim tanto? Não há pachorra que resista...
Pouco ou nada se falava de um Sócrates a chegar da Venezuela, da candidatura do Manuel Alegra à presidência da república, da greve dos camionistas que começa amanhã ou da da função pública de que já se fala (deve ser para a semana para ficar ali bem colada aos feriados). Deixa-se a morte do Dennis Hopper para segundo plano...
Aqueles dois jornais que tenho como referência há muito, trazem ainda duas revistas que costumo folhear. Mas além da crónica do Zé Diogo Quintela, na Pública, hoje, nada de mais se aproveitava... Era mundial passado, mundial presente e um talvez mundial futuro.
Enfim.
Nada de novo num país que vive futebol, respira futebol...
Archive for maio 2010
África do Sul, 2010
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Catástrofe Ambiental... Ou talvez mais que isso...
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Barack Obama, presidente da "Grande nação" que diz que são os Estados Unidos da América ordenou hoje que a BP pague por todos os prejuizos económicos decorrentes do derrame de petróleo no Golfo do México.
Ora, até aqui tudo muito bem, que a BP pague de facto por todos os prejuizos económicos mas então e o resto?!
Hey Mr President...
Ir até praias interditas agarrar em bolas de nafta não chega.
Aumentar a ajuda à população, não é suficiente.
Temos títulos de segunda página:
Diz a TVI 24: " Maré Negra: Obama anuncia comissão de investigação."
A AFP: "" Maré Negra: Obama ataca petroleiras e anuncia maior controlo."
A Euronews: " BP e EUA sem solução para maré negra."
E há mais. Infelizmente, há muitas mais.
Mas há muito poucas que nos falam do desastre ambiental que está a acontecer na costa dos Estados Unidos, e prestes a chegar à costa de Cuba e do México.
Faz falta quem se preocupe, quem ajude os animais da terra e do mar. Porque esses, infelizmente, não se conseguem ajudar... Não se conseguem salvar...
A professora
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O dedo
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Toureios...
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Com amor... De Portugal!
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Ora bem...
Como é que se coméssa a falar sobre a língua portugueza e as fabulosas calinadas excritas e, faladas, que este nobre povo luzo comé-te tão trajicamente e sem que se apresseba?
Talves assim...
Com umas quantas... Mas... Aha! Atreves-te a traduzir?!
É verdade que a nossa língua é de facto das mais difíceis e complicadas do mundo de aprender a falar e a escrever, mas que raio!, se nos dão ditados e cópias na primária para alguma coisa é!
Mas é complicado, se não vejamos um dia na vida de uma estranha:
" Depois de um alevantar complicado logo pela manhã, sacas do leitinho lá do fringorifico, e achas que te pores jeitosa nada melhor que um bruching no cabeleireiro lá do bairro. Depois, Pimba! Esqueces-te das lunetes, o estigmatismo está pior mas não interessa. Metes-te ao caminho e siga para a otostrada. Dá-te a fomeca, encostas a viatura. Hummm... Um cachorro com catchup, umas salchichas bem aviadas e um pudim do ovo pra sobremesa vem mesmo a calhar! Para rematar, uns percebes (ou em inglês, understands). Segues caminho. Hás-des encontrar o sitio para fazer a escrição! Que diabo não pode ser assim tão longe... Vê lá se vês por aí um lugar onde póssamos estacionar o carro faz favor! Começas a ficar cansada e pensas: para a próxima não váiamos assim para tão longe... Até que finalmente chegas ao destino e na porta pode ler-se: agadrecemos que feixem a porta. "
Ora, o português tem realmente muito que se lhe diga, a confusão com os dois esses, com o zê no lugar do ésse sózinho, o á será com ou sem agá, usar o jota ou o gê, o hífen que tem uma tendência parva de se meter em todo o lado e isto de tempos verbais e de gramática é do pior que o Deus me livre!
A Lingua Portuguesa é do melhor que há. Inventa-se, reinventa-se todos os dias. Adopta estrangeirismos, usa os seus regionalismos e isso faz, também, parte da nossa cultura.
Que seria de nós sem as alcagoitas, os canitos, as áugas, os bandulhos, os jalecos e as zoadas deste país?
Ele há filmes... E filmes...
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Num mundo normal, os filmes fazem-nos pensar, fazem-nos rir, sorrir, chorar. E curiosamente, n munsso mundo também. Embora por cá tenhamos os maus tambem,ou vá..., os péssimos.
Há aqueles que são os filmes da nossa vida,aqueles que nunca esqueceremos, os que, de uma maneira ou de outra, nos ajudaram também eles a crescer - e estes sim, cumprem o seu papel.
E depois há aqueles que nos marcam de outra forma, nem sempre positiva...
Por exemplo, era eu garota, e enquanto via o ET com os meus catitas 5 ou 6 anos, escondi-me por debaixo da cadeira do cinema S. Jorge a morrer de medo que aquele ser estranho de outro mundo e ainda por cima enrugado viesse atrás de mim. E a sensação continuou. De todas as vezes que ía à casa de banho com aquela tenra idade achava que o tipo tinha vindo atrás de mim e que se escondia na banheira por trás das cortinas. Já mais tarde, percebi, ca estupidez! mas porque é que não usou logo o telefone e ligou para casa em vez de me andar a azucrinar?!
Enfim... Depois tinha um Neverending Story com um mundo fantástico que sonhava fosse o meu, um Poltergeist que sempre que a emissão da tv acabava achava que alguma coisa do outro lado falava comigo e um Freddy Krueger que não me deixava dormir.
Que diabo!Que miúda tótó! Não dorme porque o Freddy is coming - nine ten, never sleep again, tem medo de encontrar o ET na banheira e achava que haviam vozes na tv que falavam com ela...
Depois temos as maravilhas que nos emocionam... O Clube dos Poetas Mortos, O Império do Sol. Dois em muitos.
Depois temos os recentes 3D... Mas mas mas... já ninguém pode com as três dimensões e os óculos obrigatorios. Já não há paciência! Isso era para quando era novidade e era um por época tipo Monstro da Lagoa Negra!
Esperemos então que neste mundo os realizadores, os grandes realizadores nos continuem a inspirar, a fazer sonhar.
"I went into the woods because
I wanted to live deliberatly.
I wanted to live deep and
suck out all the marrow of life...
To put to rout all that was not life;
and not, when I came to die,
discover that I have not lived."
Henry David Thoreau
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Washington Irving disse:
"Há uma santidade nas lágrimas:
Não são o simbolo de fraqueza mas de poder.
São as mensageiras de um sofrimento esmagador e de um amor indescritível."
Dói.
Daquela forma que parece tudo corrói por dentro, daquela forma que nos torna o coração que, uma vez quebrado, mais pequeno, que nos aperta por dentro.
E magoa.
Da tal forma que não se consegue descrever...
"Devemos manter os nossos olhos nas estrelas lembrando-nos de manter os pés no chão", já dizia Roosevelt, mas é dificil quando nos sentimos elevados por algo mais forte que nós, por algo que nos leva da realidade até ao mundo dos sonhos onde tudo é possível.
E arrebata-nos de tal forma...
Dói. Magoa.
Opções...
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Certo e errado. Bem e mal. Frio e quente. Preto e branco. Esquerda e direita. Fácil e difícil.Sim e Não.
Com vontade de ficar...
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Num mundo normal, a amizade não se discute, não se descobre, não se pensa nela, sente-se e pronto.
No nosso, há que descobri-la. Mas essa jornada, essa viagem, nem sempre é fácil, nem sempre é pretendida, mas às vezes temos surpresas, das boas e claro, das más também.
Amigo, e não querendo cair no lugar comum das palavras, é aquele que está ao nosso lado de forma altruísta. É aquele que não quer nada em troca, que está porque gosta sem exigir nada em troca. É aquele que ouve e sabe ouvir. É quem nos apoia nas boas decisões e nos critica nas más, é quem nos aponta o dedo e nos dá um abraço, um ombro, de seguida. É quem não pergunta e entende com um olhar...
Dizia Charles Chaplin:
"Durante a nossa vida conhecemos pessoas que vêm e que ficam,
Outras que vêm e passam.
Existem aquelas que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
E existem aquelas que vêm e se vão com enorme vontade de ficar..."
A todos aqueles que me conhecem e se quiseram dar ao trabalho de me conhecer, que me criticam e apoiam, a todos aqueles que se têm mantido ao longo dos anos, obrigada.
Ssshhhh...
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Ssshhhh... Sshhhh... Silêncio...
Não, não se vai cantar o fado, se bem que ultimamente já só falta mesmo isso.
É dito e certo que ele há algumas, vá, muitas coisas que me chateiam, me aborrecem, me tiram do sério. A falta de silêncio e o facto de outros não respeitarem os meus ouvidos são uma delas. Além do que, à conta, sou bem capaz de daqui a uns aninhos vir a precisar da visita de um daqueles agentes manhosos que vendem aparelhos auditivos a pilhas de relógio a baixo custo e dedutíveis no IRS.
Num mundo perfeito ninguém ousa perturbar o som do silêncio, conversa-se sem se falar, ouve-se sem se escutar. Aí, basta fechar fechar os olhos para que o sentido da audição entre em shut down.
Por cá, não. O silêncio máximo e absoluto não se respeita, logo, não existe. Basta pensar na parafernália de sons que nos rodeia todos os dias, a todas as horas - é inacreditável, insuportável. Ora é o bruá das conversas alheias que se têm num tom ridiculamente alto, ou o vizinho de cima a quem apetece fazer umas mudanças às tantas da noite, ou o ruído que insiste em tocar nos carros que passam.
Grandes, pequenas ou médias concentrações tornam-se impossíveis de suportar...
E chateia-me. E tira-me do sério essa falta de respeito.
Será só a mim?...
Os três "Fs" continuam...
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Correm os anos 70 e Zeca Afonso canta:
Category Politiquices
Just go with the flow...
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Num mundo perfeito, a felicidade corre pelas veias, não é preciso procurá-la ou sequer alcançá-la. A tristeza não existe nem toma conta de nós quando menos esperamos, por motivos que desconhecemos ou por motivo nenhum.
Num mundo normal, percorremos os arco íris do inicio ao fim mesmo quando o sol não brilha, encontramos soluções para atravessar um riacho que corre na sua máxima força. Neste, desistimos e meio porque a jornada para a subido do arco nos parece demasiado longa e o riacho está sempre agitado.
Aqui, falta a coragem para continuar a lutar contra nós próprios, e outros, quando o melhor é apenas go with the flow, como se faz num mundo perfeito, onde a fé fervorosa não existe, não é precisa e nem sequer se lhe nota a falta. Por cá, a fé por necessidade, quase que por desespero é o que move muita gente. E é o não ter a ajuda divina, o falhar no final, a desilusão, que nos deita ao chão e não nos deixa levantar. É o medo que nos deixa estarrecidos e presos a um passado onde outrora fomos, vá, felizes. Ou quase... Sem que nos apercebessemos que a felicidade é eterea e, quiçá, talvez utópica.
Viver neste mundo não é fácil, mas podemos sempre facilitar...
Sta Claus is coming to town! Ups! Afinal parece que não...
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Category Embirrações
Todos têm os seus azares...
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De facto...
Todos têm os seus azares...
Este foi apanhado em flagrante gamanço e sem vergonha nenhuma (o que queremos que faça da sua vida?! Hum... Pois... Nada!... Acabe com ela. Talvez seja mais fácil...),
Outros têm de ouvir outros ainda mais idiotas ainda a insultarem-nos com qualquer coisa do tipo: "o sr é um palhaço!" (com muito gosto qual anúncio, pode-se pressupor!),
E outros há que ainda dizem: (...) é a tua tia! (como se a desgraçada da senhora tivesse alguma culpa no nascimento de tal criatura!).
E por gente assim está a ser governado o nosso país...
(P.S. Grande Mário Crespo!!)
Lá num país cheio de cores...
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E pronto! Já cá faltava este tema tantas vezes falado, tantas vezes saudosamente recordado! Que diabo isto é difícil caramba! Há tanta coisa de que nos lembramos desejando que o tempo voltasse para trás só para sentir aquela sensação outra vez...
Como costumo dizer, a minha geração, outrora "rasca", é a geração dos desenhos animados, vá!..., tótós, patetas, dos desgraçados e dos orfãos que com as suas estórias de vida nos partiam o coração e aqueles genéricos musicados a puxar ao sentimento.
Naquela altura a nossa vida era tudo menos um drama. Eramos felizes no verdadeiro sentido da palavra.
Naqueles dias estava oficialmente aberta a era do Sandokan, do Marco, da Heidi, da Candy Candy, da Abelha Maia, do Verão Azul. Tudo séries de tv feitas de miúdos com vidas do pior que o Deus me livre para miúdos com vidas (sei hoje!) de sonho.
O Verão Azul, por exemplo. Essa fantástica série espanhola que conseguiu capturar o verdadeiro sentido das férias grandes só sabe bem rever quando? Ora pois! No Verão! Experimentar ver isto no Inverno é quase como que andar com uma t-shirt em plenos Pirinéus da Heidi. Não, o Verão azul é para ser visto entre Julho e Agosto.
Era a altura em que saltávamos aos pulos para a cama dos nossos pais às 7 da manha para nos ligarem a televisão porque não chegávamos ao botão e olhávamos para aquela mira técnica durante minutos que nos pareciam horas.
E enfim, éramos felizes.
Para nós chegava o fabuloso Toddy-cóptero a cheirar a chocolate pró leite, um jogo de peão, um elástico sacado à socapa das cenas das mães, ficavamos contentes com uns berlindes e fazíamos a festa com uns carrinhos de rolamentos pra descer a rua. Nessa altura podiamos sair à rua sem medos e em que a única recomendação era um estrondoso: "Não aceites doces de estranhos!!" e pimba! Porta fechada atrás de nós e toca prá rua até às tantas!
O mais próximo de tecnologia que tínhamos era uma folha de celofane azul ou vermelho em frente aos ecrãs das tvs a preto e branco e um zx-spectrum com teclas de borracha que derretiam depois de muito tempo a jogar aqueles jogos que demoravam eternidades a carregar com um tal de load "".
E éramos felizes. Muito felizes...
Super Heróis - Ou talvez não...
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Na nossa realidade, pessoas há muitas, heróis, muito poucos. Há os aspirantes, aqueles que sonham em ser a figura épica do filme de ficção da moda e ainda aqueles que sonham em ser quem não podem ser.
Num mundo perfeito, ser um super herói não é nada de especial. Todos o são. Todos lutam de "capa e espada e sabres de luz" para superar de forma excepcional um qualquer problema de dimensão épica.
E quantos de nós não anseiam em lutar contra o crime e a injustiça que muitas vezes nos rodeiam, hum?! Quantos de nós não tiveram já a vontade de arrancar a camisa qual Super Homem ou Homem Aranha numa cabine telefónica (daquelas que hoje são raras) e salvar a "donzela" em perigo?
Quantos de nós nos esquecemos que ser super herói não é só isso?...
Para ser Herói não é precisa uma capa nem super poderes do tipo voar ou visão do tipo raio-x.
Basta vontade. Basta ser altruísta e ser guiado por fortes ideais, ser moral.
Fazer a diferença é o suficiente.
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Num mundo normal, a arrogância não existe, à semelhança de tantas outras coisas.
Já a nossa dimensão parece estar literalmente carregada de gente "know it all" incapaz de reconhecer o que não sabe, inaptos na capacidade de se declararem tão simplesmente,...
Estúpidos.
No nosso país...
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Uma leve sessão de matemática...
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