Archive for julho 2010

Mudem-se os tempos, acabem-se com os chumbos


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Cum catano cum camandro oh diabo!
Perdoem-me o desabafo mas isto não é normal!

Vivemos num mundo anormal onde os catraios do 12º ano não sabem já quem é o Camões, o que escreveu, quando viveu, putos que não escrevem uma composição porque é impressionante o trabalho que dá, rapazes e raparigas que não sabem ler quanto mais escrever, e ainda pensam que isto é normal e lá se está a fazer de tudo para se tentar acabar com o chumbo, o reprovar, o ficar para trás.

Eu até gosto do trabalho da sra. ministra. Ou antes, até gosto da escrita da Isabel Alçada. Cresci a ler grande parte da colecção da "Uma Aventura" em qualquer lado, porque onde quer que fosse me levava para um sitio diferente. Mas ser escritora é muito diferente que ser ministra... Porque dizer que reprovar não serve para ajudar é dizer uma coisa, vá, estúpida. Até posso estar redondamente enganada e ter várias opiniões contra a minha, mas assim de repente, ideia estúpida é o que me vem à memória.

O que é que vai ser daquele medo miudinho que se apoderava todos os fins de ano para saber se se chumbou e explodir de alegria quando se viam só duas negas?!
O que é que vai acontecer àquela cena manhosa do conhecer gentes novas numa nova turma?!

Não fui durante os meus tempos de escola uma aluna exemplar, tive as minhas negas, os meus quatros e cincos, mas nunca chumbei na vida, portanto não sei o que será nem como será.

Quer-se acabar como chumbo e fazer um acompanhamento constante àqueles que demonstrem mais dificuldades. Ok. Mas esse acompanhamento deveria ser sempre feito. Ou não? Não deveria ser um professor um pedagogo? Não deveria ter um professor o gosto de ensinar? (mas isto de professores é outro tema...)

Então e se os alunos não quiserem mesmo aprender e continuarem com as mesmas dificuldades ao fim do ano? Que fazer então? Ah!, passam-se, é verdade!, porque deixaram de haver chumbos!! E vai-se permitir que esses putos destabilizem uma turma de quem até quer aprender?
Tudo bem.
O nosso país está a criar gente mal formada que vai chegar ao 12º ano sem saber falar, escrever, criar e debater ideias, gente mal educada que vai chegar ao fim cheio de peneiras e que vai acabar por competir por um emprego com aquele que até se esmifrou ali no batente por doze, ou quiça, mais anos.
E ainda se aplaude por isso.
Ora pois então, clap! clap! clap sra ministra.

Até um dia António...


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Muito se vai dizer, muito se vai escrever sobre o seu humor, empenho, profissionalismo e humildade.

Não me alongo, basta dizer que o António Feio vai fazer falta ao nosso mundo.

Toureios... Parte II


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Olé!

O bom senso atacou a Catalunha pelos cornos e as touradas estarão proibidas naquela região espanhola a partir do dia 01 de Janeiro de 2012.

Era bom que a medida se estendesse até este lado da fronteira, era bom que essa atitude se espalhasse ao resto da Espanha, ao resto do mundo onde ainda se conseguem ver imagens como esta aqui ao lado (que é meiguinha, diga-se).
Diga-se, portanto:
Visca Catalunya!!!

Mais houvessem!


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Francis Obikwelu competiu ontem nos Europeus de Atlestismo com o vermelho amarelo e verde de Portugal vestido. No corpo e na alma. Mesmo depois de ter anunciado há uns tempos que se iria retirar da competição.
Obikwelu ficou em 4º lugar com o mesmo tempo que o terceiro. Decisão tomada via fotofinish que, diga-se, não convence ninguém.
Mas passando, e porque a humildade não se vê todos os dias, sobretudo em atletas de alta competição, na entrevista flash após a corrida e depois de saber que lhe tinha sido "atribuida" aquela posição que não chega ao pódio por um bocadinho assim, o atleta, com um sorriso estupendo e sincero diz que: " Não faz mal, o que interessa é competir."

E lá está!
De facto, num mundo normal, o que interessa é competir. Se vier uma vitória por acréscimo ao esforço, melhor.
Mais houvessem no nosso mundo pessoas assim.

PS: Este fotofinish maléfico não convence ninguém...

A reboque


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Tenho muito orgulho no meu carro, ah pois que tenho. Ah! Mas isso é normal! Não não é. Há quem o escavaque e dê cabo do seu e não tenha cuidado nenhum. Eu não. Tento estimá-lo. Sei o que me custou e quanto me custou pagá-lo.
Eh pah eu considero-me uma pessoa, digamos que normal, num mundo um bocadinho anormal. Uma maçada. E porquê?
Gosto de acreditar que quem me presta um serviço, que pago sem regateios!, não me engana - porque claro está, se lhe pago é porque confio e se confio não estou a contar obviamente que me enganem.
E que raio, têm-me enganado, no que ao meu carro diz respeito. Não tenho voz grossa nem um ar digamos que, másculo forte e agressivo, que não tenho, e parece-me que o facto de não possuir essas caracteristicas rufias dá azo a uma série de desventuras.
Primeiro um tipo de mota, sem carta, dá uma pantufada valente. Tóto, qual bófia!, resta-me uma morada onde não mora ninguém - Patifaria.
Depois, para arranjar, mando pintar, orientar ali a coisa. Pago um balúrdio. Hoje a pintura está a estalar.
Tenho ainda o episódio da bateria que foi vendida já usada e o último, uma revisão que não reviu grande coisa, aparentemente - Raios. Mecânicos inspiradores.
À conta:
Luzes encarnadas desconhecidas a surgir num tablier que nunca tinha pscado tanto antes;
Um rasto brutal de óleo que sempre julguei ser alheio;
Mais de 45 min. à espera de um reboque com um calor dos diabos e gotas estúpidas de suor que insistiam em me escorrer costas abaixo;
Nada de mais. Raios.
Solução? Apertar muito bem o filtro de óleo, pegar num funil e em três litros, encher, medir, fechar a tampa. E, claro, pagar. Pagar porque alguém se esqueceu de fechar uma tampa!!!

E assim, porque anda meio mundo a tentar enganar outro meio mundo, andamos todos a reboque na nossa pacatez no nosso mundo normal.


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Para sempre.
Até sempre.

Os Fabulosos anos 80!


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Por entre arrumações e desarrumações, entre memórias e lembranças, encontrei um artigo de 2002, do Francisco Salgueiro, publicado na Noticias Magazine (03/03/2002) que me fez viajar a um passado, que é já talvez um pouco distante - mas que fará sempre parte de mim e de outros tantos quantos viveram os maravilhosos anos 80.

Passo a transcrever algumas passagens daquele artigo com, claro!, algumas actualizações:

" Nos anos 80 comer uma lata de atum, um pacote de bolachas com creme ou beber um copo de leite era um desporto radical mais perigoso que fazer bungee jumping do topo do Cristo Rei. E porquê? Não existiam prazos de validade nas embalagens. Sempre que se comia uma trouxa de ovos, cada dentada podia ser a última da nossa vida. Cada trincadela poderia ser um comité de boas vindas para uma familia de salmonelas que vinha fazer férias no nosso corpanzil.
(...)
Trimmmm.... Trimmmm...
Desde o momento em que se marcava um número de telefone, até à altura em que alguém do outro lado respondia, dava para um pêlo da barba crescer uns 20 cm: os telefones não tinham teclas, mas sim um disco com uns números; quanto maiores fossem, mais tempo demorava a dar a volta. Ou seja, ligar para um 987886 era, de facto, um suplício.
Que saudades tenho eu de estar na praia, numa sessão de cinema, no Metro e não ouvir telefones a tocar ou conversas que muitas vezes se deveriam manter privadas e que, por motivos óbvios, deixam de o ser. Os telemóveis ainda não existiam. E conseguíamos viver, espante-se! Eram momentos acolhedores, inspiradores. Simples. Delicados. Calmantes. Agora, nunca sei se um telemóvel ao meu lado vai tocar ao som de um Quim Barreiros ou de uma Rihanna...
(...)
Zapping
Desafio qualquer pessoa que ache que a melhor invenção jamais feita em toda a História da Humanidade foi a roda, o preservativo, o telefone ou a luz. Em primeiro lugar, a poucos centímetros do segundo classificado, o Big Brother, está: o telecomando. Se são sub-20, é altura para ficarem horrorizados. Podem gritar, guinchar ou mugir que ninguém vos levará a mal. No príncipio dos anos 80 o telecomando ddas televisões chama-se: pernas. Quando queriamos mudar de canal tínhamos de levantar-nos. Felizmente, só haviam dois canais... Se fosse hoje, coma mais de 100, em cada casa teria de haver um médico em alerta permanente por causa das lesões e eventuais luxações.
(...)
To be continued...

Momentos...


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Há momentos da nossa infância que guardamos para sempre na nossa memória e que fazem de nós aquilo que somos mais tarde.

Há cheiros que guardamos para sempre nas nossas lembranças e que sempre que o sentimos voltamos ao passado.

Felizmente, tenho muitos. Armação de Pera, Portimão, Caldas da Rainha, Salir do Porto, Nazaré, S. Martinho do Porto, Figueira da Foz, Lisboa, Miratejo. Casa.

De cada vez que me aproximo daquela mitica estação de comboios das Caldas da Rainha, não esqueço o odor do óleo queimado da automotora que nos levava até S. Martinho do Porto. E lá, o cheiro do pão acabado de fazer na padaria da esquina onde comprávamos o pão e o fiambre prá sandocha. O rebolar duna abaixo e acabar dentro de água. E o retornar a casa depois da estafa, a espera na estação colocando caricas de Orangina e latas de green sands nos carris por onde havia de passar aquela automotora com destino ao Bombarral.

O cheiro da terra molhada depois dos banhos de mangueira no quintal.

Grande parte dos verões da minha infância foram passados naquela cidade. Nem sempre a gosto, em boa verdade, achava que era uma seca.

A casa cheirava a mofo de estar fechada quase um ano inteiro, faltavam os amigos lá longe, os meus brinquedos. Mas havia uma árvore para subir, baloiço para baloiçar, um antepassado de playstation, bicicleta para ir de encontro a fontes e acabar espatifada, bota Botilde para saltitar até mais não, trotinete, skate para torcer um pé em chão de cimento e pouco mais. E haviam os passeios. - "Quem saiu com o avô nunca se prejudicou"! ouvia eu, e lá calhava um bolo da pastelaria Machado, um gelado na Venezia, um passeio semanal a um lugar surpresa.

Tínhamos almoços e jantares no nosso quintal com a tv salora lá fora onde a mosquitagem nos melgava e costumavam ter um final, vá!, não muito feliz! Ficava no ar o cheiro do jaquinzinho bem frito, do melão bem maduro que sorvia em tom de guludice e da ameixa que crescia já madura na nossa árvore.
O cheiro do Natal, das, poucas, festas de aniverário, das tardes bem passadas. Do Pai, do Avô, da Avó. Da casa vazia. Da saudade.
De momentos que nunca mais voltam mas que tenho comigo sempre. Para sempre.

Igrejas e empilhadoras


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Finalmente!
Até que enfim alguém com juízo!
Eh pah eu sou contra a violência, mas ainda bem que existe um tal de Sr. Eleutério Cortes em Faro!
Este senhor num dia como outro dia qualquer pegou na sua empilhadora como quem pega no seu carro de manhã pela fresquinha e zunga! toda de ir de encontro à porta daquela auto intitulada igreja! Houvessem mais Eleutérios e varressem aquela suposta instituição do nosso e de outros países!!
Este senhor não deu mais porque a sua mulher não deixou - e ainda bem que havia alguém com algum siso lá por casa! Deu de féria àqueles falsos profetas, carros, cavalos, cem mil euros, ouro, etc.

Diz ainda quem partilha da "fé" que não vê justificação para o acontecido. Atão mas esta gente é parva?!? Ou estúpida?!?
Não há Deus nenhum que peça dinheiro a ninguém para em troca dar a felicidade eterna! Digo eu, mas também não sei, já que nas conversas que costumo ter com o meu Deus não temos por hábito falar de dinheiros e essas coisas.

A fé e os deuses de cada um são coisas complicadas e não devem ser julgadas. Mas faz-me, honestamente, muita confusão que, nos dias que correm, ainda existam pessoas tão fracas de mente que se deixem levar por esses supostos e alegados profetas...

E claro, devemos respeitar todas as ideologias, todas as religiões, todas as congregações religiosas. Por isso mesmo é que não posso, nunca, respeitar a igreja universal.

O Sr. Eleutério é portanto um herói.

Viva la España!


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Eu bem tentei encontrar um daqueles mapas em que Espanha e Portugal aparecem unificados em que este pequenino país à beira mar plantado não é mais que mas uma província espanhola. Mas nada. Nicles. Não encontrei.
E para que é que eu quereria um desenho desses? Pois bem. A Espanha é Campeã da Europa e Campeã do Mundo de futebol.
O polvo Paul previu, e o polvo Paul acertou! E em todos os resultados da selecção Alemão que ficou num honroso 3º lugar e ainda teve a audácia de acertar no derradeiro jogo, e talvez se tenha safo de uma salada ou de um estufado.

Os espanhóis estão em euforia no país ao lado e, pelo menos por ora, têm orgulho em ser enfim, espanhóis. E ao português? Resta dizer: "Ah! Perdemos porque são campeões da europa e agora do mundo! Não perdemos com uns quaisquer!" Pensamento tuga! Ai ca nervosss!! Perdemos porque não soubemos jogar à bola, perdemos porque ainda não temos uma equipa, perdemos porque entrámos cheios de medo no jogo, pedremos porque o complexo de inferioridade não ataca só quem quem cá mora - aos jogadores altamente bem pagos também -, perdemos porque perdemos. E pronto. Sem truques, perdemos porque sim.

Não fosse um D. João IV a armar confusão no Terreiro do Paço e vá!, achar que era altura de acabar com os Filipes que nem sequer tinham cá a corte vinham cá passear uns dias nem chateavam nem nada, eramos nós espanhóis também e também estavamos a gritar com plenos pulmões: "Campeones! Campeones!" ou "Yo soy español, español, español!"

Mas naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Eu até gosto de ser daqui e de falar a nossa língua, e nem acho piada ao país aqui do lado direito, mas, como sempre, o português acha que tem sempre razão e expulsar os Filipes deste cantinho foi, supostamente o melhor que foi feito. Há-de haver muito rebelde de 1640 adepto da bola, às voltas nas sepulturas...

Mas enfim. Como me apetecia gritar por uma selecção que fosse a minha, raios partam o D. João IV e os seus apoiantes.
E...
Viva laEspaña!

Assim, ninguém aguenta...


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Num mundo normal, semanas com este calor são simplesmente impensáveis.
É impressionante que existam sitios em Portugal onde a terra aquece até aos 50º, e outros tantos onde o termómetro consiga chegar aos 45º.
Eu sou leiga em assuntos como o aquecimento global e alterações cimáticas, mas sinto-os na pele. Todos sentimos. Segundo os entendidos, desde os finais dos anos de 1800 que não se faziam sentir temperaturas como as desta semana e que não houve um ano tão quente como este... E ainda só passaram seis meses... Já desapareceu dos polos a quantidade de gelo equivalente a três vezes a área de Portugal Continental. Impressionante. Ou talvez ainda não.
E ninguém tá numa de se chatear muito com isso. Também para quê?! Não estamos cá para sofrer as consequências certo?! Mas estamos agora que diabo! E mais dias como estes são impensáveis. Ninguém aguenta!
Se eu já sou meio embirrenta e um tanto ou quanto irritante num estado normal, em estado sobreaquecido, deixo o alerta: é pior ainda! Sem dormir, a pingar por tudo quanto é poro (ca nojo!!!), e ainda por cima a trabalhar sem fonte de água... Muito mau.
Numo mundo perfeito, o ar circula e não aquece mais que a uns, vá!, 28 graus. É o máximo que sobe, nada mais que isso.
Já no nosso mundo parece que 50 graus em plena Amareleja não chega. Ainda veremos chegar aos 55...