Por entre arrumações e desarrumações, entre memórias e lembranças, encontrei um artigo de 2002, do Francisco Salgueiro, publicado na Noticias Magazine (03/03/2002) que me fez viajar a um passado, que é já talvez um pouco distante - mas que fará sempre parte de mim e de outros tantos quantos viveram os maravilhosos anos 80.
Passo a transcrever algumas passagens daquele artigo com, claro!, algumas actualizações:
" Nos anos 80 comer uma lata de atum, um pacote de bolachas com creme ou beber um copo de leite era um desporto radical mais perigoso que fazer bungee jumping do topo do Cristo Rei. E porquê? Não existiam prazos de validade nas embalagens. Sempre que se comia uma trouxa de ovos, cada dentada podia ser a última da nossa vida. Cada trincadela poderia ser um comité de boas vindas para uma familia de salmonelas que vinha fazer férias no nosso corpanzil.
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Trimmmm.... Trimmmm...
Desde o momento em que se marcava um número de telefone, até à altura em que alguém do outro lado respondia, dava para um pêlo da barba crescer uns 20 cm: os telefones não tinham teclas, mas sim um disco com uns números; quanto maiores fossem, mais tempo demorava a dar a volta. Ou seja, ligar para um 987886 era, de facto, um suplício.
Que saudades tenho eu de estar na praia, numa sessão de cinema, no Metro e não ouvir telefones a tocar ou conversas que muitas vezes se deveriam manter privadas e que, por motivos óbvios, deixam de o ser. Os telemóveis ainda não existiam. E conseguíamos viver, espante-se! Eram momentos acolhedores, inspiradores. Simples. Delicados. Calmantes. Agora, nunca sei se um telemóvel ao meu lado vai tocar ao som de um Quim Barreiros ou de uma Rihanna...
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Zapping
Desafio qualquer pessoa que ache que a melhor invenção jamais feita em toda a História da Humanidade foi a roda, o preservativo, o telefone ou a luz. Em primeiro lugar, a poucos centímetros do segundo classificado, o Big Brother, está: o telecomando. Se são sub-20, é altura para ficarem horrorizados. Podem gritar, guinchar ou mugir que ninguém vos levará a mal. No príncipio dos anos 80 o telecomando ddas televisões chama-se: pernas. Quando queriamos mudar de canal tínhamos de levantar-nos. Felizmente, só haviam dois canais... Se fosse hoje, coma mais de 100, em cada casa teria de haver um médico em alerta permanente por causa das lesões e eventuais luxações.
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To be continued...
