Tenho muito orgulho no meu carro, ah pois que tenho. Ah! Mas isso é normal! Não não é. Há quem o escavaque e dê cabo do seu e não tenha cuidado nenhum. Eu não. Tento estimá-lo. Sei o que me custou e quanto me custou pagá-lo.
Eh pah eu considero-me uma pessoa, digamos que normal, num mundo um bocadinho anormal. Uma maçada. E porquê?
Gosto de acreditar que quem me presta um serviço, que pago sem regateios!, não me engana - porque claro está, se lhe pago é porque confio e se confio não estou a contar obviamente que me enganem.
E que raio, têm-me enganado, no que ao meu carro diz respeito. Não tenho voz grossa nem um ar digamos que, másculo forte e agressivo, que não tenho, e parece-me que o facto de não possuir essas caracteristicas rufias dá azo a uma série de desventuras.
Primeiro um tipo de mota, sem carta, dá uma pantufada valente. Tóto, qual bófia!, resta-me uma morada onde não mora ninguém - Patifaria.
Depois, para arranjar, mando pintar, orientar ali a coisa. Pago um balúrdio. Hoje a pintura está a estalar.
Tenho ainda o episódio da bateria que foi vendida já usada e o último, uma revisão que não reviu grande coisa, aparentemente - Raios. Mecânicos inspiradores.
À conta:
Luzes encarnadas desconhecidas a surgir num tablier que nunca tinha pscado tanto antes;
Um rasto brutal de óleo que sempre julguei ser alheio;
Mais de 45 min. à espera de um reboque com um calor dos diabos e gotas estúpidas de suor que insistiam em me escorrer costas abaixo;
Nada de mais. Raios.
Solução? Apertar muito bem o filtro de óleo, pegar num funil e em três litros, encher, medir, fechar a tampa. E, claro, pagar. Pagar porque alguém se esqueceu de fechar uma tampa!!!
E assim, porque anda meio mundo a tentar enganar outro meio mundo, andamos todos a reboque na nossa pacatez no nosso mundo normal.
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A reboque
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