Archive for 2013

NiLdeberto, o ramboieiro


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NiLdeberto, quero que saibas que és um bom veículo. Apesar de beberes que nem um maluco. De seres por vezes um pouco mais lento do que eu gostaria. De te sujares com mais facilidade que o teu predecessor TIbúrcio. De me tirares uns trocos jeitosos todos os meses. 
NiLdeberto, eu gosto de ti, foste quase amor à primeira vista. Eras o menino janota cá da terra e o mai novo cá da malta. Lavadinho, reluzias entre os outros e impunhas o teu respeito.
Até ontem à noite.
Decidiste rebeliar-te. Malandro, meu sacana. Fartaste-te de andar só e quiseste ter um muito close encounter com um daqueles postes manhosos de estacionamento que têm quase metade da minha altura.
E deixaste de ser o menino bonito cá da área e passaste a ser mais um entre todos os outros, NiLdeberto. Porquê NiLdeberto, porquê?!? 
Juro que não te entendo mais NiLdeberto. Sempre tive todo o cuidado contigo, sempre te estacionei em sitios onde para os outros fosse difícil chegar até ti, sempre te lavei para ficares reluzente (embora estes dias andasses um pouco mais porcalhão que o é normal, é a crise, devias entender...), já te aspirei a areia da praia que carregavas contigo, já te dei água cheirosa para os teus vidros, e mesmo assim preferiste um poste inventado por um palerma qualquer que nem se lembrou de o embelezar com umas tiras fluorescentes para que pudesse ser visto em locais com zero iluminação. 
Tudo bem, NiLdeberto.
Chegaste do teu encontro tarde e a más horas, riscado e com uma mossa que não te feriu de morte, apenas te arranhou, NiLdeberto.
Mas, tudo mal, NiLdeberto... É a mim que custa o teu arranjo, NiLdeberto. É a mim que custa olhar para ti, assim...

Lindo...


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O amor é isto.
The memories will always linger on...
75 anos. "It was real."

Obrigada...


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As prendas mais simples são, por norma, as mais bonitas, as que recebemos com mais calor e que nos trazem a lágrima ao olho.
E esta, é.

As coisas são breves...


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A vida não. Embora gostemos de achar que sim. Talvez por tornar mais fácil a desculpa quando perdemos alguém e nos arrependemos de não a ter aproveitado ao máximo, de não termos dito um simples amo-te ou gosto de ti, por não termos dado Aquele abraço ou tido sequer Aquela conversa que desbloquearia Aquele entrave.
As coisas são breves. Hoje temos, amanhã não, e isso não interessa.
A vida não o é.
Na vida julgamos que temos o hoje e o amanhã e depois e depois com a intensidade que quisermos. Mas nem sempre é fácil.
A vida parece-nos breve. Porque o que foi há uns meses parece que foi ontem, e o que foi há uns anos parece antes de ontem. Porque o tempo passa por nós a correr sem que nos apercebamos. Ou talvez nós é que passamos pelo tempo em sprint. Sempre com pressa para sentir, para fazer, para dizer, para amar, para ir ou ficar. Porque temos de viver a vida intensamente ou, no fim do dia ou da semana ou do ano, ficamos com a sensação de que não a vivemos, de algum vazio.
A vida não é breve.
Nós é que nos convencemos que sim.

Já lá vão 37 anos passados em cima da noite em que, com pressa, decidi vir conhecer o mundo. Não fui o Sol, talvez tenha sido muitas vezes a Lua, talvez ainda hoje o seja, nem sempre fui feliz, mas à minha maneira, meio estranha quiçá, soube ultrapassar os muros e tentei colorir com arcos íris os dias mais cinzentos e as noites mais escuras.
Perdi a visão de quem amo, mas sei que me acompanham por onde quer que caminhe, mesmo que isso não sirva de consolo porque tenho a saudade e sinto a falta da mensagem palerma do Zé que não chega, do telefone que não toca para ouvir aquelas vozes duas vezes paternas e do abraço sentido do pai que não recebo.
A vida parece-nos breve.
Eu trocaria anos da minha vida por um minuto com cada um deles quatro. Porque não disse o que queria ter dito. E não foi porque a vida foi breve ou passou a correr, houve mais que tempo para isso tudo. Foi por achar que duraria para sempre.

Mas não. Ficamos por cá anos a fio e por isso, há que aproveitar cada segundo, cada minuto. Connosco próprios, com quem amamos, a rir e a sorrir, a discutir, a amar, a ensinar, a gostar, a ser. Dar-nos tempo a nós, e aos outros.
A vida não é breve, nós é que gostamos de achar que sim.

Ah a saudade...


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Por cá, neste nosso mundo pouco normal, existe o hábito de se dizer sempre que alguém morre, que quem perdeu, ganhou uma estrela no céu, que se ganhou mais um anjo no céu que olhará por nós, que a pessoa estará melhor e nós pior porque cá ficamos sem eles, que descanse em paz.
Nada disso.

Quem perde alguém que ama não quer saber de anjos nem de estrelas brilhantes que ofuscam. Quem é perdido não precisa de descanso, quem perde é que fica com a alma cansada.
Quem perde alguém, ouve quem repete aquelas palavras, entende que pouco ou nada se possa dizer, mas não as assimila, porque não as aceita como reais, nem como certas.
Quem perde alguém, não ganha nada. Só perde. Perde o riso, o sorriso, a voz que se havia tornado corriqueira, os conselhos que gostava de ouvir e as criticas que ajudavam todos os dias, as palavras, as discussões. Perde a retribuição do Amor, essencial no seu dia a dia. Perde quem ama, o seu alicerce.

Todos os dias morre alguém. Todas as horas morre alguém que alguém ama. 
Todos os dias alguém perde um pouco de si. Perde o seu chão.
Todos os dias alguém tem saudade de quem não tem mais.

Há sempre saudade. Sem anjos, sem estrelas.
Há espaços vazios.
Uma alma vazia.
Uma realidade diferente.
Um sonho que não pode ser mais vivido.
Flores que murcham.
Uma dor que desconhecíamos poder sentir.
Hábitos que deixam de existir.
Há sempre saudade. Sem anjos, sem estrelas.

E mesmo assim, há-que continuar.
A vida mantém o seu curso. O riso há-de aparecer, o sol brilhará, e o caminho que se achava escuro é iluminado a cada dia que passa. A dor desvanece e o espaço outrora vazio, enche-se de novas esperanças.
Mas a saudade... Ah a saudade... Essa ficará para sempre.

Até lá...


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Não tenho passado por aqui. Nem sempre por falta de tempo, às vezes falta de vontade, sem muito para dizer, sobre mim, sobre o meu mundo normal ou sobre o mundo anormal em que fui posta.
De quando em vez,sinto-me sem estórias para contar, sem mundos de outro mundo, sem príncipes nem cavalos alados, com arcos-íris sem côr sem duendes para os descer. Sem sonhos e histórias reais que possam encantar ou deliciar.

Ultimamente não me tem apetecido escrever por aqui. Sinto a cabeça a fervilhar de ideias de contos e histórias, murmuro-as para mim sem ser capaz de as enviar para os dedos e deles, para esta folha de papel em branco. O branco é a junção de todas as cores, mas aqui ou numa folha de papel de um qualquer caderno que me acompanha, parece-me ser apenas a ausência delas.

Desde Outubro último que as folhas deste meu notebook virtual que têm sido uma espécie de in memorium, e não é isso que eu quero. Não quero que este meu canto internáutico seja um espaço onde se recorda o sem côr, a dor a memória as lembranças sejam elas boas ou más. Quero, isso sim, recordar a generosidade e partilhar momentos, o meu eu, o que vejo e o que sinto, o caricato, e o que me maça, o que me faz sorrir e rir à gargalhada. Os amigos, o amor, o desconhecido e a rua sem fim.

Ultimamente tenho vindo por aqui poucas vezes. Mas sei que o tornarei a fazer com mais frequência. Sem dúvida. Só preciso de ter um gravador das conversas internas que tenho entre o meu eu e o mim. Assim, era mais fácil... 
Até o ter, tentarei fazer com que os meus dedos sejam capazes de transformar em escrita o que tenho para dizer, para contar e os tais monólogos.
Até lá...

Bom Acaso


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Eu estou cá por acaso. E os manos e a mãe também.
Há 77 anos, Joaquim andava p’las ruas das Caldas da Rainha desolado por não poder ir ao tão desejado Baile das Hortenses. Era caro, 2 escudos, e o dinheiro na casa dos Teixeira imperava em outros valores que se levantavam mais alto. Lá teria de encontrar outro esquema para galantear a formosa morena.
No dia 19 de Setembro de 1936, o acaso ganhou. Sozinho p’la rua descia em direcção ao parque quando o vento lhe soprou O bilhete. Quim pede smoking emprestado. Quim faz a vontade ao acaso e acede ao tão desejado baile.
O acaso levou-o à mesa onde estava a morena, e dançaram sob o olhar atento e controlador dos mais velhos.
Flirts e serenatas à janela. Encontros furtivos, trocas de olhar, breves tocar de mãos. O acaso gerou, assim, um amor para toda a vida.

Dessa vida de 56 anos de amor e ternura e cumplicidade em comum nasceram dois. Desses dois, nasceram cinco. Desses cinco, eu sou uma delas. Uma das privilegiadas.
O acaso trouxe-me aqui e ao acaso eu só posso agradecer.
Por me ter dado vida, por me ter dado a possibilidade de privar com o Joaquim e a Armanda. De me ter dado a hipótese de sonhar com um amor assim, de acaso, para mim. De me ter dado a sua ternura, a sua vivência, experiência e sapiência.

A morena linda, Armanda Celeste, é a minha Avó. Minha mãe duas vezes, como gostava de dizer. E foi. Esteve sempre lá, mesmo quando eu achava que não precisava e desdenhava. Até ao fim.

A minha avó, faria hoje 100 anos. E todos faríamos uma festa em seu redor, e a encheríamos dos mimos que merecia receber.

À minha avó, nunca lhe disse que a amava. Sempre esteve implícito no colo que me deu, nos beijos repenicados que recebeu, nos abraços apertados que lhe dei, nas lágrimas que chorámos como se soubéssemos que aquela era a última vez que nos íamos ver e falar lá em casa.
A minha avó, faz hoje 100 anos e vou cantar-lhe os parabéns e soprar três velas por ela.
Parabéns Vó!

Pois Zé


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Pois foi, Zé!
Celebrámos ontem os teus 39 anos no dia em que passaram 5 meses em que nos despedimos de ti e dissemos até já. Gostaste?
Eu sim. Foi maravilhoso. A tua festa foi, à falta de melhor palavra no dicionário, linda. 
Foi tão bom sentir o que havia sentido naquele dia, outra vez.... Luz, paz, amor, amizade. Sentiste aí onde estás?
Tens amigos extraordinários. Espero que os tenhas sabido aproveitar mano velho.
Estavam lá quase todos. A Pepa, o Fernando, a Anabela, a Mariana, o Pacas, a Maria, o Andreas, o Det, o Tosta, a Rute, a Tita, a Marta, e tantos outros. Zé, a tenda do Chapitô estava cheia só para ti! Viste?
Claro que sim. Tu estavas lá.
Emoções à flor da pele.
O texto que a Anabela te escreveu,
A música que a Pepa te cantou,
A melodia que o Fernando cantava contigo.
A emoção do Det e do Tosta.
As minhas lágrimas teimavam em cair, o coração ficava apertado. Seguiam-se gargalhadas,  apercebi-me que houve tanta coisa que perdemos, da tua vida que perdi, por não estar lá... Desculpa.

E ler-te a carta que te escrevi em frente a todos, na plateia de um palco já pisado, contigo nas minhas costas, entre amigos, foi das coisas mais difíceis que fiz.
Sabes que não sou de aparecer, eu é mais bastidores. E mesmo assim, puxei das minhas forças e consegui. Mesmo com as mãos mais trémulas, por entre as lágrimas que queriam cair, quando a voz me queria falhar, consegui. Espero que te orgulhes de mim.

Celebrámos ontem os teus 39 anos no dia em que passaram 5 meses em que dissemos até já.
Porque não há despedidas contigo. Porque ainda te espero num sonho bom, num bater de porta, numa gargalhada, num domingo qualquer depois de jantar.

Para ti, Zé


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Ando há uns dias a pensar se te haveria de escrever, se não, e há outros tantos a pensar no que te quero dizer e sequer se deveria vir aqui dizer-to.
O que te quero dizer, é nada. Já to disse nestes cinco meses de monólogo e o mais importante, sussurrei-te ao ouvido antes de te ires embora.
Mas, à semelhança do orgulho que sentiste por mim quando, entre gaguez e nervoso, balbuciei umas palavras na Terra do Kavaravaque numa tentativa falhada de actuação, também eu hoje te bato palmas e também eu hoje sinto um orgulho que vai até ao infinito e mais além.

Por entre o “papagaio loiro, de bico dourado” e “parecia um leão, leão, leão”, o “enquanto esperava no fundo da rua” e a derradeira música de elevador do Bruno Mars que ouvimos da última vez que andámos de carro juntos, vivemos uma história, nem sempre bonita e nem como nos contos que o avô nos contava, mas cheia de amor. Disso eu tenho a certeza. 

Tu não foste fácil e agora posso-to dizer sem sofrer as consequências. Tu foste casmurro e um teimoso do pior.
Mas também um doce. Um docinho do céu que, quando queria, era do mais lambuzento de amor que havia.
Na nossa história, tu foste o cowboy e o ladrão, o vilão e o herói. No melhor, e no pior.
Quando me amparavas na subida à árvore na casa da avó e quando me defendias dos meninos grandes no infantário – herói;
Quando me perseguias pela casa ameaçando a viva voz que ias contar a todos de quem gostava porque me tinhas lido o diário - vilão;
Quando fazias que tocavas na vassoura aquelas músicas Iron Maiden na sala lá de casa e quando usurpavas o spectrum só para ti - ladrão;
Quando organizávamos os nossos teatros e, neles, éramos as estrelas principais e cantávamos e dançávamos ao som da nossa imaginação - cowboy.

Zangávamo-nos tão depressa como fazíamos as pazes. Fomos os melhores amigos entre corridas de carros, brincadeiras de peão e construções de lego, mesmo quando arrancavas a cabeça à Nancy.
E crescemos.
E algures ali no tempo a vida arrastou-nos os sonhos. Tivemos de lidar com o ritmo alucinante com que fomos obrigados a viver. E deixámos de ser crianças. A nossa cumplicidade e ingenuidade perdeu-se. Nós perdemo-nos algures ali no tempo, mas aprendi a amar-te do meu jeito torto, esquisito e meio distante, mesmo que nem sempre o tenha conseguido demonstrar.
Mas, encontrámo-nos mais tarde. Pelo meio, demos as nossas cabeçadas, discutimos muito, gritámos como se não houvesse amanhã, andámos à bulha, sofremos.
No fim, no olhar que trocámos, talvez tenhamos descoberto que eu nunca deixei de ser a fada e tu o palhaço, que sempre tínhamos sido enfim, só nós dois.

Foste-te embora, e agora fazes-me falta. Faz-me falta a cumplicidade que perdemos, as conversas que não tivemos e “aquele” abraço que nunca demos.

Mas quero que saibas, eu serei sempre a do meio e tu serás sempre o mais velho e, gozarei contigo quando fizeres quarenta, da mesma forma que gargalhei quando te dei os parabéns aos 38. Só não viveremos mais estórias de encantar os dois…

Fazes-me falta mano velho.
Estejas tu onde estiveres, aqui no meio, ao meu lado, em todos nós nas estrelas que soubeste espalhar, ao pé do pai e dos avós ou em lado nenhum, peço-te, guarda-me contigo assim como te guardo comigo todos os dias.
-Te. Sempre. Vezes infinitos e mais além.

Lá por casa...


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... éramos cinco. Destes cinco, somos três irmãos. Primeiro o Zé, depois vim eu, e o J. que quis chegar quase sem avisar uns anos depois.
Lá por casa, a vida não foi fácil, não haviam excessos. O desemprego espreitava, os ordenados em atraso também teimavam em ameaçar. A fortuna insistia em escapar. 
Lá por casa, nunca passámos fome, nunca nos faltou um prato em cima da mesa, mesmo quando às vezes a comida fosse meio que inventada e esticada.
Lá em casa, nunca nos faltou que vestir, que calçar, nunca houveram as marcas que nos eram apetecidas.
Lá em casa, quando havia para um, havia para todos. Quando não havia para um, não havia para nenhum.

Lá em casa, de coração partido, os nossos caprichos e desejos raramente eram satisfeitos. E foram alguns... Quantas vezes aqueles chapéus de chuva de chocolate ficaram por comer, pastilhas que ficaram por rebentar, sugus por engolir, bonecos por gozar. Quantas foram as vezes que pedinchámos e tantas foram as vezes que entendemos que o dinheiro era preciso para outras coisas mais importantes. Crescemos todos rápido demais tendo-no sido dadas responsabilidades que não eram nossas cedo demais.

Mas nunca esquecemos. O que era para uns era para todos. 
Lá em casa, éramos três, lá em casa a vida nem sempre foi fácil. Lá em casa, sempre foi tudo dividido por três. 
Lá em casa, ainda hoje, é tudo dividido, já não por três, mas infelizmente, por dois.

E faz-me confusão cá por dentro que, em outras casas, em outras mentes, isto não funcione assim. Que exista gentinha, de mente tão tacanha, que seja capaz de presentear uns e não presentear outros porque sim, porque não, porque não gosta, porque lhes apetece. No meu mundinho normal, isso, é feio. Não se faz. É de gente pequenina sem eira nem beira.

Lá por casa, éramos cinco. Três irmãos. E sempre foi tudo dividido.
O que havia para uns, havia para todos.

Amour.


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Amour.
Love.
Amor.
Este filme transpira amor. Este filme é amor e pouco ou nada mais há a dizer. 
É duro, vivido, amigo. Se o amor não é isso, não sei que será.
Este filme é, fabuloso. Cheio.
Vejam. Sintam. 
Dois actores extraordinários. E sim, por mim, Emmanuelle Riva leva com ela o oscar.

Partida!


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E..... Zás! 
Começei a corrida aos filmes!
The Impossible.
É impossível de se ver sem um bom maço de lenços ao lado. 
É impossível de se ver sem se ouvirem os soluços e os fungares de quem o assiste ao nosso lado.
Aquela história, infelizmente, na tragédia é apenas mais uma. Entre tantas outras das quais nunca sequer vamos ouvir falar... E esta, com um final que, de facto, parece impossível de ter acontecido.
Filme sem nada de efeitos especiais espectaculares, miúdos estrondosos, um Ewan e uma Naomi que fazem enfim, o seu papel, que não, não me parece ser de Oscar de melhor actriz.

Há ideias do catano!


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Há ideias do catano que, de tão simples, metem nojo ao mais nojentinho que as teve.
Este tipo em primeiro plano, Massoud Adibpour de seu nome, teve a brilhante ideia de pegar nuns marcadores, numas cartolinas e de nelas escrever mensagens optimistas. 
"Sorria!"
"Buzine se ama alguém!"
"O dia de hoje e espectacular!"
"Seja Feliz!"
São apenas alguns exemplos.
Pegou nos escritos e nuns amigos e foi para umas avenidas do tipo Marquês de Pombal ou Avenida da República cá do sitio. Levantou as palavras nos braços para quem as quisesse ler, ver, reagir. 
E houve quem lesse, sorrisse, risse, buzinasse, quem de facto tivesse tido um dia melhor. E isso, não é só bom. É espetacular! Como é que uma cena tão simples, pode, consegue melhorar o dia de alguém?!
Como é que não há mais gente a fazer o mesmo hum?!

Quase que faz lembrar o Sr. da Praça Duque de Saldanha...