Pois foi, Zé!
Celebrámos ontem os teus 39 anos no dia em que passaram 5 meses em que nos despedimos de ti e dissemos até já. Gostaste?
Eu sim. Foi maravilhoso. A tua festa foi, à falta de melhor palavra no dicionário, linda.
Foi tão bom sentir o que havia sentido naquele dia, outra vez.... Luz, paz, amor, amizade. Sentiste aí onde estás?
Tens amigos extraordinários. Espero que os tenhas sabido aproveitar mano velho.
Estavam lá quase todos. A Pepa, o Fernando, a Anabela, a Mariana, o Pacas, a Maria, o Andreas, o Det, o Tosta, a Rute, a Tita, a Marta, e tantos outros. Zé, a tenda do Chapitô estava cheia só para ti! Viste?
Claro que sim. Tu estavas lá.
Emoções à flor da pele.
O texto que a Anabela te escreveu,
A música que a Pepa te cantou,
A melodia que o Fernando cantava contigo.
A emoção do Det e do Tosta.
As minhas lágrimas teimavam em cair, o coração ficava apertado. Seguiam-se gargalhadas, apercebi-me que houve tanta coisa que perdemos, da tua vida que perdi, por não estar lá... Desculpa.
E ler-te a carta que te escrevi em frente a todos, na plateia de um palco já pisado, contigo nas minhas costas, entre amigos, foi das coisas mais difíceis que fiz.
Sabes que não sou de aparecer, eu é mais bastidores. E mesmo assim, puxei das minhas forças e consegui. Mesmo com as mãos mais trémulas, por entre as lágrimas que queriam cair, quando a voz me queria falhar, consegui. Espero que te orgulhes de mim.
Celebrámos ontem os teus 39 anos no dia em que passaram 5 meses em que dissemos até já.
Porque não há despedidas contigo. Porque ainda te espero num sonho bom, num bater de porta, numa gargalhada, num domingo qualquer depois de jantar.
