Cimeiras e condicionamentos e crise


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Cimeiras e condicionamentos de trânsito e as malfadadas crises dão origem a quê?

A uma visita relâmpago do Barack Obama, ao abandono do Berlusconi em pleno aeroporto, a uns apertos de mãos em passadeira vermelha (à excepção do Berlusconi que ficou retido no aeroporto!), a umas prendas trocadas do tipo souvenirs chiques, e, espantosamente em dias de crise: pontes para a função pública. Talvez por isto é que o Berlusconi tenha chegado atrasado - uns quantos aviões ficaram espalhados na pista.

Enfim.
Italianos à parte, cimeiras de alto cariz internacional e Portugal, dão-se particularmente bem, ou não fossem as pessoas que povoam este país grandes adeptos de folgas e pontes e feriados.
Se não, vejamos: escolas e faculdades fechadas, tribunais a assegurar apenas os serviços minímos (ou seja só o desgraçado é que vai trabalhar), finanças e seguranças sociais fechadas, etc.
Estradas cortadas para que o comum dos mortais, que não presta o dito serviço público, tenha as maiores dificuldades em ir trabalhar, caso assim o queira, na sua viatura privada.

E ainda diz que vivemos em crise e que produzimos pouco...

Eu trabalho numa empresa que se diz privada e ando de transporets públicos por uma questão prática, portanto, as pontes e os cortes de trânsito a mim pouco ou nada me afectaram, assim como em nada me transtorna a visita do Sr. Barack Obama e de uns tantos outros chefes de estado. Tenho mais que fazer, e muito embora admire a postura daquele, o meu mundo não pára, à semelhança de outros, porque ele anda por terras lusas.

É de lamentar que, num país que tanto se queixa da crise e da falta de dinheiro para isto, para aquilo e para aquel'outro, que tanto se lamenta da sua alegada má sorte, aprecie uma boa ponte (não remunerada) e se mantenha em casa a ver a chuva cair, num centro comercial a fazer compras com dinheiros que não tem ou às portas do Parque das Nações a ver passar chefes de estado em carros de luxo e que têm muito mais no bolso do que algumas vez sonharão em ver numa vida inteira.

Mas, como diria o presidente dos Estados Unidos da América, e mantendo a veia optimista que ultimamente se faz sentir,
Yes we can (ultrapassar a crise mesmo com pontes e greves e afins)!

PS: Sim, o Sílvio Berlusconi chegou à cimeira são e salvo. Só um pouco atrasado o que custou ao país um quase incidente diplomático. Mas está tudo bem. Diz que o Sílvio é um porreiraço e que já está tudo para trás do costado!

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