Num mundo normal, é normal, e muito curriqueiro o teletransporte.
Nós por cá, nem com tecnologias como as do Star Trek nem do Stargate Atlantis e afins, conseguimos ter acesso àquele meio de transporte que, palavra de honra, muita falta de vez em quando me faz.
Sei bem quantas vezes já pedi por um estalar de dedos que me desmaterializasse, quantas vezes desejei a reconfiguração atómica deste corpanzil e ter um botãozinho no casaco onde pudesse carregar de vez em quando e dizer como quem não quer a coisa e qual capitão Kirk: "Beem me up Scotty!"
Ora bolas.
Transportar-me para qualquer sitio que me apetecesse, de forma instantânea, sem precisar de calcorrear uma distância estúpida, sem precisar de levar com filas e empurrões de gente palerma, simplesmente desaparecer, era, realmente, o ideal.
Agora agora, por exemplo, pegava na minha matéria e ia até ali às Fidji dar um mergulho, levar com o sol e o calor e voltava daqui a umas horinhas. Mas naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Ainda não houve nenhum raio de um cientista que se lembrasse de como se faz esta coisa de teletransporte.
Resta-me então, sempre que me chatear, continuar a dar uns passos atrás, bater com a porta, ou ainda continuar a gramar com o transporte público, com o abuso do espaço alheio que muitos insistem em manter...
