I see you...
And hear you...
Ora bolas.
Isto hoje é pior que viver em 1984 numa obra do George Orwell.
Ao menos o livro sabiamos que era livro e que é uma estória e que dali não passa.
Num mundo normal não há cá nada de câmaras nem escutas nem gravações, cada um respeita o outro e nada disso é preciso.
Já no nosso mundo, onde quase ninguém respeita quase nada nem ninguém, diz que é preciso que exista um big brother watching over us.
Eu pessoalmente não tenho nada a esconder. Filmem o que quiserem, quando quiserem. Ouçam o que vos apetecer, sempre que vos apetecer, muito embora o que tenha para dizer, regra geral, diga.
Mas há uma coisa que prezo bastante, e que se chama...:
Pri-va-ci-da-de.
Privacidade e não publicidade. De privado. Não de público.
E com a minha privacidade, com os meus momentos que são meus e não pertencem a mais ninguém, eh pah, não mexam.
Não me enviem cartas de entidades a quem nunca na vida nunca dei qualquer dado,
Não me telefonem bancos e credoras com quem nunca tive qualquer contacto,
Se não quero o fornecimento de uns tais dados pessoais, não preencho uma tal de cruzinha em impressos a dizer que autorizo.
Pede-se respeito pela vida pública, pela sociedade, criam-se leis de protecção de dados pessoais, geram-se comissões das quais não mais se ouve falar. Tenta-se impor um limite à curiosidade humana, ao abuso.
Mas que raio de limite é esse, para que diabo é que isso importa se temos empresas que filmam tudo quanto lá dentro se passa, que gravam todas as conversas telefónicas que se têm?
Fuck.
Vivá liberdade pah!...
