Homem da cela 28, cadeia de Paços de Ferreira, Portugal. Um homem gordo, só de cuecas, uma tatuagem que lhe ocupa as costas todas, um bocado a dar para o apático. Sentado na cama de uma cela imunda. No chão, há fezes, restos de comida, chinelos, pratos de papel.
Este tal homem, ou amostra de tal, está preso na prisão de Paços de Ferreira, a viver à conta do contribuinte que se esmifra, com comida na mesa que não lhe custa a ganhar, com roupa lavada que não lhe custa lavar, com um tecto que não lhe custa pagar.
“Não limpa nada?”, pergunta um homem, de voz potente, capacete e viseira (e de certeza que uma mola no nariz que não dá para ver). Então dá ordem ao recluso para se virar para a janela com as mãos atrás das costas, abre a cela, aponta a pistola taser e dispara.
As autoridades acham que aquela besta é um coitadinho porque levou com um taser no costado e que o agente do GISP é que agiu mal e que devia ter estado quieto porque diz que há sempre outras maneiras de se resolverem estes conflitos.
Coitadinho?!?! Fod@-se!!
Atão aquele animal empesta tudo e todos com a sua presença e com o seu fedor imundo ao ponto de os outros reclusos se imporem em greve de fome e ele é que é o coitadinho lá do sitio só porque levou com um taser que nem deixa sequela nenhuma?!
Raios. Devo mesmo estar a morar num mundo ao contrário.

You and me both...
Há por aí muitos coitadinhos, com certeza, mas também com toda a certeza não estarão numa cela de prisão!
Aliás, os verdadeiros coitadinhos não têm direito a tamanha mordomia e, se tivessem, com certeza que lhe dariam valor!
Oh pá o grave aqui é que é o infractor que fica com a razão e que é o desgraçado e o coitadinho.
Num estado de direito como se diz o nosso, crucificar a autoridade por agir em prol do bem estar da restante comunidade prisional, é, vá lá, no mínimo estúpido.