Hoje é dia 25 de Abril. Dia da Liberdade.
Dia em que, há 37 anos (para cima de um tempão para muitos) o MFA tomou conta do país e o povo foi atrás.
Tocou na rádio a canção vencedora do festival da canção desse ano, "E depois do Adeus", tomaram-se posições, cantou-se "Grândola Vila Morena" e deu-se inicio à Revolução dos Cravos.
Aos militares juntou-se o povo em desfile nas rua e cantou-se e gritou-se e viveu-se a revolução de forma intensa. Sem agressões, sem lutas.
Cá por casa nunca se falou muito desse dia e nem o que se estaria a fazer, talvez por as lembranças desses dias fossem algo dolorosas, talvez por se querer esquecer o inesquecível. Mas todos soubemos sempre o significado dessa data, sempre nos foi lembrado, com pequenos gestos, pequenas frases, muita música, documentários.
Portanto, posso dizer que sim. O espírito de Abril mesmo que nem sempre tivesse sido entendido, reside aqui por estas bandas.
Pena que hoje muitos o tenham esquecido ou nem sequer saibam o que significou, além de um concerto à borla, um fogo de artifício porreiro e mais um feriado para alguns poderem fazer uma ponte.
Ora, num ano de revoluções políticas, o espírito do 25 de Abril é querido, sempre. Mas é preciso ir mais além...
