adj. e s. m.
Diz-se de, ou dia de repouso por motivo religioso ou civil.Pois é.
Num mundo normal, não há cá crises de dinheiros e afins, e todos, especialmente o estado, apenas gastam aquilo que têm, nunca o que não têm.
Esta semana que passou, foi a semana da Páscoa, e, como sempre, e diz que por tradição, foi dada a tarde de 5ª feira a todos quanto são funcionários públicos. Ora tal medida, até poderia ser considerada se os tipos do FMI não andassem a rondar ali para os lados do Terreiro do Paço e se o país até fosse um cantinho próspero.
Próspero não é certamente, e o dinheiro não se merece assim...
Constam terem sido aos milhões os euros perdidos numa única tarde de trabalho. Fora o que se perdeu na tal 6ª feira Santa que, subitamente, gerou milhares de crentes.
O que passará pela cabeça dos entendidos do FMI ao verem um país que conduz uma frota automóvel nova, que lota hotéis em fins-de-semana gigantes e que se dá ao luxo de tirar meio dia de folga?
Este é um país que se presta a comentários como o do deputado José Lello que diz que o Cavaco é foleiro por não ter convidado os palermas dos deputados para a festança do dia da Revolução.
Ora está certo. Mas sr. presidente, além dos senhores deputados, também não devia ter chamado os senhores dos cavaquinhos e dos ranchos folclóricos e nem dar aquele beberete às, mesmo assim, centenas de convidados. Paga o contribuinte, suponho, não importa...
Mas está certo. Enquanto uns berram na avenida para a saída do FMI, outros gritam pela liberdade querida e quiçá perdida e ainda há aqueles que voltam das tão merecidas mini-férias da Páscoa gastando o que têm e não têm.
E diz que em Junho há mais, nada de preocupações!
Enfim.
Este é afinal, o país que temos, com as gentes que temos, e há que ser feliz mesmo assim.
Eu sei que vou tentando ser.
