O Jardim dos outros


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Alberto João é, enfim, o Alberto João. Comparável apenas a ele próprio e a mais ninguém.
Muito já se escreveu e mais ainda se vai imprimir sobre a pouca vergonha que se passa no "Jardim" do Atlântico, pelo que não me irei prolongar muito.


Vergonhoso não é só aquele que rouba mais que o equivalente a uma nova ponte Vasco da Gama. Sem vergonha é também aquele que, mesmo assim, o irá sentar outra vez na cadeira do poder  daquele arquipélago e quem não o destitui do cargo que ocupa já há uma batelada de anos.


Fazendo a analogia, talvez palerma, mas sou da opinião que, se um cãozinho vier esgravatar no meu jardim fazendo buracos sem fundo com as unhacas bem afiadas, leva uma pantufada. O Alberto João esgravata o jardim do povo e do povo leva uma pancadinha nas costas e toca a andar para o próximo mandato e sacar mais uns cobres para si e a sua maralha.
Mas não há ninguém que lhe dê uma lambada à valente e o mande pregar em outra freguesia?! Não.


Talvez seja ignorância minha, mas então se, numa empresa de um Mundo Normal alguém que a gere dá prejuízo e gasta a olhos vistos sem dar o devido cc à casa mãe, se despede e com uma justa causa valente, ora pois então por que é que ninguém se chega à frente e destitui o sr. Alberto João do seu cargo?!

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