Nunca mais...


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Hoje fiz o que há muito não fazia, ganhei coragem e fui ao médico. A um daqueles normais, sem especialidade nenhuma que não seja a clínica geral.

Hoje sentei-me por 30 minutos de espera numa daquelas salas que antecedem a câmara do senhor doutor e lembrei-me um dos motivos pelos quais me deixei destas visitas há já uns anos... Naquela sala dos horrores, numa correria desenfreada agitavam-se de forma frenética e descontrolada miúdos gritantes e trocavam-se as conversas de doenças alheias das velhotas frequentadoras habituais. E isto quando se acha que um dos ouvidos vai rebentar são uns dos motivos pelos quais me afastei daquela lide.

Palavra que estive rés-vés Campo de Ourique para me transformar num ser de outro mundo que corria todos a ferro e fogo sem dó nem piedade com um sabre de luz, mas lá uma voz me chamou para um refúgio e toda aquela agitação se tornou num pesadelo longínquo que espero não tornar a repetir tão cedo.

No fim, 25 minutos de consulta depois, e como que se uma dor de costas que vai e vem, uma dor de dentes persistente e valentes enxaquecas não me chegassem, tive de agradecer e dar o muito sincero obrigada aos deuses pela fantástica otite que descobri me ofereceram de mão beijada sem que nada lhes tivesse sido pedido.

Nunca mais torno a dizer que eu cá é raro estar doente.
Rai's partam a idade.

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