Hoje foi dia de se ir votar.
Diz que era para eleger um novo (ahahahahahahah!!!) Presidente para a República Portuguesa.
E, ao contrário de outros anos, de outras voltas, a esta, não vou. Abstenho-me. Farei parte daquela percentagem a quem se dá alguma importância no fim da noite e sobre a qual se estuda - o que leva os portugueses a não votarem? Será descrédito nos políticos, será preguiça? Ora bem, no meu caso, um bocado bem grande dos dois.
Embora saiba que muitos lutaram para que hoje pudéssemos ter esse direito, de voto, há sempre uma primeira vez... Sempre votei, em consciência ou não porque quando se tem 18 anos vai-se votar porque é giro e é cool, não porque se entenda ou reflicta grande coisa sobre o assunto. Aliás, naquela altura, nós só não queríamos o Cavaco e o seu gang no poder e se para isso eu pudesse contribuir, então siga! toca de ir pôr uma cruzinha num papel! Mas desta vez, nada me chama, nem mesmo o facto de saber que poderia contribuir para a diminuição mínima da percentagem com que irá ganhar aquela pessoa.
Mais, as escolhas são terríficas...
Além do tipo que já lá está, temos dois senhores doutores, um dos quais até admiro pelo trabalho que tem feito à frente da AMI, um poeta, um pateta da Madeira que se acha capaz de qualquer coisa, e um outro que tal que a memória tem tendência para esquecer.Ficarei então à espera de novas eleições, sejam elas antecipadas ou não, para me levantar cedinho da cama a um domingo de inverno quer faça sol quer faça chuva para, aí sim, exercer o meu direito de voto.
Até lá o tuga que se vá contentando com quem escolher hoje, com aquele que se cala nos momentos mais importantes e para quem uma bastonada no costado resolve tudo.
