Consolo...


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O meu nome do meio é piegas. Relativamente estúpido, é verdade.

Choro com uma música que me diz tudo e me toca, com um filme que até pode ser uma fantochada pegada, choro com a solidariedade desinteressada, com a tristeza dos outros que até posso nem conhecer, com a injustiça que vejo e sinto na pele. Choro quando ouço uma palavra de consolo quando menos estou à espera. Quando um abraço vem mesmo a calhar.

E lá vem a tola da lágrima quando partilho alguma coisa que me é querida, que me está a dar uma luta interior tremenda e a felicidade não é partilhada exactamente por quem mais deveria. A reacção é nula, como se de nada se tratasse. Magoa. Dói.

Os que mais próximos de nós estão é suposto estarem lá nos bons e nos maus momentos, no riso e no choro, na força e na fraqueza e em tantos outros. É suposto partilharem tudo isso connosco. E quando tal não acontece é tudo menos o que esperava... E siga, vou ao tal muro qual íman outra vez...

Bolas.

Ele há alturas em que preciso da aprovação, do olhar, do abraço, do colo daquele que já não está. Ele sim, sei que ficaria feliz por mim. Comigo. Porque um olhar bastava para nos entendermos... E porque por mais difícil que fosse a decisão, estaria sempre ao meu lado. Para sempre.
Saudades, impossíveis de medir.
Fazes-me falta...

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