Redes Sociais


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Isto das redes sociais tem muito que se lhe diga.

Infelizmente, por motivos de trabalho tenho tido um contacto diário com as parvoices estúpidas (sim, são mesmo parvas e estúpidas!) que as pessoas postam.

Pessoas que, muito possivelmente, se lamentam que a camera A e B estão a apontar e não podem filmar, que se queixam aparecem em fotografias de e para o google earth, são as primeiras que não se importam minimanente em escrever no seu facebecas (como fofinhamente chamo ao facebook) o que estão a fazer, o que pensam, de quem pensam, porque pensam. E a ideia final é: Será que pensam?!

Todos os estranhos são amigos, todos aqueles que são conhecidos são convidados para fazer parte de um grupo virtual de gente que só serve para fazer número. É quase como que uma batalha para ver quem tem mais amiguinhos com quem não se fala há anos e até com quem não se tem uma relação ou se se teve nunca ou quase nunca foi nada de especial.

Há dias ouvi a história de uma miúda de 14 anos que, para festejar o seu 15º aniversário, decidiu postar no seu "becas" o grande acontecimento para o qual gostaria de convidar apenas 15 pessoas - uma por cada ano de vida. Poderiamos pensar: Ooooooooooooh... Tão bonitinho.... e ficar quem sabe, vá!, sensibilizado. Pois. Não. Para a commoração queriam aparecer mais coisa menos coisa 21 mil "amiguinhos". Tough luck. Ninguém mandou. Desconvida toda a gente, e nada de festa para ninguém. E a ideia final é: Será que alguém se lembra do belo do convite de antigamente entregue em mãos ou pelo correio? Sim, daqueles com bonecos janotas e extremamente inventivos e balões desenhados.

Enfim.
Redes socias são, no fim, uma autêntica palermice.

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