Chegou o Outono


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Chegou o Outono.

Chegaram as noites frescas, os dias mais curtos, as constipações, as folhas caídas pela calçada, o cheiro da terra molhada pelas primeiras chuvas.

Não é que tenha grande desconsideração por esta época do ano, faz-me lembrar que o ritmo frenético do Natal está a chegar e não me apetece, mas lembra-me que Novembro está aí à porta.


E porquê Novembro? Porque, e sempre por acaso, sem que planeie, em todos os Novembros desde há quatro anos a esta parte acontece alguma coisa de diferente ou especial na minha vida.

Ora uma operação há muito desejada que mudou por completo a minha vida e forma de estar, ora uma ida que me deu muito mais que uma viagem intercontinetal.
E este ano, o Novembro não será diferente.
Trará uma outra viagem, aquela que já não sonhava sequer em fazer, aquela que quando se é adolescente que vê um Trainspotting, calça bota Doc Martins e é fã dos The Clash quer fazer e jura que não morre sem antes lá ir.

É verdade. Depois da alegre Paris, da soalheira Nice, da estranha Madrid, da dinâmica Copenhaga, da quente e fervorosa Salvador da Bahia, visitarei as frias terras de Sua Majestade.

Não é que agora não me entusiasme com a ideia de ver um Big Ben ou um Parlamento ao vivo e a cores (meio destoadas porque o sol de Londres não é muito amigo!), mas é diferente. Agora sinto-me mais pessoa de Nova Iorque, Metropolitan Museum, Big Apple, Times Square. Mas, cotentar-me-ei com o West End, com Notting Hill e o tube e, também este Novembro, estarei contente por ver sitios que nunca vi, ouvir falar outra lingua que não o português, ver caras diferentes, sentir experiências não antes vividas.

Chegou o Outono.
O primeiro frio. O cheiro da castanha assada nas ruas lisboetas.
Mas Novembro, esse, nunca mais chega!...

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