Não há explicação possível.
Num Mundo normal isto não acontece.
Num mundo anormal, tal também não poderia acontecer. Mas aconteceu... Nos arredores de Paris com um grupo de imigrantes que foram desalojados.
Não pude deixar de me sentir enojada por fazer parte da raça humana. Não pude deixar de sentir asco por aqueles intitulados agentes da autoridade que se acham tão homens, tão senhores, que são capazes de arrancar dos braços de uma mãe o seu filho, que são capazes de arrastar pelo asfalto uma mãe que carrega o seu filho nas costas (diga-se que o infante estava por debaixo dela).
Sabemos que existem tantos outros actos de horrenda realidade que nos assombram de cada vez que ouvimos falar deles e muitas vezes até por saber sequer da sua existência, como as meninas mortas à nascença na China e/ou abandonadas à sua sorte e até à morte, como mulheres que são violadas e mortas à pedrada no Islão, etc., etc., como os prisioneiros de guerra abusados por puro gozo, ou crianças usadas e abusadas e largadas à sua sorte muitas vezes antes de completarem horas de vida.
Tudo isto nos choca, tudo isto nos repugna. Mas enquanto não nos bate à porta, lá vai estando tudo certo, tudo ok, e daí não vem mal ao mundo...
É o mundo que temos, é o que fazemos do nosso mundo...