Mentiras ou... Falsas verdades?...


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Num mundo normal, não existem mentiras de nenhuma espécie. Nem as piedosas, nem as mentirinhas nem as grandes mentiras. Não as há e pronto.

No nosso, infelizmente, há a tendência para se mentir por tudo e por nada.
Se não vejamos:
Natal: És criança. Sonhas com um carrinho dos bombeiros cheio de luzes e que faz a vida de quem te rodeia num inferno. Mas aquela tia-avó de quem nunca se ouviu falar dá-te um par de peúgos turcos da raquete. Mentira piedosa - vá lá filho, coitada da tia deu com tanto gosto... E tu? Era mesmo isto que eu queria! Tão fixe!! Os meus amigos vão roer-se de inveja! Not. Passas ao próximo presente.
Encontras aquela amiga que não vês há anos. Está mais gorda, feia, estranha. Mentirinha - Olá então?! Há tanto tempo! Estás tão bem! Not. À partida não a verás tão cedo para sustentares essa falsa opinião.
Trabalhas que te esfalfas. Prometem-te mundos e fundos e prémios e coisas. Chegas ao fim e o que é que te dão, o que é que tu tens? Nada. - Mentira.

E eu odeio que me mintam.
Ao menos que o saibam fazer. Não me mintam na cara, sem vergonha ou quelquer humildade. Não façam de mim uma pessoa estúpida que só sou estúpida quando quero, com quem quero, até onde eu quero. Mesmo que às vezes não o pareça.

Odeio gente desonesta.

Era porreiro que, de uma vez por todas, todos retirassem dos seus rostos as máscaras com que se revestem todos os dias. Custa? Aha pois custa! Mas é muito mais honesto.

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