Lanzarote, 18 de Junho de 2010.
Morre José Sousa Saramago.
Saramago, por engano. O primeiro filho em toda a história da humanidade a dar o nome ao pai, disso. Consta que o notário, embriagado, assim o chamou. E assim ficou.
Ouvi-o há pouco, emocionado, numa daquelas inúmeras homenagens que agora se fazem ao cidadão do mundo, contar uma daquelas estórias que não se esquecem...
Afirma que o homem mais sábio que conheceu não sabia ler nem escrever. Contador de estórias. Era seu avô, que, pressentindo a morte chegar, abraçou todas as árvores que a vista alcançava, chorando por saber que nunca mais as iria ver.
É bonita a emoção sentida no beijo sentido de Fernando Meirelles à emoção de Saramago aquando do visionamento do filme "Ensaio sobre a cegueira".
E é uma vergonha dizer, mas nunca li nada dele, não até ao fim. Tentei. Não passei das primeiras páginas. Talvez por conhecer agora um pouco mais do homem por trás do escritor, consiga.
"Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacríficio melhor do que o de Caím. Por causa da sua fé, Deus considerou-o seu amigo e aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala."
Hebreus, 11:4
Saramago falará para sempre.
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José Sousa Saramago
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