Quando é que sabemos que a hora de desistir finalmente chegou?
Quando é que sabemos que já não adianta remar contra a maré?
Quando é que sabemos que é a altura de entregar os pontos e sair?
Sempre me ensinaram a não desistir de rigorosamente nada, ou vem de mim por princípio, sempre optei por lutar com todas as "armas" que tivesse e sempre que achasse que a razão estava do meu lado.E assim fiz, sempre. Raras foram as vezes em que desisti, mas de todas elas fui sempre em frente mesmo que com isso viessem inimizades, incompreensões, tristeza. Na "guerra" sempre dei luta e sempre lutei da melhor maneira que sabia como.
Mas, como em quase todas as guerras, há sempre um lado que se afasta, há sempre uma facção que cede, que, enfim, desiste. E talvez tenha chegado essa hora.
Por mais que me digam, sê assim, sê assado, faz antes assim ou talvez não, só para agradar mais a gregos que a troianos, lamento informar. Só há uma pessoa no mundo a quem eu tenho que agradar - a mim, e só a mim.
E porque muito embora eu saiba que tenho um feitiozinho filho da puta, também sei que não exijo nada mais aos outros do que exijo a mim, que sempre fui fiel àquilo em que acredito, que sempre me regi pelos valores que me passaram, pelos ideais que fui adquirindo. E sim, tenho momentos de inconstâncias como toda a gente (quem não os tem que atire a pedra primeiro!) e no que ao campo profissional diz respeito, aquele feitiozinho me tem prejudicado bastante, a maneira de ser também, mas uma coisa eu garanto: a minha almofada nunca foi vitima de maus tratos com uma eventual falta de sono. Boa, excelente profissional, mas... Mouth shut.
Custa. Magoa e corrói-me por dentro abdicar do que gosto, mas a sair, saio de cabeça erguida sabendo que sempre fiz de tudo para que tudo corresse da melhor forma possível exigindo o profissionalismo e a competência que, julgo, me é devida. Mas no fim, chego à conclusão mais importante delas todas - gosto mais de mim e não há nada no mundo que de mim me faça abdicar.
Portanto, sem forças e sem agruras, e para bem da minha saúde física e mental (já agora também como forma de evitar mais cabelos brancos que estão com demasiada tendência para aparecer e porque já não tou a achar piada nenhuma à coisa) atiro a toalha ao chão.
Desisto.
