Ele há sensações do diabo!...
Num mundo normal, sentimentos com o ciúme não se aplicam. Que sentimento estúpido esse, sem sentido. Começa na paixão, passa ao amor, termina na doença, qual carreira de autocarro num percurso endiabrado.
Num mundo perfeito, o amor é o amor e é sempre vivido com a paixão que lhe é devida.
Já no mundo real, é impressionante como leva à loucura aquela viagem alucinante. Começa com um pequeno flirt, um trocar de olhar meio desconfiado, partilha de mensagens, encontros mais ou menos furtivos, até que... Ready... Set... Go! Largada! Tem início a aventura! E cometem-se os erros mais crassos a subir os degraus da viatura, escrevem-se as mais ridículas das cartas (ou para ser mais actual, os mais ridículos SMS) no decorrer da viagem, vivem-se as mais hilariantes estórias de desgraça a caminho da saída. Fabulosos contos de encontros e desencontros, autênticos dramas surreais. Choram-se mares e julgamos que o nosso fado é sempre o pior de todos. Enfim, à saída, é uma calamidade.
Num mundo perfeito? Aí não!, é tudo levado com leveza, tranquilidade, transparência até porque nada, nada, derruba aquele sentir. Estar longe é estar perto. Sentir é viver, em cheio. Erra-se, mas dá-se sempre uma segunda oportunidade.
No mundo real? Nem sempre...
