A. C. M.


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Podia escrever por aqui como correu o meu dia de ontem ou da semana passada, ou das boas noticias que recebi ontem, ou como está vento na praia e me incomoda que as férias não estejam a ser perfeitas. 
Mas nada disso interessa.
O que me incomoda é que a vida seja injusta.
O que me chateia é que pessoas que amo e que guardo num sitio especial sofram.


Hoje tive uma má notícia. Chorei e sinto o coração apertado. E se para mim é difícil de aceitar, imagino para a ACM. Ou melhor, não imagino. Não sei o que é, como é, não vou mentir. Sei que a ACM é forte e que vai superar uma vez mais aquela doença sacana, aproveitadora, malvada e traiçoeira. Não só sei que sim, como tenho a certeza. E por saber, limpo a lágrima, acredito e rezo baixinho, tal como ela me pediu para fazer.
E no entretanto ACM, quando te apetecer praguejar, ir ao chão, gritar, espernear, pragueja, cai, grita e esperneia. Tens todo o direito a fazê-lo. E, quando rouca, de perna frouxa, cansada, precisares de ajuda para te levantares, eu estarei aqui.
Como te disse, adoro-te muito vezes infinitos...

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