Caríssimo amigo Óscar,
Desde há muito que te assisto e é com tristeza e sim, vá, alguma mágoa que te digo, este ano, desiludiste-me.
Não só porque foste entregue num teatro que, de repente, perdeu o nome por sucumbir a este mundo capitalista, mas também porque não chegaste nem perto das minhas expectativas e me deste um espectáculo não muito digno de se ver.
Escapou-se o impecável Billy Crystal, que mesmo assim esteve um pouco aquém (mas a ele desculpo já que quem o manteve afastado durante uns anos foste tu, portanto a culpa também aqui é tua), o Cirque de Soleil e ainda na passadeira, o atirar de cinzas de um Dictator muito simpático a um quiçá desprevenido que o quis entrevistar só porque sim e até era cena porreiraça para ficar bem ali no boneco.
Não gostei que te tivesses entregue a um tal de Artista por tantas vezes. Óscar, Óscar, Óscar... Então? De repente de volta ao passado? Tinhas um Hugo à tua espera, um Cavalo de Guerra e até uns Descendentes, voaste Extremamente Alto e mesmo assim estiveste Incrivelmente Perto de fazer as escolhas certas... Se ao menos tivesses tido aquela Help...
Se ao menos tivesses estado à Meia Noite em Paris como eu já estive te tivesses sentido inspirado para fazer as escolhas que, acho, teriam sido as certas.
Mas enfim. Lá pelo meio ainda tiveste um rasgo de lucidez na Separation das águas e entregaste-te de corpo e alma a um já há muito merecedor Christopher Plummer e a uma Octavia Spencer emocionada.
Espero que que este ano te faça pensar um pouco e que, para o ano, inspirado pela Tree of Life consigas ter uma Better Life.
Até lá.
