Com
tanto barulho à conta da maçonaria que eu já cá desconfiava o que era, decidi e
achei por bem confirmar. Primeiro, saca-se do dicionário da Porto Editora,
claro, depois saca-se da wikipédia e eis que sim, confirma-se:
“ Maçonaria é uma sociedade
discreta e por discreta, entende-se que se trata de acção reservada
e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam, de carácter
universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios
da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e
aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
Portanto, a maçonaria é
uma sociedade fraternal que admite todo homem livre
e de bons costumes, sem distinção de raça, religião,
ideário político ou posição social. Suas principais exigências
são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole,
respeite a família, possua um espírito filantrópico e
o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição,
aniquilando seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas
virtudes.”
Ora bom.
Ou eu muito me engano ou há aqui qualquer definição que não vai
bem... Pelo menos no que à sociedade portuguesa diz respeito.
Membros que cultivam o
aclassismo? A humanidade, princípios de
liberdade, igualdade, fraternidade?! Maaaaau.
Um “culto” secreto que admite todo homem livre e de bons costumes?
Ou mais me engano…
Quem conhece, mesmo por alto como eu, a nossa cena política, entende de
imediato que há aqui qualquer coisa que não está bem. Que se beneficiam os
amigos deixando a igualdade de lado assim como a boa índole e outros tantos cantos que defendem (basta olhar para as últimas nomeações da EDP).
Se querem ser maçons, jesuítas, protestantes ou católicos ou o que quer
que seja só a eles diz respeito, mas vá lá, não mintam com quantos dentes têm. É
feio, vergonhoso e não é uma virtude que se pretenda cultivar. Lembrem-se que só se justifica quem deve, quem teme. Assumam, não custa assim tanto e serão, com toda a certeza, pessoas melhores e levadas mais em conta do que aquilo que hoje em dia são.
Eu, por via das dúvidas aqui deixo para memória futura que sim, roubei
elásticos à minha mãe para jogar ao elástico, que sim, menti quando dizia que
ia para as aulas e ia era jogar snooker na tasca da esquina e que, já agora,
ficava com os trocos da compra do pão para comprar pastilhas gorila de laranja
ácida que dessas é que eu gostava.
Pronto, tenho dito, venham atrás de mim vá.
