Dedo indicador


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Num mundo normal, apontar o dedo aos erros dos outros, é raro. Porque se conseguiu chegar à conclusão que atirar a primeira pedra não é produtivo para nenhuma das partes - nem para quem a atira e nem para quem com ela é atingido.

Conseguiu chegar-se a uma conclusão: telhados de vidro todos têm, portanto, para quê aponta-los quando podem ser quebrados mais à frente?

Pois por cá, basta uma uma partícula de pó a mais para se criar um alarido e apontarem-se dedos a tudo e a todos sem que para o seu umbigo se olhe.

Todos nós já errámos, já atravessámos uma passadeira com o sinal vermelho, passámos um sinal stop sem hesitar, tirámos o cinto de segurança antes de tempo, acelerámos para passar naquele amarelo tinto, buzinámos sem razão, usámos o acelerador quando não o podíamos fazer, estacionámos onde é proibido.

A verdade é que neste nosso mundo nenhum de nós consegue agir sempre da melhor forma, que nos precipitamos de vez em quando ou de quando em vez, que nem sempre agimos da melhor maneira que sabemos.

Seria simpático que nos lembrássemos disto mais vezes, antes daquele dedo indicador se lembrar que existe...

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