Polegarzinho


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Feriado.
É de tarde, calor que não chega a queimar, dentro de um transporte público a caminho de qualquer sitio.
Lugares vazios a rodo e eis que um alguém estranho decide ocupar o lugar a meu lado.
Penso, ora pois, claro que sim, ouço umas notas que me cantarolam ao ouvido, abstraio-me e fica tudo bem.

Além das conversas em tom mais elevado que se querem furtivas e que vivem na sua futilidade, pouco ou nada mais interessa, estou a chegar.

Até que sinto um estranho efeito na minha pernoca, tipo cócegas, comichão. Desvio o sentido. Não deve ser mais que que a alça da mala armada em atrevida como que ao som de um (pausa) Lets get it on de Marvin Gaye.
Hum. É quente. Olho. Um polegar que teima em tentar passear num sitio que não lhe pertence. Não é meu.
E... Zás!
Tive de lhe dar uma pantufada à valente.

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